Cesar Greco / Ag. Palmeiras
O Palmeiras respondeu no início da tarde desta segunda-feira à nota oficial da CBF, que fez duras críticas ao auxiliar João Martins e falou em levar o português para se explicar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Também por meio de um comunicado, o clube listou questionamentos à entidade e reforçou sua indignação com o que considera ser "reiterados erros graves da arbitragem" (leia o texto completo abaixo).
– Diante da nota oficial divulgada pela CBF e dos reiterados erros graves cometidos contra o Palmeiras, entendemos ser este o momento oportuno de demonstrar, em público, a nossa indignação. Não queremos ser beneficiados, mas exigimos que as regras sejam aplicadas com isonomia – diz trecho do texto do clube.
O Palmeiras tem feito críticas recorrentes sobre a arbitragem nos últimos anos, e no domingo foi João quem mostrou sua irritação, depois do empate em 2 a 2 com o Athletico, pelo Brasileirão.
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Anderson Barros, diretor de futebol, ao lado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
O português declarou que é "ruim para o sistema o Palmeiras ganhar duas vezes" o campeonato, e acrescentou que na Europa não se assiste aos jogos do Brasil, pois o país é "especialista em perder tempo". A entrevista foi encerrada por ordem do diretor de futebol Anderson Barros.
Para a CBF, as declarações foram um festival de grosserias e também uma tentativa xenofóbica de diminuir o Brasileirão no exterior.
O Palmeiras entendeu que a nota oficial da CBF foi "agressiva", e por isso listou uma série de questionamentos à entidade.
Um dos pontos citados pelo clube foi o fato de outros profissionais terem feito comentários parecidos com os de João Martins e não serem citados em nota. No domingo, Luiz Felipe Scolari, técnico do Atlético-MG, disse que os cartões que Hulk recebe são "ordem lá de dentro".
Além de perguntas sobre lances que o Verdão se sentiu prejudicado, o questionamento sobre os desfalques de convocados na Data Fifa e qual foi a fala xenofóbica de João Martins, o clube relatou uma conversa recente com Wilson Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.
– A Sociedade Esportiva Palmeiras, ao longo dos anos, sempre se preocupou em construir uma relação de saudável parceria com a Confederação Brasileira de Futebol. Há cerca de três semanas, a presidente Leila Pereira esteve na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), para conversar com Wilson Seneme, de quem ouviu a promessa de melhorias imediatas na arbitragem – relata o texto.
Quanto ao possível julgamento de João Martins no STJD, o Palmeiras diz ter convicção "de que o órgão dará o tratamento equilibrado que lhe compete".
Diante da agressiva nota oficial divulgada nesta segunda-feira (3) pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Sociedade Esportiva Palmeiras propõe alguns questionamentos, sempre no sentido de defender os direitos do clube e contribuir com a melhora do produto futebol:
– Por que o comunicado da CBF é endereçado exclusivamente ao Palmeiras, sendo que profissionais de outra equipe da Série A fizeram, também ontem, comentários semelhantes aos do auxiliar técnico João Martins?
– Por que a opinião de um profissional português sobre o futebol brasileiro causou tanto desconforto à CBF se a própria entidade, como é de conhecimento público, busca um treinador estrangeiro para comandar a Seleção Brasileira?
– Qual teria sido a conduta "xenofóbica" de João Martins? Elogiar a qualidade dos jogadores brasileiros?
– Se a gestão da Comissão de Arbitragem investe tanto assim em tecnologia, por que o nosso VAR é incapaz de apontar objetivamente se uma bola ultrapassou ou não a linha de gol, como aconteceu no recente duelo entre Palmeiras e Bahia, pelo Brasileiro?
– Por que o atleta Zé Ivaldo, do Athletico-PR, não foi expulso ontem, após acertar uma cotovelada na nuca do atacante Endrick, em lance revisado pelo VAR?
– Por que no jogo entre Palmeiras e São Paulo, pela Copa do Brasil de 2022, o VAR não traçou a linha de impedimento no lance que originou o gol do nosso adversário e que nos custou a eliminação? Por que a imagem da revisão desta jogada sumiu?
– Por que a Comissão de Arbitragem da CBF, presidida por Wilson Seneme, nunca pediu desculpas ao Palmeiras pelo erro grave cometido pelo VAR na Copa do Brasil do ano passado?
– Por que o Palmeiras, na rodada seguinte após a mais recente Data Fifa, não pôde contar com nenhum de seus três atletas convocados para a Seleção Brasileira?
A Sociedade Esportiva Palmeiras, ao longo dos anos, sempre se preocupou em construir uma relação de saudável parceria com a Confederação Brasileira de Futebol. Há cerca de três semanas, a presidente Leila Pereira esteve na sede da entidade, no Rio de Janeiro (RJ), para conversar com Wilson Seneme, de quem ouviu a promessa de melhorias imediatas na arbitragem.
Na semana seguinte, o vice-presidente da Comissão de Arbitragem, Emerson Carvalho, e o gerente técnico do VAR, Periclés Bassols, chegaram a realizar uma palestra para os profissionais do clube na Academia de Futebol, também com a presença da presidente Leila Pereira.
Contudo, diante da nota oficial divulgada pela CBF e dos reiterados erros graves cometidos contra o Palmeiras, entendemos ser este o momento oportuno de demonstrar, em público, a nossa indignação. Não queremos ser beneficiados, mas exigimos que as regras sejam aplicadas com isonomia.
Confiamos na independência do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), evocado pela CBF, e temos convicção de que o órgão dará ao auxiliar João Martins o tratamento equilibrado que lhe compete.
1986 visitas - Fonte: Globo esporte
As arbitragens são um festival de erros contra o Palmeiras que já tirou 3 vitórias
Esses pseudos jornalista s criticam ov ????, sem noção nos comentários, muita inveja, banbis,