Que Abel Ferreira foi feito para o Palmeiras, e também vice-versa, ninguém mais duvida. São quase três anos de muito sucesso, vitórias, títulos e amor recíproco entre as partes, que ficam evidentes a cada momento que o Verdão joga, como neste domingo (11), na vitória sobre o São Paulo, e também na hora da entrevista do técnico.
Entre as perguntas dos jornalistas que cobrem de perto o dia a dia alviverde, Abel foi questionado sobre por que seu temperamento explosivo na beira do gramado, a exemplo da discussão acalorada com Calleri, não influencia o comportamento dos jogadores, que se mantêm concentrados na partida sem serem levados por distrações.
Na resposta, Abel apontou os motivos que fazem o Palmeiras ter "a sua cara".
"Intensidade do jogo, dividir todas as bolas, jogar para ganhar. O time é a minha cara, é a cara dos nossos torcedores. Eu me vejo em tudo que a equipe faz", afirmou Abel, para continuar sua argumentação e mostrar os méritos que o Palmeiras tem sob seu comando.
"Eu tenho estratégia para tudo. Agora, minha equipe sabe o que tem que fazer dentro de campo. Essa é a função do treinador, ajudar os jogadores, corrigir e melhorá-los como homens e jogadores. Para que eles entrem em campo com absoluta certeza do que precisam fazer, sem dúvidas. Quando liga o on, o modo competitivo, cada um sabe o que precisa fazer".
Sobre o tal modo de competição, Abel usou a discussão com Calleri de exemplo. Ainda no primeiro tempo, o português ficou cara a cara com o argentino após uma dividida dele com um dos zagueiros do Palmeiras. A confusão gerou um tumulto, que rendeu mais um cartão amarelo ao treinador.
"Por isso que disse que essas duas imagens, aquilo sou eu. O modo competitivo ligado e depois meu modo normal. Tenho um respeito e uma admiração muito grandes pelo Calleri, mas eu brigo por todas, não desisto nunca. Aquilo se passou lá dentro, ficou lá dentro", falou o palmeirense.
"Sei o que faço, mas, quando erro como todos, porque aqui parece que ninguém erra, faço como todos e peço desculpas. Não sou mais que ninguém. Cometo meus erros, mas são eles que ajudam a gente ser melhor no presente e no futuro".
A torcida do Palmeiras espera que o futuro siga tão brilhante quanto o passado e o presente.
Bahia (F) - 21/06, 21h30 - Brasileirão
Botafogo (C) - 25/06, 16h - Brasileirão
Bolívar (C) - 29/06, 21h - CONMEBOL Libertadores
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