Abel Ferreira explica mudança tática do Palmeiras contra Deportivo Pereira: "Fizemos um ajuste"

24/8/2023 01:18

Abel Ferreira explica mudança tática do Palmeiras contra Deportivo Pereira: "Fizemos um ajuste"


Abel Ferreira explica mudança tática do Palmeiras contra Deportivo Pereira:

Abel Ferreira falou após a goleada do Palmeiras contra o Deportivo Pereira nesta quarta-feira (23). No Estádio Hernán Ramírez Villegas, o Verdão fez 4 a 0 em cima do rival — com gols de Raphael Veiga, Marcos Rocha, Mayke e Rony — e, com isso, encaminhou vaga nas semifinais da Libertadores de 2023.

Depois da partida, o técnico do Alviverde explicou os motivos de ter deixado Artur no banco, jogado Mayke para a ponta e ter, pois, escalado Marcos Rocha na lateral.

O técnico português usou a estratégia de ter dois laterais direitos em campo por algumas vezes na temporada passada e, nesta quarta, voltou a repetir tal formação.

"É uma boa pergunta de um jornalista, mas eu sou treinador e não vou te responder. Por isso que sou treinador. Se calhar, você estava nas tribunas se perguntando: 'por que o treinador colocou esses dois laterais direitos?' que, curiosamente, fizeram dois gols. Se tivéssemos perdido, você e seus colegas falariam que 'ah, o treinador é burro, não sabe de nada'. Não vou especificar, mas fizemos sim um ajuste tático, não vou dizer o porquê. Sei que ganhamos de uma equipe que ganhou do Boca Juniors aqui; que ainda não tinha perdido em casa; que ganhou do campeão da Sul-Americana; que ganhou do campeão da Recopa; e que tinha ilusões muito grandes de, hoje, também, ganhar do Palmeiras", afirmou.

"Nós, enquanto comissão técnica, temos que tomar decisões. Por isso que eu sou treinador e, vocês, jornalistas — que fazem essa pergunta fantástica. Mas sim, fizemos esse ajuste tático para além desses quatro motivos que te falei. Precisávamos ser agressivos ofensivamente e ter sempre a largura no corredor — às vezes o Artur não dá, sai de fora para dentro e é fundamental para uma equipe de linha de cinco abrir. E dar, também, consistência defensiva ao nosso time. Foi isso que aconteceu", completou.

Abel aproveitou, também, para parabenizar seus comandados e dar a já tradicional cutucada na imprensa brasileira.

"Parabéns aos meus jogadores. Foi uma decisão difícil para mim, mas tendo em conta tudo aquilo que vi do nosso adversário, foi a melhor decisão e sabia perfeitamente. Conhecendo o país onde estou, se tivesse perdido, iam me massacrar. Mas fico feliz pela equipe e pelos jogadores curiosamente terem feito os gols. Não pedi para eles (Marcos Rocha e Mayke) marcarem, pedi para cumprirem outras tarefas. Ainda bem que marcaram, porque é bom para o Palmeiras", finalizou.

Confira todas as respostas de Abel Ferreira na entrevista coletiva:

Motivo da saída de Artur e entrada de Marcos Rocha no time titular

"É uma boa pergunta de um jornalista, mas eu sou treinador e não vou te responder. Por isso que sou treinador. Se calhar, você estava nas tribunas se perguntando: 'por que o treinador colocou esses dois laterais direitos?' que, curiosamente, fizeram dois gols. Se tivéssemos perdido, você e seus colegas falariam que 'ah, o treinador é burro, não sabe de nada'. Não vou especificar, mas fizemos sim um ajuste tático, não vou dizer o porquê. Sei que ganhamos de uma equipe que ganhou do Boca Juniors aqui; que ainda não tinha perdido em casa; que ganhou do campeão da Sul-Americana; que ganhou do campeão da Recopa; e que tinha ilusões muito grandes de, hoje, também, ganhar do Palmeiras. Nós, enquanto comissão técnica, temos que tomar decisões. Por isso que eu sou treinador e, vocês, jornalistas — que fazem essa pergunta fantástica. Mas sim, fizemos esse ajuste tático para além desses quatro motivos que te falei. Precisávamos ser agressivos ofensivamente e ter sempre a largura no corredor — às vezes o Artur não dá, sai de fora para dentro e é fundamental para uma equipe de linha de cinco abrir. E dar, também, consistência defensiva ao nosso time. Foi isso que aconteceu. Parabéns aos meus jogadores. Foi uma decisão difícil para mim, mas tendo em conta tudo aquilo que vi do nosso adversário, foi a melhor decisão e sabia perfeitamente. Conhecendo o país onde estou, se tivesse perdido, iam me massacrar. Mas fico feliz pela equipe e pelos jogadores curiosamente terem feito os gols. Não pedi para eles (Marcos Rocha e Mayke) marcarem, pedi para cumprirem outras tarefas. Ainda bem que marcaram, porque é bom para o Palmeiras."

O que fazer com tamanha vantagem?

"Antes de ser treinador, eu também achava que era fácil. O que posso dizer em relação a isso é que, no jogo, são 11 contra 11. O campo é dividido em defesa, meio e ataque. Vejo os jogos em relações numéricas, não posso abrir mais do que isso em relação à pergunta. Prefiro ser cornetado, que os profetas do acontecido falem. Como disse, é muito fácil agora, que ganhamos de 4 a 0, contra uma equipe que ainda não tinha perdido, dizer que era fácil. Essa equipe ganhou do Boca Juniors, dos campeões de Recopa e Sul-Americana, ainda não tinha perdido em casa. Nós mostramos aquilo que gosto de ver nessa equipe: simples, de caráter, que sabe o que fazer dentro de campo. Me encho de orgulho quando vejo meus jogadores atuando assim. Com calma, sendo competitivos. Sabíamos que seria muito difícil, contra uma equipe que tinha uma ilusão muito grande no jogo. Fizemos aquilo que tínhamos que fazer: jogar bom futebol e ser competitivo, jogando para ganhar seja onde for, contra quem for, jogue quem jogar."

Vai poupar no jogo da volta?

"Os jogadores sabem, estávamos preparando essa partida há duas semanas. Inclusive fizemos, no último jogo, algumas situações que queríamos ver aqui. Felizmente, eles conseguiram entender — porque não teríamos muito tempo para treinar de um jogo para o outro, com a viagem. Sempre disse isso a vocês e a eles: só sei jogar e treinar na máxima força. É assim que eu sou. Não consigo ser 'meia-boca'. Sei que às vezes as pessoas confundem arrogância com competência, o ser chato com ser intenso e exigente, mas esta é minha forma de ser. Fico contente que nossos jogadores entendam que nossa única opção é ser a melhor equipe, melhor enquanto grupo. Única forma que eu sei de preparação é treinar para jogar e jogar para ganhar. É assim que fazemos e assim que vamos continuar a fazer."

Richard Ríos

"Fomos muito bem recebidos aqui. Ontem, no CT, pelo carinho dos meninos; e hoje mesmo, na chegada ao estádio, fiquei com um bom 'feeling' em relação aos colombianos, são muito simpáticos. Isso é sempre bom, porque futebol é também desfrutar. Hoje os torcedores do (Deportivo) Pereira desfrutaram. O Ríos é colombiano, muito bom jogador, felizmente que o clube o contratou e hoje podemos tê-lo dentro do nosso grupo. Jogou no último jogo e sabíamos que, hoje, teríamos que dividir o tempo entre ele e o Menino. Mas é um grande jogador e o técnico da Colômbia, se quiser, tem (para selecionar). Faz mais de uma posição. Acima de tudo, feliz pelo jogador que ele é e pelo homem que ele é."


1284 visitas - Fonte: terra

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