Em decisão proferida nesta segunda-feira (31), o juiz Danilo Fadel de Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) indeferiu o pedido do meia Gustavo Scarpa, hoje no Nottingham Forest, da Inglaterra, para penhorar 30% do salário do atacante Willian Bigode, do Athletico-PR, que é réu no caso do golpe das criptomoedas.
Através de seus advogados, o armador havia realizado um requerimento para penhorar 30% do salário de Willian, que é pago no momento por duas equipes: Fluminense (clube ao qual pertence) e Athletico-PR (para quem está emprestado), conforme revelado pela ESPN no início do mês.
O magistrado, porém, indeferiu o pedido feito por Gustavo, afirmando que, a princípio, é preciso primeiramente saber qual foi o destino do malote de pedras preciosas da operadora de criptomoedas Xland, que foram bloqueados em março pela Justiça após requerimento da defesa de Scarpa.
Como a ESPN mostrou em primeira mão na semana passada, a mala, que é avaliada em mais de R$ 2 bilhões e estava em posse da empresa Sekuro Private Box S/A em um bunker, foi alvo de busca e apreensão após pedido da 1ª Vara Cível e Criminal do Acre. Com isso, ela foi levada pela Polícia Federal, o que tornou impossível manter o bloqueio por parte da Justiça paulista.
O juiz Danilo Fadel de Castro, portanto, ressaltou que, até que seja esclarecido o paradeiro das alexandritas da Xland, o pedido de Gustavo Scarpa para penhorar o salário de Willian não será aceito.
Caso o malote seja encontrato, o requerimento da defesa de Scarpa pode ser reapreciado.
"[...] Até que se esclareça a destinação das referidas pedras preciosas, fica indeferida a pretensão de arresto sobre os bens dos sócios da requerida WLJC. Sem prejuízo, destaque-se, o requerimento da parte autora poderá ser, oportunamente, reapreciado", escreveu o magistrado, na decisão à qual a ESPN teve acesso.
De acordo com a petição, à qual a ESPN teve acesso, o objetivo de Scarpa era promover o arresto e tentar ressarcir ao menos parte do prejuízo de R$ 6,3 milhões que o meio-campista teve ao investir em criptomoedas através da operadora Xland, que foi indicada a Gustavo por Willian e seus sócios da empresa de consultoria WLJC Consultoria e Gestão Empresarial.
"[...] O autor requer que seja realizada a constrição de até 30% do valor recebido à título de salário do réu Willian junto ao Fluminense, detentor e pagador de uma parte do salário, e Athletico-PR, pagador de outra parte do salário, a fim de garantir a eficácia de futuro provimento jurisdicional", escreveu a defesa do atleta do Nottingham Forest.
Além disso, Scarpa ainda pediu novo bloqueio e arresto de bens móveis, valores depositados em contas bancárias, investimentos, ativos financeiros em corretoras de investimentos, dentre outros bens possíveis e passíveis de penhora, em nome dos sócios da WLJC, que são:
Willian "Bigode" (jogador do Athletico-PR e um dos donos da WLJC)
Loisy Coelho de Siqueira (esposa de Willian e sócia da WLJC)
Camila de Biasi Fava (sócia de Willian na WLJC)
Vale recordar que o lateral-direito Mayke, outra vítima do golpe das criptomoedas, também fez pedido idêntico ao de Scarpa, pleiteando a penhora de 30% do salário de Willian.
1665 visitas - Fonte: ESPN
Foda-se! Scarpa é coisa do passado, assim como o William...O que interessa aqui é assunto sobre o Palmeiras...
Oque que nós temos com isso ....!!??? Deixa de se preocupar com vida particular dos outros.