Cesar Greco/Palmeiras
Que o Palmeiras tem personalidade em sua gestão no futebol é inegável. A administração de Leila Pereira deu sinais suficientes internamente e ao mercado que o poder final é e sempre será do clube, independentemente de qualquer pressão. O problema é que o excesso de confiança em seu planejamento pode, agora, comprometer o futuro da temporada do time de Abel Ferreira em 2023.
Ao encerrar a atual janela sem reforços, o Palmeiras aumenta a responsabilidade da comissão técnica ao trabalhar com um grupo mais reduzido. O que hoje é aplicado, corretamente, com o argumento de responsabilidade pode se transformar em prejuízo.
O técnico já é uma realidade devido aos problemas enfrentados para buscar peças. O financeiro também porque foi eliminado da Copa do Brasil e deixou apenas a Libertadores, que terá uma tendência de mata-mata imprevisível, como foco até o fim do ano.
É louvável o esforço para se manter a base campeã de quase tudo nos últimos anos. A não reposição flerta com a irresponsabilidade e aumenta a pressão sobre Abel Ferreira.
Por mais que o Palmeiras tenha apresentado um ótimo desempenho contra o Atlético-MG - mérito mais uma vez de Abel e sua comissão - e construído uma boa vantagem no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, deu para notar uma queda de padrão após as substituições. Lateral virou ponta, e coube a Jhon Jhon, em seu primeiro ano de profissional, ocupar o lugar de Dudu com objetivo de liderar os contra-ataques.
Desde sua chegada, Abel foi obrigado a sempre fazer mais com menos. Contratado no fim de 2020, pediu para o início da temporada de 2021 um camisa 9 e um atacante canhoto com característica de drible. Eles viraram realidade, mas somente em 2022 (Merentiel e López) e nesta temporada (Artur), quando apareceram novas necessidades.
No geral, Abel sempre trabalhou com reposições. O problema é que nem isso chegou em 2023.
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Leila Pereira cumprimenta Abel Ferreira após título da Supercopa — Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Era o último dia da janela do meio do ano passado quando o Arsenal sinalizou a possibilidade de contratar Danilo. O Palmeiras, corretamente, recusou qualquer investida, mas ali abriu-se a possibilidade de uma saída em janeiro, que foi confirmada com a negociação para o Nottingham Forest, da Inglaterra.
O Verdão teve cerca de seis meses para preparar a saída de Danilo e mais cerca de seis meses para buscar uma reposição. No ano passado, por exemplo, o time de Abel Ferreira já foi obrigado a disputar as duas semifinais da Libertadores sem o volante - Danilo cumpriu suspensão nos dois confrontos contra o Athletico-PR.
Ali, Abel buscou improvisar com Zé Rafael e Gabriel Menino, mas os palmeirenses foram eliminados. O que seria uma aposta de momento precisou ter sequência em 2023 porque o volante tão aguardado por Abel Ferreira e pelos torcedores não chegou.
A esperança do Palmeiras hoje é que o trabalho da comissão técnica não tenha chegado ao seu limite após tanto tempo de improvisações.
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Anderson Barros, diretor de futebol, ao lado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras
A diretoria, respaldada pelos resultados e pela confiança de um projeto de responsabilidade financeira com títulos, sobrou em confiança e assumiu o risco de entregar a Abel um grupo mais limitado em comparação ao do ano passado.
Ainda, é claro, pode entregar resultados, tanto que já ganhou dois títulos em 2023 (Supercopa do Brasil e Paulistão). É indiscutível que o Palmeiras pode avançar de fase na Libertadores e eliminar o Atlético-MG. E, em caso de classificação, também pode embalar entre os candidatos ao título da competição sul-americana mais uma vez.
Como no Brasil o resultado dita a avaliação, uma continuidade na Libertadores será quase que sinônimo de sucesso no planejamento e uma eliminação de crise. Não deveria ser assim para esse Palmeiras, com essa personalidade e com essa estrutura tão bem elogiada nos últimos anos.
O Abel merecia mais. O Palmeiras pode mais.
2013 visitas - Fonte: Globo esporte
BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ-BLÁ.......conversinha pra Modinha Burro cagar pela boca.
É importante dar oprtunidade a base, mas o Palmeiras precisa de um volante e um meio campo para dar suporte ao Veiga. Se alguem se machucar teremos problemas.
Pior diretor de futebol do verdão, desde a fundação.
qual time no Brasil tem um Endrick no banco ? o Palmeiras é FHODA !!!! CONTRA TUDO E CONTRA TODOS ,!!!!!!!! os únicos reforços são var e juizes honestos....
Eu ouvi isto ou estou sonhando. Barros fora.
Altino se isso for vdd, é como ganhar um título!!!
Culpa desses dois inúteis!!!!tenham certeza se o Palmeiras gahar algum título,ela com vai aparecer com aquela cara lisa!!!
É so fazer uma troca
Assistindo o G4 do Band Sports, hoje, o comentarista Paulo Massini, palmeirense, disse que o Atlético Mineiro está interessado no Diretor Anderson Barros do Palmeiras e vai dispensar o Rodrigo Caetano!! Será verdade?