Luan, zagueiro do Palmeiras, em ação no clássico contra o São Paulo, pela ida das quartas da Copa do Brasil Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF
Desde a volta da data FIFA, o Palmeiras disputou cinco partidas. Venceu apenas uma, empatou outra e perdeu três — mesma quantidade de derrotas que tinha no restante do ano todo, igualando a marca de seis revezes de todo seu 2022.
Parece péssimo para o padrão Era Abel.
Faço, porém, algumas ressalvas.
Contra o Bahia, primeiro duelo desse retorno, o time parecia distraído. Perdeu diversas oportunidades de marcar e acabou tomando um gol nos acréscimos.
O Botafogo foi melhor no embate entre líderes, mas o empate só não veio por um pênalti desperdiçado por Raphael Veiga. E, vale ressaltar, o Fogão está ganhando de todo mundo no Brasileiro.
Na sequência, uma vitória gigante sobre o Bolívar, time com a melhor campanha da Libertadores até então. Goleada, fora o baile e o primeiro lugar na classificação geral, garantindo o privilégio de decidir em casa até as semifinais.
Com a equipe reserva, reca de joias da base, o Palmeiras fazia uma grande apresentação contra o Athletico, em Curitiba, vencendo por 2 a 0 até ficar com um a menos. Sem falar na absurda não expulsão de Zé Ivaldo, que desceu o cotovelo no pescoço de Endrick logo aos 2 minutos.
Ontem, contra o São Paulo, aí sim, uma noite abaixo da crítica. Novamente desfalcado (o Tricolor também estava), mostrou-se incapaz de criar, especialmente no segundo tempo, quando se viu completamente dominado. O 1 a 0 fora de casa saiu de graça perto da atuação alviverde.
Agora, porque desafio pouco é bobagem, a equipe tem o Flamengo pela frente, no Allianz Parque. O típico jogo em que pode dar qualquer coisa, até porque o Rubro-negro é outro que não se sabe se chega voando ou completamente sem rumo.
Talvez o Palmeiras vença, recuperando o futebol e a moral necessários para seguir vivo no Brasileiro. Talvez perca e comece a focar mais nas Copas, afinal precisa reverter o resultando contra o São Paulo e pegou o Atlético-MG (com Felipão) pela 28a vez seguida na Libertadores.
O time não está bem, fato óbvio. Mas também não está em crise, ainda que o Brasileiro venha a se tornar, já em julho, uma possibilidade distante.
Ao contrário da ilusão criada nos últimos anos, não se pode ter tudo na vida.
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1581 visitas - Fonte: UOL
Crise ? que crise ?.. não se pode perder jogos...se algum clube fosse imbativel que graça teria o futebol..?...
Esqueceu de falar em muita perseguição! Vão tirar o ze rafael e o abel de maos alguns jogos!