O Palmeiras se consolidou como uma das equipes a ser batida nas categorias de base. Desde 2015 no Verdão, o coordenador geral das categorias de base, João Paulo Sampaio, fez um balanço do trabalho na formação de atletas do clube e avaliou o momento como o auge do projeto.
“O auge é porque o profissional, nos últimos anos, vem dando mais espaço para os meninos. E com os meninos sendo protagonistas. Eles não entram para ser mais um, mas para ser protagonistas. Desde essa virada, a partir de 2020. Antes tinham alguns pontuais. É o auge por isso”, disse após a conquista da Copa do Brasil sub-20.
O título do último final de semana, em cima do Flamengo, fechou uma tríplice coroa no ano, que teve ainda as conquistas da Copa São Paulo de Futebol Jr. e do Campeonato Brasileiro.
Na visão de João Paulo Sampaio, porém, a captação de jogadores e a aposta nos talentos, tanto na base como no profissional, é o que resulta no sucesso do projeto, para além dos títulos.
“O grande foco e a mudança do clube é que o jogador faz a diferença. O jogo é do jogador. Não é a estrutura, não é o financeiro, não é processo. É jogador e treinador bom. Eu venho do Vitória que tinha um campo para treinar e era referência. Então, o jogo é do jogador e ter treinadores e profissionais competentes. O restante todo mundo tem, tem centro de treinamentos melhores, tem mais recursos financeiros, mas se o foco não for esse, não vai ter o resultado que a gente teve”, declarou.
Endrick "fenômeno"
Um dos símbolos do sucesso do Palmeiras nas categorias de base despontou em 2022. Endrick começou o ano como protagonista da Copinha logo com 15 anos, e encerrou como titular na equipe principal, sob comando de Abel Ferreira.
Ao falar da grande joia do Palmeiras, João Paulo Sampaio não poupou elogios e o tratou como um “fenômeno”.
“O Endrick sempre foi um fenômeno técnico, físico e principalmente mental. Ele é querido, sabe ser o protagonista. Ele quer ser e trabalha para isso. Não adianta ter mente forte sem trabalhar. O Endrick merece o mundo”, disse o coordenador geral da base palmeirense.
“Ele é muito querido. Tudo o que a gente pede ele faz. Ele descia para o sub-17 pedindo para descer. Era pênalti, ele podia ser o artilheiro, mas dava a bola para o mais novo. Ele dá carinho para todos. Ele merece o mundo. O lugar do mundo que ele vai escolher fica para o staff dele, porque onde ele chegar, vai ser protagonista”, completou.
3606 visitas - Fonte: https://www.gazetaespo