Foto: Gazeta Esportiva
Por Felipe Leite
O Palmeiras goleou o Bolívar por 4 a 0. Merecidamente.
O Palmeiras saiu com a liderança do Grupo C da Libertadores. Merecidamente.
O Palmeiras conquistou a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores. Merecidamente.
Não há vírgula a ser colocada na trajetória do Verdão, até aqui, na competição continental. Contra o Bolívar, na última quinta-feira (29), em pleno Allianz Parque, os comandados de Abel Ferreira precisavam da vitória para alcançar as tão almejadas ambições, já citadas anteriormente nesta análise.
Vindo de duas derrotas consecutivas — para Bahia e Botafogo, pelo Brasileirão —, havia certo ambiente de pressão no Alviverde. Nada calamitoso, claro, mas o suficiente para acender um sinalzinho de alerta.
Só que esse Palmeiras é simplesmente indestrutível: incapaz de se abalar pelo externo e de se acomodar.
A força desse elenco — 100% responsável pelo triunfo, como disse Abel Ferreira —, muito vem do próprio comandante português. Abel ousou e colheu os frutos de sua escolha.
Ir para cima do Bolívar não era uma escolha, e sim uma obrigação. Para fazer isso, o técnico poderia manter a mesma estrutura e apostar no que vinha dando certo — ou seja, colocar Fabinho no lugar do lesionado e importante Zé Rafael.
Mas, ao invés disso, Abel apostou na mobilidade de Richard Ríos. Confiou em Gabriel Menino e colocou o camisa 25 para fazer a função de primeiro volante, à frente da zaga, sem perder a já característica liberdade de flutuação. Deu certo, muito certo.
O Palmeiras chega, pois, com muita moral para o mata-mata da "Liberta". Times bons no pote 2? Existem, claro, e configuram risco.
Mas o Verdão não é tricampeão da América à toa. Há de ser temido, também — e muito, como provou a goleada diante do Bolívar.
1356 visitas - Fonte: GAZETA ESPORTIVA