Com o título brasileiro conquistado nessa quarta-feira, o Palmeiras de Abel Ferreira ratificou seu lugar na história como uma das maiores eras do clube. É justo considerar esta a terceira academia, como alguns já tratam.
Nos dois anos desde a chegada do treinador português ao Brasil (completados justamente na quarta), o Verdão ganhou seis títulos. Todas as principais competições no continente já foram vencidas pela equipe com Abel: Paulistão, Copa do Brasil, Recopa Sul-Americana, Libertadores (duas vezes) e agora o Brasileirão.
Os que ainda tinham alguma má vontade ao avaliar o time de Abel Ferreira citavam que faltava ao Palmeiras um título de pontos corridos, e que sua equipe não conseguia ter regularidade para vencer um campeonato de longa duração.
Pois veio, então, a melhor temporada do Verdão no século. Conquistas mais relevantes aconteceram em outros anos, como as duas Libertadores, mas o desempenho foi muito regular e de alto nível desde o Mundial de Clubes, em que foi vice-campeão contra o Chelsea. Os números são marcantes:
71 jogos (contando o Mundial);
47 vitórias;
18 empates;
6 derrotas;
139 gols marcados;
45 gols sofridos.
Mesmo nas eliminações na Copa do Brasil e Libertadores, o time caiu em jogos apertados. O retrospecto aliado ao bom desempenho fazem com que 2022 seja o ano mais dominante do Verdão desde a virada do século.
A equipe que já era muito vencedora deu um salto no nível de seu jogo nesta temporada. A goleada por 4 a 0 sobre o Fortaleza foi uma demonstração disso, com excelente exibição coletiva, mesmo com o time já em festa pelo título conquistado graças à derrota do Internacional mais cedo.
O palmeirense teve em 2022 uma equipe que vendeu caro mesmo quando não venceu, dominou o Brasileiro desde a 10ª rodada e conviveu com um ano irritantemente tranquilo para os rivais. Nem aquela crise que costumava aparecer em todo meio de temporada aconteceu.
Mérito de um trabalho que termina na comissão técnica e jogadores, mas conta com o suporte de todos os funcionários na Academia de Futebol.
Nomes como Weverton, Gustavo Gómez, Marcos Rocha, Zé Rafael, Gustavo Scarpa e Rony já estão marcados. Dudu entrou na briga pelo posto de um dos maiores jogadores da história, assim como Abel é provavelmente o maior técnico que passou pelo clube.
A era Abel já está na história e não dá indícios de que vai parar de ganhar tão cedo.
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