Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, foi amarelado no jogo contra o Fortaleza, pela volta da Copa do Brasil Imagem: Lucas Emanuel/AGIF
Uma das recorrentes discussões sobre os destemperos de Abel Ferreira à beira do gramado é sobre como isso pode influenciar seus jogadores dentro de campo. Um levantamento feito pela Opta mostra que, apesar de o técnico não seguir seu próprio lema, seus comandados sabem direitinho o que é Cabeça Fria e Coração Quente.
As estatísticas levam em conta todas as partidas de Brasileirão desde a chegada do português ao Brasil e mostram que o Palmeiras é o segundo time que menos toma cartão amarelo por reclamação, só atrás do Athletico.
Ao todo, foram 104 jogos analisados neste período, com 18 advertências aplicadas a atletas palmeirenses por causa de reclamações, o que significa um cartão a cada 5,8 jogos. O time de Curitiba tem 15 cartões amarelos na mesma quantidade de jogo, o que significa que leva um cartão a cada 6,9 partidas.
Com os números, é possível até imaginar que Abel Ferreira tenha a atitude para centralizar as atenções de reclamação contra os árbitros e mantenha seus atletas fora do foco. Sozinho ele levou mais cartões do que todos os seus jogadores somados na disputa do Nacional: são 20 cartões amarelos e três vermelhos.
O levantamento ainda mostra uma melhora do Palmeiras de forma geral neste aspecto. Entre 2017 e a chegada de Abel Ferreira, em outubro de 2020, o Palmeiras tinha uma média de um cartão amarelo por reclamação a cada 3,6 jogos. Ao todo, foram 70 advertências em 249 jogos.
Nesta Era Abel, o time que mais levou cartão amarelo por reclamação em números absolutos é o Internacional, com 52 em 103 jogos, praticamente um a cada dois jogos. O Ceará, no entanto, é o recordista com 50 cartões em 96 jogos, o que dá uma média de 1,9.
Ao todo, levando também em consideração as outras competições em que dirigiu o Palmeiras, Abel Ferreira já recebeu 50 cartões, sendo 42 deles amarelos e oito vermelhos.
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