Aposentou? Aos 42, Alecsandro troca gramados pelas quadras de areia em nova fase da carreira

14/3/2023 13:13

Aposentou? Aos 42, Alecsandro troca gramados pelas quadras de areia em nova fase da carreira

Ex-Atlético-MG, Flamengo, Palmeiras e Vasco aposta em carreira no futevôlei

Aposentou? Aos 42, Alecsandro troca gramados pelas quadras de areia em nova fase da carreira

Atlético-MG, Flamengo, Internacional, Palmeiras e Vasco... Depois de ser campeão em todos esses times, o experiente Alcesandro, o Alecgol, decidiu se aposentar dos gramados e apostar em um novo rumo da carreira.



As quadras de areia foram o destino. Aos 42 anos, ele migrou para o futevôlei ano ano passado e defendeu a Ponte Preta, onde também atuou na época de jogador, pela Liga Nacional.

- É um momento diferente, em que a gente acaba encerrando a carreira. Eu vou fazer um jogo de despedida ainda, não sei se vai ser no meio ou no fim do ano. Vai ser a despedida minha e do meu irmão [Richarlyson, ex-São Paulo].

Aparecem várias propostas ainda, mas por tudo o que já passamos no futebol, é um momento ainda de glória, prestígio, de ser reconhecido ainda na rua e tirar foto. Então a gente está fora dos gramados, mas o futebol sempre vai continuar no nosso meio, não tem jeito -
disse em entrevista ao ge.

A Ponte não passou da primeira fase da competição, mas a experiência convenceu de que ele havia tomado a decisão certa, já que ainda estava em atividade no futebol no início de 2022.

Seu último clube foi o Primavera, onde marcou cinco gols em 15 jogos pela Série A2 do Campeonato Paulista.

Enquanto aguarda a definição da camisa que vai vestir nesse ano, Alecsandro segue treinando de olho no início da edição deste ano da Liga Nacional, prevista para o fim de julho.

- A areia acabou me dando um alicerce, um suporte grande. Eu sou apaixonado pelo futevôlei. Parar de jogar futebol é um baque muito grande. Então eu tive oportunidade de parar e já automaticamente entrar em uma coisa que eu amo bastante. Pretendo sim jogar futevôlei por mais alguns anos.
Carreira, títulos, doping e Pelé...

Alecsandro tem passagens de sucesso por grandes clubes e uma coleção de títulos. É bicampeão da Libertadores, campeão brasileiro, da Copa do Brasil, entre outros.

Natural de Bauru, no interior de São Paulo, o jogador atravessou o país por uma oportunidade de iniciar a carreira no Vitória (BA) no início dos anos 2000. Ele ainda passou por Sport (PE), Ponte Preta e Cruzeiro antes de oportunidades internacionais no Sporting, de Portugal, e no Al Wahda, dos Emirados Árabes.

De volta ao Brasil, viveu no Internacional entre 2009 e 2011 um dos principais momentos da sua carreira até então. Porém, uma lesão muscular na coxa o deixou fora dos gramados na conquista de seu primeiro título continental: a Libertadores de 2010.

-Eu sou muito feliz pela minha carreira. Seria injusto se eu reclamasse de alguma coisa, mas eu queria muito ter jogado o último jogo da final da Libertadores dentro do Beira-Rio. Machuquei no primeiro jogo da final contra o Chivas [do México].

É o único jogo que para mim, na carreira, faltou. Mas no final do jogo em que a gente foi receber as medalhas e que o Pelé, rei do futebol olhou para mim e falou "pô você fez falta hoje", acabou meio que aliviando aquela dor de não ter jogado porque pô, o rei do futebol falou que eu fiz falta. Aquilo ali me deu uma satisfação muito grande como atleta e amenizou um pouquinho minha dor daquela final.
— Alecsandro

O atacante ganhou a Copa do Brasil pelo Vasco em 2011. Já em 2012 jogou ao lado do irmão Richarlyson no Atlético-MG, quando conquistou a segunda Libertadores.

Seguiu para o Flamengo na temporada de 2014 e passou por tensão no Palmeiras em 2015, antes dos títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão de 2016, ao ser pego no pego no exame antidoping com um anabolizante proibido (O-Dephenylandarine).

- O momento que mais me fez crescer na dificuldade foi o doping, onde eu fui pego erradamente. Me fez crescer bastante passar por todo esse drama e depois dar a volta por cima. Também tiveram as fraturas e os tropeços no futebol, mas todos superados - relembrou

Alecsandro seguiu caminho no Coritiba, São Bento, CSA, Figueirense e Noroeste, clube da sua cidade natal, junto com o irmão. Eles foram até as quartas de final da Série A3 do Paulista com o clube, que conquistou o acesso para A2 no ano seguinte.

Em 2022, Richarlyson foi apresentado como comentarista da TV Globo, enquanto o atacante seguiu mais um pouco nos gramados pelo Primavera, clube do interior de São Paulo que tem o ex-meia Deco, seu cunhado, como principal investidor.

Eu avalio meus anos de carreira de forma muito positiva. Foi muito bacana. Eu sou e fui feliz em todos os clubes em que passei. Alguns tive um pouquinho mais de dificuldade, outros mais tranquilidade. Mas graças a Deus eu sempre digo que eu pude fazer gol em todos os clubes, assim como fui vaiado e aplaudido. Graças a Deus muito mais aplaudido do que vaiado.



Vestir a camisa 9 não é fácil. No momento que você passa um ou dois jogos sem fazer gol já vem aquela cobrança da torcida. Mas pude ser artilheiro e ganhar títulos em quase todos os clubes que eu passei. Eu fui muito feliz, graças a Deus.







Gramados, Cobrança, Torcida, Quadras, Clubes


2505 visitas - Fonte: ge.globo.com

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Chagas Lavor     

Acepanaca. O cara jogou e foi campeão pelo Palmeiras. Ele tem um pouco de história no nosso palestra. Portanto. Esse espaço está muito bem representado.

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