Foto: Gazeta Esportiva
Raphael Veiga findou o próprio jejum e ajudou o Palmeiras a acabar com o dele. No último sábado, o meia alviverde voltou a marcar depois de 12 jogos e foi peça fundamental para a vitória do Verdão para cima do Fortaleza, por 3 a 1, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
Se por um lado o camisa 23 minimizou a importância da seca de gols que enfrentava, por outro Veiga exaltou o fim da sequência negativa do Palmeiras. E a missão era tão fundamental que valia tudo: até mesmo jogar mal — desde que, claro, os três pontos caíssem na conta.
O Verdão foi para o embate contra o Leão do Pici com somente uma vitória nos últimos oito jogos. No Brasileirão, os comandados de Abel Ferreira não sabiam o que era triunfar há cinco rodadas.
"O mais importante sempre é ganhar. Se der para jogar bem, muito bem, dar show: melhor. Mas prefiro jogar mal e ganhar, se for o caso. Lógico que sempre vamos querer jogar bem. Nosso time estava procurando isso, sabíamos que estávamos dando nosso melhor e tentando. Mas às vezes são fases. É engraçado: o gol que antes o juiz dava, começou — por causa de três centímetros — estar impedido; bola que algumas vezes desviava e entrava no gol, passou a bater na trave. É até difícil de explicar", disse Veiga, na zona mista.
"Mas é o que eu falei: temos que ter a cabeça boa. Não podemos achar que, porque não estávamos ganhando, tinha que mudar tudo, revolucionar o futebol. Da mesma forma em que ganhamos tantos títulos jogando desse jeito e não mudamos, nem achamos que éramos os melhores, agora temos que parar de achar que está tudo errado. Saber o que a gente é, saber o que fizemos para chegar aqui e, principalmente nos momentos de dificuldade, fazer bem as coisas simples", completou o meia.
Importância da quebra do jejum
"Fazer gol é muito importante, ganhar é muito importante, dá confiança para a gente. Dá confiança para mim, para o time. Era bom conseguir a vitória, o ambiente fica mais leve, é normal. Estávamos precisando disso e vai dar muita confiança para o resto do ano."
Força mental
"Até meus amigos falam que, mentalmente, sou muito forte. Tenho comigo que sei quem eu sou, e sou mais do que os meus resultados. Vai ter vezes que não vou fazer gol e não vou me tratar como o pior, ou chegar em casa e descontar na minha família e amigos. Assim como também não vou ficar só feliz quando faço gol. Futebol é muito importante para a minha vida, eu amo futebol, mas é uma parte da minha vida. Não é minha vida inteira. Tenho meus amigos, minha família, Deus. Sou muito abençoado para pensar que está tudo errado na minha vida só porque não estou marcando gol durante esse tempo."
Seleção Brasileira "estraga" o convocado?
"Não sei para quem. Povo gosta de achar muita desculpa. No Brasil, sempre tem o herói e o vilão. Vi pessoas falando da Seleção, do meu cabelo, um monte de coisa. A verdade é que o pessoal tem que parar de achar desculpa o tempo inteiro. Quando ganha, ganha todo mundo. Quando perde, perde todo mundo. Mas é normal eu ser cobrado, porque eles já me viram fazendo gols importantes, sendo decisivo em finais. Fico feliz por isso, porque alcancei uma posição muito grande no time do Palmeiras. Sou cobrado por tudo aquilo que já apresentei. Fico até feliz pelas críticas."
Vitória mais importante do que boa atuação?
"O mais importante sempre é ganhar. Se der para jogar bem, muito bem, dar show: melhor. Mas prefiro jogar mal e ganhar, se for o caso. Lógico que sempre vamos querer jogar bem. Nosso time estava procurando isso, sabíamos que estávamos dando nosso melhor e tentando. Mas às vezes são fases. É engraçado: o gol que antes o juiz dava, começou — por causa de três centímetros — estar impedido; bola que algumas vezes desviava e entrava no gol, passou a bater na trave. É até difícil de explicar. Mas é o que eu falei: temos que ter a cabeça boa. Não podemos achar que, porque não estávamos ganhando, tinha que mudar tudo, revolucionar o futebol. Da mesma forma em que ganhamos tantos títulos jogando desse jeito e não mudamos, nem achamos que éramos os melhores, agora temos que parar de achar que está tudo errado. Saber o que a gente é, saber o que fizemos para chegar aqui e, principalmente nos momentos de dificuldade, fazer bem as coisas simples."
Influência dos protestos no dia a dia
"Lógico que a gente fica sabendo. Não aprofundamos isso dentro do time, dentro do CT. É aquilo: nossa motivação primeiro. Temos que vir de dentro da gente, de cada um. Ganhamos jogos de dentro para fora. Não podemos nos mover por críticas, elogios, se não seremos muito inconstantes na nossa vida e no futebol. Temos que saber quem nós somos, quem é nosso time e daí sim, as coisas vão acontecer naturalmente. Essa questão dos protestos: não é a primeira vez que acontece no Palmeiras, acredito que não será a última, mas esses momentos são importantes para nos fortalecer. Crescemos muito. O que vai acontecer por conta disso, eu não sei, mas sei que temos que treinar, controlar o que podemos controlar, que são os treinos e os jogos."
Medo da temporada "acabar" com Botafogo desgarrando no Brasileirão e em caso de eliminação na Libertadores?
"Na Libertadores, são dois jogos importantes. Sabemos disso, sempre é muito difícil jogar contra o Atlético-MG. Realmente tudo pode acontecer, mas vamos fazer de tudo para nos classificarmos. Sobre o Brasileirão: não sei quantas rodadas faltam, mas sabemos que é um campeonato muito longo. Tudo pode acontecer. Estávamos lá em cima, ficamos cinco jogos sem vencer — o que é muito difícil de acontecer —, e acabamos ficando para trás. Então, não podemos desistir de nada. Tem sei lá mais quantos jogos. É confiar até o final, fazer nosso melhor a cada jogo e fazer nosso trabalho e, lá na frente, a gente vê o que vai acontecer;"
Propostas mexeram com a cabeça dos atletas?
"Nós, jogadores, somos maduros. A gente sabe conduzir a situação, ninguém vai fazer corpo mole porque chegou uma proposta. Lógico que chegaram propostas, e elas têm que ser boas para o jogador e para o clube. Mas é isso, nós já passamos por muitas coisas e somos maduros para saber e, mesmo com propostas, precisamos continuar fazendo nosso melhor e, quando jogarmos, dar nossa vida em campo."
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