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O Palmeiras tomou uma decisão pouco comum nesta quarta-feira, quando enfrenta o São Paulo, às 19h30 (de Brasília), no Morumbi, pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Nem os jogadores nem o auxiliar João Martins, que comandará a equipe, concederão entrevistas.
Apenas a presidente Leila Pereira conversará com jornalistas, na chegada da delegação ao estádio. A dirigente justificou a decisão como uma forma de blindar o grupo.
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Leila Pereira, presidente do Palmeiras, na chegada ao Morumbi — Foto: Reprodução
– Nossos atletas não vão falar, o João não vai falar. Isto não é retaliação com a imprensa, de maneira alguma. Tenho profundo respeito pelo trabalho de cada um de vocês, sou jornalista como vocês, mas neste momento, em virtude da nota tão pesada que a CBF emitiu pelas declarações do João, achei melhor blindar nosso elenco e comissão técnica – declarou.
A semana foi de tensão entre Palmeiras e CBF, depois da entrevista do auxiliar João Martins, que declarou depois do empate com o Athletico-PR, domingo, que era "ruim para o sistema" o Verdão ganhar novamente o Brasileirão.
A declaração rendeu uma nota oficial da CBF, que definiu a entrevista do português como um "festival de grosserias". O clube também respondeu em nota, e houve uma conversa por telefone entre Leila e Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.
– Boa parte da imprensa séria e outras também ficam cobrando que o Palmeiras não faz trabalho de bastidor, mas é um trabalho sigiloso. Quem diz que o Palmeiras não faz trabalho de bastidor? O Palmeiras faz, sim, trabalho de bastidor. A presidente do Palmeiras é recebida em todos os jogos, o Palmeiras é um clube que tem muita credibilidade, a presidente também e somos recebidos bem em todos os lugares. O Palmeiras tem um problema não com a CBF, mas com a comissão de arbitragem, que tem prejudicado demais nosso clube – completou.
– Todas as vezes que o Palmeiras emite é uma nota, é da presidente Leila Pereira. Nunca sai uma nota sem minha concordância. Quem transmite o que tem de ser dito na nota, sou eu. Falei pela nota, mas era importante a presidente falar ao vivo para vocês jornalistas – continuou.
– Nesses momentos a presidente tem que se manifestar, tentei de outras formas resolver esse problema grave com a arbitragem, não é a primeira vez que o Palmeiras é prejudicado, ano passado nós fomos retirados da Copa do Brasil por um erro assumida da arbitragem contra o Palmeiras. Tivemos um prejuízo financeiro, esportivo e até psicológico porque a gente trabalha muito, eu trabalho muito e nossos atletas – concluiu.
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