Atuesta deve ser titular do Palmeiras nesta quarta-feira, contra o Atlético-MG, às 21h45 (de Brasília), no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Diante dos oito desfalques para o confronto, incluindo seis meio-campistas (Fabinho, Jailson, Danilo, Gabriel Menino, Zé Rafael e Raphael Veiga), o camisa 20 sabe da importância de um bom desempenho para ajudar o Verdão a pelo menos manter a vantagem de oito pontos na liderança da competição.
– É simplesmente trabalhar muito e dar os 100% para este jogo. É uma partida em que meus companheiros vão precisar de vários jogadores que não vêm jogando muito. Temos de entregar 100% para tentar ganhar. É isso, não pensar tanto em quanto vai ser o jogo. É dar tudo para conseguir um resultado ótimo para nós – resumiu, em entrevista ao ge.
Na avaliação do jogador colombiano, o período de dez dias sem jogos vai ajudar no entrosamento da equipe, que ainda não contará com líderes como Weverton e Gustavo Gómez.
Contratado do Los Angeles FC, em janeiro, com certa badalação da torcida, Atuesta custou cerca de R$ 22 milhões e admite que viveu uma primeira temporada atípica no Verdão.
Embora tenha sido convocado pela seleção colombiana, além de campeão do Paulista, da Recopa Sul-Americana e agora em busca do Brasileirão, o camisa 20 jogou menos do que estava acostumado: foram 41 partidas das 61 que o Palmeiras fez no ano, sendo titular em apenas 12. Ele tem um gol e duas assistências.
– Eu cheguei como um jogador completamente diferente. Aqui tive de aprender a trabalhar para esperar a oportunidade. Eu não estava acostumado a isso, a entrar no segundo tempo ou nem entrar em alguns jogos e depois jogar 10, 15 minutos. Faz parte da adaptação, da mudança na minha carreira, na minha vida – pontuou.
– O futebol é diferente aqui, preciso de mais toques na bola. Lá fora a gente jogava com um ou dois toques. Aqui o futebol é mais um contra um em cada setor. Agora eu sinto que pude acrescentar isto a minha forma de jogo, faz muita diferença e sinto que me ajudou muito como jogador. Ainda continuo aprendendo. Amadureci muito no meu jogo.
Ele considera que Abel Ferreira teve papel importante neste processo de adaptação.
– Abel dá muita tranquilidade, fala objetivamente sempre o que ele vê no dia a dia, quando a gente entra no campo. Claro, é normal e todo mundo sabe a cobrança que qualquer jogador do Palmeiras pode gerar. Mas ele é o treinador e vê tudo, não pode entrar nesta paixão e perder a objetividade da situação. No meu caso, é muito tranquilo, sempre falando e com uma relação muito boa e objetiva.
O treinador já disse em entrevistas que os jogadores contratados pelo Verdão muitas vezes precisam de um tempo de adaptação para terminarem de se desenvolver no clube.
Atuesta não é tão jovem, tem 25 anos, mas chegou ao Brasil depois de quatro anos morando nos Estados Unidos e com Matías, seu primeiro filho, recém-nascido. Além disso, teve de cara o desafio de disputar o Mundial de Clubes.
– Minha vida passou de 0km/h a 100km/h muito rápido. Foi um trabalho tentar lidar com tudo isso. Muito focado no trabalho, em tentar aproveitar o tempo livre para ficar com meu filho e minha esposa – resumiu.
Com contrato até o fim de 2026, o camisa 20 espera ter no ano que vem uma temporada com uma sequência maior, mas seu foco agora está na reta final do Brasileiro e na chance de terminar com mais um título.
– São 11 finais. Tentar fazer o melhor possível. Eu me cobro muito. É impossível não ficar pensando algumas vezes: quando terei uma sequência para acostumar 100% ao jogo? Mas também tem que ser com tranquilidade. Meu primeiro ano aqui, acho que no ranking (da IFFHS) o Palmeiras ainda é o melhor time do mundo, né? Isto tranquiliza e coloca os pés na terra, de pensar que temos de trabalhar e esperar a oportunidade, como os que estão jogando agora anos atrás tiveram de trabalhar e fazer um esforço grande para conseguir isso. Não é fácil, senão todos estariam no Palmeiras.
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