Willian Bigode, do Athletico, após marcar contra o Inter, pelo Brasileirão Imagem: Maxi Franzoi/AGIF
Com Diego Garcia
A Justiça paulista voltou a negar pedido da WLJC Consultoria e Gestão Empresarial para desbloquear R$ 1.724.165,83 das contas de Willian Bigode e suas sócias na empresa. O bloqueio ocorreu em processo movido por Mayke, lateral do Palmeiras, e sua mulher, Rayanne de Almeida Janeti de Oliveira. Eles alegam que tiveram prejuízo milionário investindo em criptoativos na Xland Holding por indicação da companhia do ex-colega de Palmeiras do lateral.
Na decisão da última quarta (17), o desembargador relator Marcondes D"Angelo afirma existir a possibilidade de a empresa de Willian ter motivado o prejuízo do casal e ter obtido vantagem com a negociação. Assim, ele indeferiu liminar de efeito suspensivo contra o bloqueio.
D"Angelo escreveu que, nesse momento processual, por cautela, é prudente manter o bloqueio porque documentos apresentados no processo apontam que a WLJC teria sido a "captadora e intermediadora dos investimentos milionários" realizados por Mayke e sua mulher.
O desembargador completa: "sendo assim, em sede de cognição superficial verifica-se a possibilidade de a agravante [WLJC] ter dado causa ao prejuízo dos agravados [o casal] e, outrossim, ter obtido vantagem com a negociação".
A decisão aborda tema central da disputa jurídica. Mayke e Raynne afirmam ter existido relação de consumo entre eles e a empresa do jogador do Athletico, pois sustentam que a WLJC indicou a Xland.
Por sua vez, Bigode e sua empresa, entre outros argumentos, negam haver a relação de consumo e dizem não terem recebido nenhum dos valores da operação entre o casal e a Xland.
O bloqueio total autorizado, incluindo contas da Xland e de seus sócios foi de R$ 7,8 milhões, valor aproximado da cobrança feita na Justiça. As sócias de Willian na empresa são sua mulher, Loisy Maria Coelho Pires de Siqueira, e Camila Moreira de Biasi Fava. Mayke diz que investiu R$ 4,5 milhões por meio da Xland e deveria ter um retorno de R$ 3,2 milhões. O lateral alega que não conseguiu resgatar os valores.
Procurado pela reportagem, Bruno Santana, advogado de Willian e da WLJC, respondeu com a seguinte nota:
"Recebemos com respeito o posicionamento adotado pelo Desembargador relator, que a bem da verdade, justificou que, por uma questão de cautela, pretende ouvir os recorridos, antes de apreciar o mérito do recurso e proferir decisão definitiva. Sendo assim, aguardaremos o julgamento final do recurso, oportunidade que o Tribunal de Justiça apreciará a íntegra dos fatos e fundamentos jurídicos lançados no recurso. O estágio do processo é absolutamente prematuro, na medida que ainda apresentaremos defesa no processo que está em curso na primeira instância". No final do mês passado, a Justiça já havia negado outro pedido de desbloqueio feito pela defesa de Bigode.
Gustavo Scarpa, ex-companheiro de Willian no Palmeiras, move ação semelhante, contra Xland, WLJC e os sócios das duas empresas. Por sua vez, o jogador do Athletico diz que também teve prejuízo com a Xland.
Em sua defesa, a Xland alega que não aplicou golpes em seus clientes. Afirma que seus recursos foram congelados em um processo de recuperação judicial da corretora de criptomoedas FTX, nos Estados Unidos.
3480 visitas - Fonte: UOL
De fato Celso...
Acepan , qdo se fala em dinheiro , nem para própria sombra se empresta . Aplicar em criptomoedas(moedas virtuais) , é isso que acontece , a chance de receber qdo a empresa quebrar é praticamente zero . É mais seguro , por pior investimento que seja , deixar na caderneta de poupança , nos bancos .
Putz que embróleo que o bigode se meu....precisava disso ???