16/7/2019 15:51

Felipão explica "não" à Inglaterra, fracasso no Chelsea e escolha dos líderes do penta

Treinador do Palmeiras conta que rejeitou oferta da seleção inglesa em 2006, explica por que foi mal Chelsea e como escolheu líderes do Brasil em 2002
Luiz Felipe Scolari abriu o jogo sobre a recusa à seleção inglesa em 2006, falou sobre a rápida passagem pelo Chelsea e explicou a escolha dos líderes na Copa do Mundo 2002, vencida pela seleção brasileira.


Hoje no Palmeiras, o treinador conta que recebeu convite da Inglaterra em 2006, antes do início da Copa do Mundo disputada na Alemanha. Ele foi procurado, mas declinou por conta de um possível confronto entre Inglaterra e Portugal no torneio de seleções.´

"Estive em duas reuniões, mas o que aconteceu é que era treinador de Portugal em que estava a Inglaterra e poderíamos nos cruzar na fase seguinte, como aconteceu. Não queria estar envolvido com contrato em Portugal e com contrato com outra seleção. Não acho isso ético. O pessoal não entendeu, precisava de uma resposta e eu falei: "não vou, não vou aceitar". Teve aspecto de briga com a imprensa inglesa, porque foram atrás da seleção portuguesa, entendendo que a oferta não deveria ser rejeitada. Não seria legal ser técnico de uma seleção com contrato com outra seleção", disse em entrevista ao The Coaches Voices.

Felipão teve outra chance de trabalhar na Inglaterra. Mas a participação não foi na seleção. Ele chegou ao Chelsea em 2008 e ficou seis meses no clube de Stamford Bridge. A breve passagem foi explicada pelo técnico, que entrou em confronto com líderes do elenco, como Didier Drogba.

"Não durou tanto tempo, porque fui muito verdadeiro e correto com as coisas que combinei. Queria que recuperação de atletas fosse feita dentro do clube, que cirurgias fossem feitas em Londres. Eu tive atrito com um ou outro jogador, em razão de eu estar cuidando deste jogador. Seguiu em frente e não tínhamos o ambiente que preciso para dirigir uma equipe", avaliou.

Por fim, Felipão contou como escolheu os líderes da seleção brasileira no ano do pentacampeonato. Em 2002, ele apontou Roque Júnior, Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo como principais lideranças do plantel que viajou ao Japão.

"A gente toma decisões durante os jogos, depois dos jogos ou houve detalhes que passaram despercebidos. Quando tomei a decisão de levar aqueles jogadores para o Mundial de 2002, foi a decisão mais acertada por uma série de decisões que tivemos durante o Mundial. Quando perdemos o Emerson, um dia antes de começar a Copa do Mundo. Perguntei à psicóloga Regina Brandão o que poderia fazer, ela me disse para dividir a seleção em quatro, cinco jogadores e estaria bem representado. Eu peguei Cafu, um líder maravilhoso, Roque Júnior, que era meu jogador no Palmeiras e tinha domínio sobre a defesa, Roberto Carlos, que falava mais que o mundo, aquele que falava para cá e para lá. Peguei o Rivaldo, que eu digo a vocês que não diz nem bom dia quando levanta. Ainda tinha o Ronaldo, com uma liderança diferente. Eles se alinharam, todos entenderam como participar e todos participaram de decisões que tomamos antes de enfrentar a Alemanha", concluiu.



VEJA: Clique aqui e veja as promoções que a Farelos Jurídicos preparou para você

LEIA TAMBÉM: Ganchos e Libertadores podem fazer Palmeiras voltar a dividir times

LEIA TAMBÉM: Convocado por Tite, Weverton briga para ser dono de recorde no Palmeiras

LEIA TAMBÉM: Torcedores do Bahia se unem e vão à Justiça contra Palmeiras e Allianz Parque por tela no setor visitante



5019 visitas - Fonte: -

Mais notícias do Palmeiras

Notícias de contratações do Palmeiras
Notícias mais lidas

Felipe     

ouve

Esse é o nosso técnico

Enviar Comentário

Para enviar comentários, você precisa estar cadastrado e logado no nosso site. Para se cadastrar, clique Aqui. Para fazer login, clique Aqui ou Conecte com Facebook.

Últimas notícias