Abel destaca reação do Palmeiras com goleada após derrotas: "Pedi calma, eficácia e confiança"

30/6/2023 03:30

Abel destaca reação do Palmeiras com goleada após derrotas: "Pedi calma, eficácia e confiança"

Treinador também colocou a responsabilidade da vitória na Libertadores "100%" nos jogadores

Abel destaca reação do Palmeiras com goleada após derrotas:

Marcos Ribolli

O Palmeiras venceu o Bolívar por 4 a 0 nesta quinta-feira, no Allianz Parque, e terminou a fase de grupos da Conmebol Libertadores na liderança do Grupo C. Após a partida, na coletiva de imprensa, Abel Ferreira citou uma reunião durante a semana e deu moral aos seus jogadores.

O treinador palmeirense destacou o poder de reação de seus atletas após duas derrotas seguidas. Antes de vencer e garantir a melhor campanha geral da Libertadores, o Verdão vinha de tropeços no Brasileirão contra Bahia e Botafogo.

– Fiz uma reunião com eles (após o jogo contra o Botafogo), e pedi calma, eficácia e confiança. Pedi isso e demos folga para ficar com a família, além de não ler a imprensa. Pedi para eles taparem os ouvidos, olhos e boca. Vamos fazer o que somos bons, que é treinar bem e nos prepararmos – disse Abel.

Palmeiras x Bolívar, Abel Ferreira — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras x Bolívar, Abel Ferreira — Foto: Marcos Ribolli

– É isso que gosto da minha equipe. É o caráter, os homens que tenho na minha frente, os mesmos que perderam há dois dias. É um orgulho grande ser treinador dessa equipe. As grandes equipes sempre têm reação. Agradecer aos torcedores que vieram apoiar. Uma noite magnífica, muito bem jogada, com nota artística – completou o treinador.

Agora, o Palmeiras volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no domingo, contra o Athletico, fora de casa. Depois, na quarta-feira, enfrenta o São Paulo, no Morumbi, pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil.

"Ganharam sozinhos"

Por mais de uma vez, Abel enalteceu a participação dos seus jogadores na partida contra o Bolívar, principalmente em um comportamento tático específico. A marcação individual do Bolívar surpreendeu o treinador, mas o português apenas viu seus atletas se reorganizarem em campo.

– Foi a primeira vez que vi um treinador espanhol fazendo marcação individual no campo inteiro. Para ser muito sincero, meus jogadores, sozinhos, encontraram o caminho para o gol. Tive responsabilidade zero – disse Abel.

– Eu não esperava marcação individual o tempo inteiro. Eles tentaram bloquear o Luan e deixar a construção para o Gómez. Felizmente, e o Artur é um dos responsáveis, Dudu, Veiga, Menino e Ríos conseguiram criar uma dinâmica que não foi eu quem pensei. Eles descobriram pelo jogo. Falei no intervalo para eles fazerem o que estavam fazendo – completou o treinador.

Palmeiras x Bolívar, Vitor Castanheira e Abel Ferreira — Foto: Marcos Ribolli

Palmeiras x Bolívar, Vitor Castanheira e Abel Ferreira — Foto: Marcos Ribolli

Veja mais respostas de Abel Ferreira na coletiva de imprensa:

O que pensou para a função de primeiro volante sem Zé Rafael, lesionado?

– A função de um treinador é arranjar soluções. Não é? Claro, há treinadores que chegam aos clubes e querem trocar todos que estão, chegam seis, sete. Na minha opinião é mais fácil assim. Difícil de ser treinador é olhar para os problemas e arranjar soluções, o que fiz desde que cheguei no clube. Valorizando os jogadores que temos, apostando nos mais jovens e buscar também jogadores de qualidade. Por isso contratamos o Artur. Portanto, agradecer a nossa presidente, sabe o que eu quero, a comissão técnica que tem, os profissionais que tem dentro do clube. Sabemos das limitações que temos em determinados contextos.

Dá para jogar mais vezes sem um primeiro volante?

– Houve um treinador agora que ganhou a Liga dos Campeões jogando com quatro zagueiros. Se os jogadores entenderem o jogo, se fizerem o máximo esforço para cumprir para aquilo que a equipe precisa... Hoje, por exemplo, jogando com um adversário que marcava como o Bolívar, era bom não ter esse primeiro volante parado. Os meus jogadores tiveram essa capacidade. O Zé se machucou, e o Menino tem uma função de equilibrar a equipe, que não ia fazer gol. Quase fez. Fizemos um trio que funcionou, com Menino, Ríos e Veiga. Claro que dá para jogar, mas precisa ver esses desequilíbrios. Tem que estar de cabeça aberta. Com amor pelos seus companheiros e pela equipe, acredito que eles conseguem fazer o que o treinador pede. Tenho que encontrar as peças certas para entrar nessa quebra-cabeça. Se nós não conseguirmos entrar com a peça certa, vamos continuar a apostar nos nossos jogadores, que são o presente e futuro do clube.

O comprometimento dos jogadores facilita o seu trabalho?

– O importante é nós, dentro, saber o que fazemos e valemos. Já disse que não vamos ganhar sempre. Há muita gente torcendo, não gosta de um clube que é exemplo em tudo, nas finanças, aposta nos jovens, equipe equilibrada, valorizada, que ganha títulos e dinheiro... Sei que isso incomoda, sobretudo os que têm clube. O Palmeiras é muito grande, mas não é o maior em termos de números. Somos muitos barulhentos. Eu peço aos torcedores que confiem nos nossos jogadores. Para os torcedores, não para os outros.

Vai poupar no fim de semana, contra o Athletico, pelo Brasileirão?

– Eu ainda vou pensar. Lembro quando cheguei e um dirigente disse: "O Palmeiras quer ganhar tudo, tem que escolher a competição". Acho que na internet vocês descobrem quem é. E eu disse ok, seguimos em frente. Eu ainda vou pensar nisso. Eu confio nos meus jogadores.


1785 visitas - Fonte: Globo esporte

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