São nove títulos e 231 jogos com a camisa do Palmeiras. Zé Rafael é sem dúvidas um dos símbolos da era vitoriosa do clube sob comando de Abel Ferreira. Afinal, foram oito conquistas ao lado do treinador português.
Conseguindo se reinventar aos vários processos e mudanças dentro do Verdão, como a nova função como primeiro volante, Zé Rafael volta ao passado para relembrar um momento que considera fundamental para hoje estar colhendo os frutos como um dos jogadores mais vitoriosos da história do clube.
No início da carreira, entre os anos de 2013 e 2014, Zé Rafael ainda era um meia criativo e que sonhava fazer sucesso vestindo a camisa 10 de um grande clube do futebol brasileiro. Foi nesse período que a convivência com Alex, que vivia os últimos momentos da carreira, pesou para o seu futuro no futebol.
– Eu e o Alex tínhamos uma relação muito boa, imagino como a que eu tenho com os mais novos hoje. Tinha 19 anos, começando e tendo o Alex ao lado sabendo da história dele. Gostava muito de aprender. No Coritiba era 10 de criação, para mim ele era um exemplo, tudo eu tentava aprender e acompanhar.
– A qualidade dele era absurda, mesmo com a idade avançada ele era diferenciado e nos aconselhava. A gente mantém relação hoje, não tão próxima. Ele até me mandou mensagem dando parabéns pelo título (paulista). Ele foi um espelho muito bom para mim, tento fazer o mesmo pelos meninos do Palmeiras – conta o volante do Palmeiras.
Zé Rafael disse que foi de uma bronca vinda de Alex a grande mudança de chave na sua carreira. Muito novo, o jogador não tinha o mesmo comprometimento de hoje com relação aos treinos e o aprimoramento físico e tático.
– Ele sempre cobrou muito a gente, quando você é novo não tem a visão que ganha com a experiência, às vezes não treina sempre no seu melhor. Uma vez tomei um puxão de orelha dele que serviu para acordar, isso me ajudou muito. Foi fundamental para me tornar o jogador que sou hoje – revela.
De um meia promissor no início da carreira no Coritiba, Zé Rafael ainda passou por Novo Hamburgo, Londrina e Bahia antes de chegar ao Palmeiras e ser recuado para jogar como segundo volante. Neste ano, uma nova função: agora como primeiro volante.
– O início foi muito difícil, acho que toda adaptação leva um certo tempo. Não só aqui, em todo lugar e em toda profissão. Deu um pouco de azar de levar mais tempo para me adaptar e o time não estar encaixado. Isso acabou ajudando a torcida a fazer muitas críticas, algumas pesadas, mas serviu para evoluir e hoje sou mentalmente forte por muitos coisa que escutei e tive que passar – analisa Zé Rafael.
Após um início de temporada dos sonhos, com os títulos da Supercopa do Brasil e do Paulistão, Zé Rafael se prepara para a estreia do Palmeiras em casa na Liberadores, neste quinta-feira, às 21h (de Brasília), contra o Cerro Porteño, no estádio do Morumbi, em São Paulo.
3402 visitas - Fonte: Globo esporte
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