Cesar Greco/ Palmeiras
O Palmeiras de Abel Ferreira tinha como marcas importantes o controle emocional e o poder de decisão. Tinha, no passado, porque uma soma de erros de vários pontos da estrutura atual do clube colocam hoje a equipe em uma crise que poderia ser inimaginável até pouco tempo. Mas o desempenho contra o Inter, mesmo que longe de brilhante, pode ser o início de uma recuperação.
O empate no Beira-Rio, em termos de resultado, piorou ainda mais a situação da equipe no Campeonato Brasileiro e prolongou a sequência sem vitórias no mês de julho - são três empates e duas derrotas em sequência. Mas em alguns momentos foi possível imaginar a possibilidade de futuro não muito distante com maior empolgação e esperança de dias melhores.
Mesmo com o Inter mais no ataque no primeiro tempo, Weverton trabalhou bem apenas uma vez, em cabeçada de Vitão. A chance mais clara do jogo todo caiu nos pés de Raphael Veiga, que surpreendentemente prolongou seu momento ruim com um chute inexplicável por cima do gol defendido por John.
Na segunda etapa, com um time novamente seguro com Gómez e Murilo na zaga e com Zé Rafael comandando o meio de campo, o Verdão controlou o jogo dentro das suas limitações atuais, que incluem pouca criatividade, quase nada de individualidade e erros importantes de finalização.
Cara a cara com John, Gabriel Menino desperdiçou boa chance de abrir o placar. Depois, Murilo cabeceou quase na pequena área para boa defesa do goleiro do Internacional. Jhon Jhon, que se apresenta como uma batizou a atual geração como uma das mais vitoriosas da história do clube, é possível voltar a ter esperança. O ano ainda não acabou, mas é necessário entender, reconhecer e corrigir os erros.
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