Gustavo Gómez, do Palmeiras, comemora gol marcado sobre o Barcelona-EQU em jogo da Libertadores Imagem: NELSON ALMEIDA / AFP
O Barcelona-EQU descobriu ontem que 2 a 0 pode, sim, ser um placar perigoso. Quando o adversário é comandando por Abel Ferreira.
Prestes a conquistar uma vitória histórica, o time de Guayaquil acabou vítima de uma virada inesquecível. E o Palmeiras segue sem perder no Allianz Parque desde julho do ano passado.
A torcida alviverde gosta de repetir a máxima: calma, o homem tem um plano. Ontem, ao voltar aos vestiários perdendo por 2 a 0 dentro da sua casa, não havia opção: era preciso mudar o plano.
O português tirou Gabriel Menino, que não se encaixara bem na volância com Zé Rafael, puxando Raphael Veiga para segundo volante, o novo 8 da equipe, e colocando Flaco López avançado para pressionar a marcação do Barcelona.
Abel transformou um dos melhores meias do Brasil em volante e um centroavante nato em "terceiro meia". Isso é plano, treinamento e comprometimento tático que só um comandante com enorme repertório e tempo para trabalhar consegue implementar.
Resultado: gol no primeiro minuto do segundo tempo (Gustavo Gómez), um adversário desorientado com as mudanças, empate aos 12 (Piquerez), virada aos 24 (Artur, cada vez melhor) e vitória selada aos 40, com o primeiro gol de Endrick em Libertadores.
O Palmeiras finalizou 19 vezes depois do intervalo, permitindo só duas dos equatorianos. Um massacre.
Ninguém quer ser o time da virada. Mas às vezes é preciso ser.
Comissão técnica e elenco palmeirenses deram ontem mais uma prova de resiliência, talento, técnica, concentração e sangue nos olhos que colocam este Palmeiras acima de qualquer outro dos tempos modernos.
Especialistas discordam em relação ao número de Academias alviverdes. Há quem fale em apenas uma (a original), duas (considerando a da década de 1970) ou três (incluindo a era Parmalat).
Podemos debater por dias a fio, de preferência num boteco com uma gelada na mão. Parece-me cada dia mais difícil, porém, negar que estejamos diante de uma nova Academia, uma que, além de ganhar muitos títulos, praticamente não perde. Nem jogos nem a cabeça dentro de campo.
Espero que saibamos reconhecer a história enquanto ela ainda é o presente.
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2472 visitas - Fonte: UOL
Vi um certo jornalista mulamboo escrever que o time dele jogou de smoking contra o ótimo time do vasco kkkkk,imagina o que escreveria do verdão nesse jogo da libertadores! Como a mídia é imunda, puxa saco de torcida. Meu verdão é sinistro,da lhe porco da lhe porco. # fechadocomabelferreira