No período em que Alexandre Mattos esteve no Palmeiras, o clube alviverde conquistou a Copa do Brasil em 2015 e a Série A do Campeonato Brasileiro em 2016 e 2018. Demitido no fim de 2019, o diretor de futebol foi substituído por Anderson Barros no cargo.
Com o cartola no comando, o Verdão levantou as taças da Libertadores em 2020 e 2021; da Recopa Sul-Americana em 2022; do Brasileirão em 2022; da Copa do Brasil em 2020; da Supercopa do Brasil em 2023; e, por fim, do Paulistão em 2020, 2022 e 2023.
Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva no evento de lançamento do seu segundo livro, "Muito mais que um jogo", Mattos rasgou elogios ao seu sucessor, apontou seu papel na contratação do experiente gestor e não mediu palavras para enaltecê-lo.

Alexandre Mattos, em sua época como diretor do Palmeiras
"Anderson Barros é meu amigo, fui um dos responsáveis por indicar ele ao Palmeiras, é um profissional mega vitorioso. O mais vitorioso gestor e executivo da Sociedade Esportiva Palmeiras, por méritos. Um exemplo. Conheci o Anderson quando eu estava no América-MG e, ele, no Botafogo. Feliz por ele, digo isso toda vez que o encontro. Estou até cansado de mandar parabéns para ele (risos)", afirmou o dirigente, atualmente no Athletico.
As diferenças entre Mattos e Barros não se restringem somente aos currículos no Verdão ? dizem respeito, também, às abordagens de cada um no mercado. Contratado para ser o braço direito de Paulo Nobre na reestruturação do Alviverde, em 2015, Alexandre ficou marcado pelo alto número de contratações — em seu primeiro ano no cargo, foram 25 reforços.
Anderson, por sua vez, exerce postura mais cautelosa e pontual. De acordo com Mattos, fruto do cenário no Palmeiras no momento em cada diretor assumiu o cargo. O cartola do Athletico, inclusive, garantiu ? fossem os papéis invertidos, as "famas" também iriam se alterar.

Anderson Barros e Abel Ferreira
"A gente foca tanto nas pessoas e esquece das instituições e dos momentos. Se o Anderson Barros chega no Palmeiras em 2015, ele ia contratar mais de 20 jogadores. Se o Alexandre Mattos chega no Palmeiras hoje, iria contratar dois, três jogadores. Fato. Cheguei no Athletico agora e contratamos só dois, três jogadores. O momento é maior do que a pessoa", analisou.
De acordo com Mattos, cada profissional precisa enxergar a "necessidade no mercado".
"A pessoa faz parte do plano do momento. Palmeiras, em 2015, após quase ser rebaixado pela terceira vez, todo mundo falava: "muda tudo". Foi o que nós fizemos. Mas quando você contrata 20, 25, você vai errar no mínimo metade. Daí, no outro ano, você tem que contratar mais 15. E no outro, mais 10. E no outro, mais 5. Para chegar agora e ser só dois, três", explicou.
"Te afirmo: se ele (Anderson Barros) chega ao Palmeiras em 2015, teria contratado 25 jogadores também. Se o Alexandre Mattos, Rodrigo Caetano, Thiago Scuro ? qualquer um ? chega hoje, dois ou três (contratados). Isso vai do momento do clube", garantiu, por fim, o dirigente.
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