O futebol brasileiro retornou às páginas policiais com a Operação 'Penalidade Máxima II', que investiga manipulação de resultados no esporte.
O Santos anunciou nesta terça-feira (09) que Eduardo Bauermann foi afastado após a revista Veja revelar detalhes da investigação com uma troca de mensagens entre o zagueiro e outra pessoa identificada como um dos apostadores envolvidos com a quadrilha.
Na conversa a qual a reportagem teve acesso, Bauermann recebe uma bronca por não cumprir um combinado: levar um cartão amarelo no empate entre Santos x Avaí pelo Brasileirão de 2022. Esta é uma das partidas investigadas pela operação conduzida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI).
O combinado, segundo a conversa, seria o defensor receber R$ 50 mil pare receber a punição.
Depois de não cumprir o acordo, Eduardo Bauermann teria que cobrir as perdas do apostador, chegando a receber ameaças.
Palmeiras 2 x 1 Juventude - 10/09*
Santos 1 x 1 Avaí - 05/11 - (atleta do Santos cooptado a receber cartão amarelo)
Red Bull Bragantino 1 x 4 América-MG - 05/11 - (aliciamento do atleta do Bragantino para levar amarelo)
Goiás 1 x 0 Juventude - 05/11 - (dois jogadores do Juventude aliciados para tomar cartões amarelos)
Cuiabá 1 x 1 Palmeiras - 06/11 - (jogador do Cuiabá aliciado a receber cartão amarelo)
Botafogo 3 x 0 Santos - 10/11 (jogador cooptado a ser expulso)
*Um atleta sob investigação, durante cumprimento dos mandados, acabou confessando a participação em outro jogo, dia 10/09, entre Juventude e Palmeiras (também para receber o amarelo).
O Ministério Público não divulga nomes, mas Victor Ramos, ex-Vasco e Palmeiras, teve o celular apreendido. O atleta de 33 anos foi encontrado em sua casa nesta manhã, em Chapecó, e conduzido para prestar depoimento. No entanto, ele segue treinando normalmente.
Kevin Joel Lomónaco, zagueiro do Red Bull Bragantino é outro suspeito. Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram um mandato de busca na casa do atleta. A informação foi publicada pelo jornal "Em Pauta".
De acordo com o "globoesporte.com", o lateral-esquerdo Igor Cariús, do Sport, e o meia Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS, são alguns dos investigados.
Ainda segundo o MP de Goiás, os suspeitos vêm de diversas regiões do Brasil. Nesta terça, foram buscados:
Goiás - 1 atleta investigado
Rio Grande do Sul - 3 atletas investigados
Santa Catarina - 2 atletas investigados
Rio de Janeiro - 1 investigado (não atleta)
Pernambuco - 2 atletas investigados
São Paulo - 10 mandados de busca e apreensão e 3 prisões
Nenhum jogador preso, só pessoas envolvidas nos pedidos de manipulação. Foram três mandados de prisão em São Paulo, mas só para não atletas.
Foram apreendidas granadas de efeito moral em um mandado de prisão em São Paulo a armas de fogo em outro endereço, também em terras paulistas. Nesse local, houve também um flagrante de armas de fogo sem o devido registro.
Os atletas ou aliciadores podem ser indiciados via Estatuto do Torcedor e também podem responder por crime por lavagem de dinheiro, se for o caso. Segundo o Estatuto do Torcedor, a pena varia de 2 a 6 anos de prisão.
Os atletas e envolvidos suspeitos estão sendo investigados por manipulação da seguinte forma: receber cartões amarelo ou vermelho, cometer um pênalti, garantir uma derrota parcial no 1º tempo, número de escanteios, etc.
A Chapecoense e o Red Bull divulgaram notas sobre os jogadores investigados.
"O clube tem tolerância zero com qualquer atitude que possa ferir a idoneidade do esporte e vá contra os valores e dignidade de todos que vestem as cores do Red Bull Bragantino. Nos colocamos à disposição das autoridades durante a investigação e trataremos internamente a situação legal envolvendo o atleta", disse o time de Bragança.
"A respeito da “Operação Penalidade Máxima” e do cumprimento do mandado relacionado à ela em Chapecó – envolvendo um jogador do clube – a agremiação alviverde reforça o seu apoio e, principalmente, a confiança na integridade profissional do atleta. Por fim, tendo em vista as investigações, o clube destaca o seu compromisso em colaborar totalmente com as autoridades e oferecer todo o suporte e informações necessárias na apuração e esclarecimento do caso".
Segundo o MP de Goiás, agora as autoridades irão reunir o material angariado em 6 estados envolvidos, com dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos, analisanto tudo e realizando interrogatórios. Após analisar as provas, aí sim serão avaliados os próximos passos.
A investigação da Operação "Penalidade Máxima" aponta que grupos criminosos convenciam jogadores, com propostas que iam até R$ 100 mil, a cometerem lances específicos em partidas e causassem o lucro de apostadores em sites do ramo.
Um jogador cooptado, por exemplo, teria a "função" de cometer um pênalti, receber um cartão ou até mesmo colaborar para a construção do resultado da partida - normalmente uma derrota de sua equipe.
As primeiras denúncias ouvidas pela operação surgiram no fim de 2022, quando o volante Romário, então jogador do Vila Nova (GO), aceitou R$ 150 mil para cometer um pênalti contra o Sport, em partida válida pela Série B do Brasileiro.
Na ocasião, o atleta embolsou R$ 10 mil imediatamente e só ganharia o restante caso o plano funcionasse. Romário, porém, sequer foi relacionado para a partida, o que estragou a ideia.
A história chegou até Hugo Jorge Bravo, presidente do time goiano e também policial militar, que buscou provas e as entregou ao Ministério Público do estado. A partir daí, criou-se a operação "Penalidade Máxima" para investigar provas e suspeitas sobre o assunto.
Na primeira denúncia, havia a suspeita de manipulação em três jogos da Série B, mas os últimos acontecimentos levaram os investigadores a crer que o problema era de âmbito nacional e havia acontecido em campeonatos estaduais e também na primeira divisão do Brasileiro.
Além de Romário, outros sete jogadores foram denunciados pelo Ministério Público por participarem do esquema de fabricação de resultados: Joseph (Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Cuiabá), Gabriel Domingos (Vila Nova), Allan Godói (Sampaio Corrêa), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Ituano), Ygor Catatau (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Operário-PR).
1878 visitas - Fonte: ESPN
Ja q pode tantas casas de apostas, libera os Cassinos e esses pilantras vão roubar la.
Já disse ! Acaba com casas de apostas irregulares e regulares ! Se não acabarem com casas de apostas , nunca vai acabar jogadores sendo aliciados a fazerem alguma coisa . Suspeder ou banir jogadores não adianta . Hoje banem dez , amanhã tem trinta sendo aliciados ,