Ernani Ogata/Codigo 19/Gazeta Press
Após a Justiça determinar, na última quarta-feira (12), o bloqueio de R$ 7.834.232,61 de bens do atacante Willian "Bigode", atualmente no Athletico-PR, e de sua mulher, Loisy, a pedido do lateral-direito Mayke, do Palmeiras, o poder judiciário fez um arresto de R$ 1.720.897,99 depois de vasculhar as contas bancárias dos envolvidos no caso do golpe das criptomoedas.
Agora, esse dinheiro ficará "congelado" em contas judiciais até a decisão final do processo, que corre na 14ª Vara Cível de São Paulo.
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A maior parte do arresto foi feita nos bens de Willian. Em uma conta na instituição financeira XP, por exemplo, foi congelada a quantia de R$ 1.578.644,78.
Loisy também teve valores bloqueados, mas em quantias muito menores, assim como Camila Moreira Fava, que é sócia do "Bigode" na WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa de consultoria de propriedade de Willian.
Na última quarta, a defesa de Willian disse (leia nota completa abaixo) que já havia tomado ciência da decisão da Justiça sobre o bloqueio de contas, mas discordou e salientou que entrará com recurso.
Mayke foi um dos atletas afetados no golpe das criptomoedas revelado no início de março, que teve o meia Gustavo Scarpa como outra vítima.
Ambos processaram a WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa de consultoria de Willian "Bigode" e de sua esposa, que os apresentou à Xland, empresa que prometeu altos rendimentos através de investimentos em criptomoedas, mas que nunca pagou os jogadores.
A WLJC, por sua vez, entrou com pedido na Justiça para ser retirada da ação, já que também teria sido vítima do golpe da Xland. Essa foi a mesma postura adotada no caso envolvendo Gustavo Scarpa, que chegou a conseguir o bloqueio das contas, mas viu Willian reverter a decisão.
No caso de Mayke, por enquanto a Justiça de São Paulo não aceitou e deferiu o bloqueio de bens no valor de quase R$ 8 milhões, de forma a ressarcir o dinheiro perdido pelo lateral-direito.
Cabe lembrar que, no início do processo, o atleta do Palmeiras pediu a restituição dos R$ 4.583.789,31 que investiu em criptomoedas e mais R$ 3.250.443,30, que seriam equivalentes à rentabilidade do período prometida pela Xland.
Vale ainda citar que, recentemente, Gustavo Scarpa também recebeu decisão favorável na Justiça sobre o caso, conseguindo o arresto de um malote de 20,8 kg da Xland contendo pedras preciosas avaliadas em R$ 2,1 bilhões.
Ao todo, o hoje jogador do Nottingham Forest busca o ressarcimento de R$ 5.360.000,00, depois de ter conseguido bloquear "apenas" R$ 674,89 nas contas bancárias da empresa.
A assessoria jurídica cível do Sr. Willian Gomes de Siqueira, representada pelo escritório de advocacia Bruno Santana Advocacia e Consultoria, vem a público informar ter tomado ciência da decisão proferida pelo Magistrado da 14ª Vara Cível de São Paulo/SP.
Oportunidade que manifesta absoluta discordância do teor da decisão, face a ausência de responsabilidade da WLJC, do Sr. Willian Gomes de Siqueira e demais sócios acerca dos prejuízos causados pela Xland Holding Ltda.
Considerando que se trata de uma decisão precária e prematura, tendo em vista que o prazo de defesa sequer foi iniciado, adotaremos as medidas cabíveis a fim de buscarmos a reforma da decisão por meio da interposição do recurso processual adequado junto a instância superior.
Por fim, reiteramos a irrestrita convicção da ausência de qualquer responsabilidade jurídica do Sr. Willian Gomes de Siqueira, da WLJC e seus demais sócios no que se refere a qualquer prejuízo causado pela Xland Holding Ltda.
BRUNO SANTANA
OAB/BA 44.677
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