Gómez é o maior zagueiro da história do Palmeiras? Vote e veja opiniões de ídolos e analistas

28/8/2023 15:15

Gómez é o maior zagueiro da história do Palmeiras? Vote e veja opiniões de ídolos e analistas

ge detalha a lista dos dez zagueiros com mais partidas, além de conversar com ex-jogadores presentes nela e jornalistas para (tentar) eleger o maior da história do clube

Gómez é o maior zagueiro da história do Palmeiras? Vote e veja opiniões de ídolos e analistas

Gustavo Gómez entrou, recentemente, na lista dos dez zagueiros com mais jogos na história do Palmeiras . É mais um recorde para o jogador paraguaio que vem deixando sua marca no clube. Já são 264 jogos, 33 gols marcados e 10 títulos conquistados.

No último domingo, em meio à procura do futebol árabe pelo zagueiro, a presidente Leila Cravou que Gómez só sai se pagarem sua multa rescisória .

Mas o quão significativo para Gustavo Gómez é entrar nesse top-10 do Palmeiras ? Para entender isso, é preciso saber da importância que cada zagueiro dessa lista teve na história do clube.

Gol de Gustavo Gómez em Palmeiras x Cerro Porteño — Foto: Marcos Ribolli

Gol de Gustavo Gómez em Palmeiras x Cerro Porteño — Foto: Marcos Ribolli

O ge , então, conversou com Ezequiel Filho, historiador do Palmeiras , além de comentaristas e narradores da Globo para destrinchar essa lista. É possível escolher o maior zagueiro da história do clube?

Zagueiros com mais jogos pelo Palmeiras :

  • Valdemar Carabina: 595
  • Luís Pereira: 576
  • Cléber: 375
  • Junqueira: 335
  • Alfredo Mostarda: 312
  • Bianco: 307
  • Carnera: 302
  • Toninho Cecílio: 272
  • Gustavo Gómez: 264
  • Márcio Alcântara: 263
  • Luís Pereira, Gustavo Gómez e Cléber estão entre os dez zagueiros com mais jogos pelo Palmeiras — Foto: ge

    Luís Pereira, Gustavo Gómez e Cléber estão entre os dez zagueiros com mais jogos pelo Palmeiras — Foto: ge

    1º - Valdemar Carabina – 595 jogos

  • Títulos: 5 - Campeonato Paulista em 1959, 1963 e 1966, Campeonato Brasileiro em 1960 e Torneio Rio-São Paulo em 1965.
  • Gols: 9.
  • Temporadas: 13 (1954-1969).
  • Foram mais de dez anos vestindo a camisa do Palmeiras . Valdemar Carabina é o primeiro da lista em número de jogos, completando quase 600 partidas. Em 1960, ano do primeiro título nacional do clube, Carabina era o capitão da equipe.

    – O Carabina é outro atleta que começou aqui no futebol de São Paulo, veio ainda novo para o Palmeiras . Foi um grande capitão, de 1954 a 1966. Carabina é uma daquelas pessoas que precisamos resgatar. Ele não tem o reconhecimento que é merecedor. É o capitão da Primeira Academia, uma pessoa muito respeitada. Ele também foi aquele quem indicou Leão ao Palmeiras – disse Ezequiel.

    Valdemar Carabina, ex-zagueiro do Palmeiras — Foto: Reprodução/Site Palmeiras

    Valdemar Carabina, ex-zagueiro do Palmeiras — Foto: Reprodução/Site Palmeiras

    2º - Luís Pereira – 576 jogos

  • Títulos: 6 - Campeonato Brasileiro em 1969 (Torneio Roberto Gomes Pedrosa), 1972 e 1973, Campeonato Paulista em 1972 e 1974 e Torneio Laudo Natel em 1972.
  • Gols: 36.
  • Temporadas: 12 (1968-75 e 1981-84).
  • Luís Pereira é, talvez, uma unanimidade quando um palmeirense, ou não, faz uma escalação de todos os tempos do clube. Foram três brasileiros e dois paulistas conquistados por Luís no Verdão, em duas passagens distintas.

    Para além dos 346 jogos com a camisa palmeirense, Luís Pereira teve carreira consolidada na Europa e na seleção brasileira. O zagueiro fez mais de 170 jogos pelo Atlético de Madrid, onde conquistou dois campeonatos espanhóis e uma Copa do Rei.

    Luís Pereira, segundo zagueiro com mais jogos pelo Palmeiras e o zagueiro com mais gols — Foto: Reprodução/Site Palmeiras

    Luís Pereira, segundo zagueiro com mais jogos pelo Palmeiras e o zagueiro com mais gols — Foto: Reprodução/Site Palmeiras

    – Luís é, provavelmente, o zagueiro mais técnico que vi jogar. Ele chega em 1968, um ano difícil para o Palmeiras , vice-campeão da América, que teve uma reformulação no segundo semestre. É uma pessoa persistente. Ficou entrando eventualmente, como reserva do Baldochi, até 1971, quando Baldochi foi vendido. A partir de 72, ele se tornou titular do Palmeiras e da Seleção. Foi titular na Copa de 74.

    – Era um zagueiro super técnico, um dos nossos grandes jogadores do período, junto com Ademir da Guia, Leivinha, ele era aquele em que podíamos confiar. Já na volta de Luís Pereira, em 1981, ele volta como capitão do clube. Ele leva aquele período difícil, de fila, mas com grandes vitórias. Não ganhávamos campeonatos, mas ganhávamos clássicos e grandes jogos. Se tornou um dos maiores ídolos da história – completou Ezequiel.

    3º - Cléber – 374 jogos

  • Títulos: 7 - Campeonato Brasileiro em 1993 e 1994, Campeonato Paulista em 1994 e 1996, Copa do Brasil em 1998, Copa Mercosul em 1998 e Libertadores em 1999.
  • Gols: 21.
  • Temporadas: 7 (1993-99).
  • Cléber, ou "Clébão", fez parte de todas as conquistas do Palmeiras nos anos 90. Em 1993, ajudou o Verdão a sair da fila de títulos, conquistando no ano seguinte o bicampeonato brasileiro. Além disso, fez parte do time campeão da Libertadores em 1999.

    O zagueiro se destacava pelos seus desarmes precisos e seu faro artilheiro. Fez 21 gols nos 374 jogos que fez pelo Palmeiras .

    Cléber é o primeiro em pé, da direita para a esquerda; Palmeiras de 1996 — Foto: Djalma Vassão / Arquivo Agência Estado

    Cléber é o primeiro em pé, da direita para a esquerda; Palmeiras de 1996 — Foto: Djalma Vassão / Arquivo Agência Estado

    4º - Junqueira – 335 jogos

  • Títulos: 12- Campeonato Paulista em 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942 e 1944, Torneio Rio-São Paulo em 1933, Campeonato Paulista Extra em 1938, Taça Cidade de São Paulo em 1945 e Torneio Início do Campeonato Paulista em 1939 e 1942.
  • Temporadas: 15 (1931-45).
  • Sete vezes campeão paulista, Junqueira também é visto como um dos maiores zagueiros da história do clube. Foi capitão do Palestra Itália que virou Palmeiras , em 1942. Entrou em campo com a bandeira do Brasil no clássico contra o São Paulo, que ficou conhecido como a "Arrancada Heróica" .

    – Foi outro grande líder. De 1932 até 1944, ele foi capitão do Palmeiras e, antes, do Palestra Itália. Ele é o capitão do tricampeonato, o capitão de 42. O Junqueira começou na várzea paulistana para ser o primeiro imortalizado.

    Palmeiras de 1942. Em pé: Oberdan, Echevarrieta, Begliomini, Junqueira, Viladoniga, Waldemar Fiume, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Lima, Claudio, Clodô; Agachados: Claudio Cardoso e Del Debbio — Foto: Divulgação/Palmeiras

    Palmeiras de 1942. Em pé: Oberdan, Echevarrieta, Begliomini, Junqueira, Viladoniga, Waldemar Fiume, Zezé Procópio, Og Moreira, Del Nero, Lima, Claudio, Clodô; Agachados: Claudio Cardoso e Del Debbio — Foto: Divulgação/Palmeiras

    Junqueira foi o primeiro jogador da história do Palmeiras a ter o seu busto de bronze. Até hoje, apenas cinco atletas receberam tal homenagem: Oberdan Cattani, Ademir da Guia, Junqueira, Waldemar Fiúme e Marcos.

    Os bustos ficam presentes dentro da sede social do clube, na zona oeste de São Paulo, que faz o entorno do Allianz Parque.

    Junqueira foi o primeiro jogador a receber um busto de bronze no Palmeiras — Foto: Divulgação/Palmeiras

    Junqueira foi o primeiro jogador a receber um busto de bronze no Palmeiras — Foto: Divulgação/Palmeiras

    5º - Alfredo Mostarda – 312 jogos

  • Títulos: 7 - Campeonato Paulista em 1972, 1974 e 1976, Campeonato Brasileiro em 1972 e 1973, Torneio Início do Campeonato Paulista em 1969 e Torneio Laudo Natel em 1972.
  • Temporadas: 9 (1966-69, 1971-76 e 1978-79).
  • Gols: 5.
  • Alfredo Mostarda fez parte do time que nunca perdeu . Foram 18 jogos do Palmeiras com a escalação mais marcante de sua história: Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Nei. Em campo, era coadjuvante do já citado Luís Pereira.

    Em pé: Eurico, Leão, Dudu, Luis Pereira, Alfredo e Zeca. Agachados: Edu, Leivinha, César, Ademir e Nei. A formação do Palmeiras da década de 1970 ficou conhecida como a segunda Academia — Foto: (Foto: Arquivo / Agência Estado)

    Em pé: Eurico, Leão, Dudu, Luis Pereira, Alfredo e Zeca. Agachados: Edu, Leivinha, César, Ademir e Nei. A formação do Palmeiras da década de 1970 ficou conhecida como a segunda Academia — Foto: (Foto: Arquivo / Agência Estado)

    6º - Bianco – 307 jogos

  • Títulos: 5 - Campeonato Paulista em 1920, 1926 e 1927, Campeonato Paulista Extra em 1926 e Torneio Início do Campeonato Paulista em 1927
  • Temporadas: 15 (1915-29)
  • Gols: 20
  • Bianco é nada mais, nada menos, que o autor do primeiro gol da história do clube. Na época, o Palestra Itália fez sua primeira partida no dia 24 de janeiro de 1915, contra o Savóia de Votorantim, vencendo por 2 a 0.

    – Além de excepcional jogador, de Seleção, ele foi o capitão do time nesse período que esteve no Palmeiras , até 1929. A sua liderança continuou depois de 1929, já que ele continuou no clube. Ele é um dos grandes – comenta Ezequiel.

    Bianco é o quarto da esquerda para a direita, em pé — Foto: Divulgação Palmeiras/Acervo Amílcar Barbuy

    Bianco é o quarto da esquerda para a direita, em pé — Foto: Divulgação Palmeiras/Acervo Amílcar Barbuy

    7º - Carnera – 302 jogos

  • Títulos: 9 - Campeonato Paulista em 1933, 1934, 1936, 1940 e 1942, Torneio Rio-São Paulo (1933), Campeonato Paulista Extra em 1938, Torneio Início do Campeonato Paulista em 1935 e 1939.
  • Temporadas: 10 (1933-42).
  • Gols: 1 .
  • Foi campeão paulista cinco vezes. Na quarta, em 1940, o Palestra Itália evitou o tetracampeonato consecutivo do rival Corinthians. Era coadjuvante de Junqueira.

    Palmeiras tricampeão paulista em 1934. Carnera é o terceiro da esquerda para a direita, em pé — Foto: Divulgação/Palmeiras

    Palmeiras tricampeão paulista em 1934. Carnera é o terceiro da esquerda para a direita, em pé — Foto: Divulgação/Palmeiras

    8º - Toninho Cecílio – 272 jogos

  • Títulos: nenhum.
  • Temporadas: 8 (1985-92).
  • Gols: 12.
  • Com quase uma década de Palmeiras , Toninho Cecílio fez parte dos anos de fila do clube. Foi vice-campeão do Paulistão de 1986, por exemplo, naquela derrota para a Inter de Limeira no Morumbi. Deixou o clube em 1992, um ano antes do jejum de títulos acabar.

    – O Toninho tinha uma liderança muito grande, um cara que jogava com uma raça, um amor muito grande ao Palmeiras – comenta Ezequiel.

    Toninho Cecílio foi destaque da Revista Placar em 1987 — Foto: Acervo Digital Revista Placar/Sergio Berezovsky

    Toninho Cecílio foi destaque da Revista Placar em 1987 — Foto: Acervo Digital Revista Placar/Sergio Berezovsky

    Recentemente, Toninho foi às redes sociais comentar a marca alcançada por Gustavo Gómez.

    9º - Gustavo Gómez – 264 jogos

  • Títulos: 10 - Libertadores em 2020 e 2021, Recopa Sul-Americana em 2022, Brasileiro em 2018 e 2022, Paulistão em 2020, 2022 e 2023, Copa do Brasil em 2020 e Supercopa do Brasil em 2023.
  • Gols: 33.
  • Temporadas: 6 (2018-até o momento).
  • História em construção...

    Gustavo Gómez, do Palmeiras, com a taça da Libertadores — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

    Gustavo Gómez, do Palmeiras, com a taça da Libertadores — Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

    10º - Márcio Alcântara – 263 jogos

  • Títulos: nenhum.
  • Temporadas: 7 (1983-89).
  • Gols: 12.
  • Outro que fez parte do Palmeiras dos anos 80, Márcio Alcântara será alcançado por Gustavo Gómez na próxima partida do paraguaio. Em sete temporadas pelo clube, fez 263 jogos e anotou 12 gols. Em entrevista ao ge , o ex-zagueiro relembra sua época de Palmeiras .

    – Foram sete anos de Palmeiras , e com temporadas emocionantes. Tive a felicidade de estar presente nesse período. Eu era um zagueiro que jogava muitas partidas, apesar das lesões que tive. É um sentimento muito legal, de dever cumprido, de jogar em um time grande. Era o time que eu torcia e torço até hoje, sempre disse isso. Estar em uma relação com Luís Pereira, Gustavo Gómez e todos esses é gratificante – disse Márcio, que foi vice-campeão paulista de 1986, na derrota para a Inter de Limeira, jogo que manteve o Verdão na fila.

    Márcio Alcântara faz marcação individual em Sócrates, na semifinal do Paulistão de 1983, entre Palmeiras e Corinthians — Foto: Acervo Digital Revista Placar/Nico Esteves

    Márcio Alcântara faz marcação individual em Sócrates, na semifinal do Paulistão de 1983, entre Palmeiras e Corinthians — Foto: Acervo Digital Revista Placar/Nico Esteves

    Em 1983, na semifinal do Paulistão, travou um duelo homem a homem com Sócrates, craque do rival Corinthians. Na época, em texto feito para a Revista Placar, o camisa 8 corintiano destacou a marcação de Márcio.

    – Era uma marcação no melhor estilo homem a homem. Márcio me marcou muito bem. Mas, no único cochilo dele, virei o corpo, escapei do cerco e fiz o gol da vitória – relatou Sócrates.

    – O Sócrates conta que esse foi o jogo que mais marcou a vida dele, pela marcação individual que fiz com ele. Na época, não se jogava com dois volantes, e o Minelli lançou isso. A minha função era marcar o Sócrates. Se ele fosse no banheiro, eu ia junto. Teve uma hora que ele deu uma volta no representante, que ficava na beira do campo, e eu o segui. Foi um momento de descontração. No primeiro jogo fui bem. Mas no segundo... – disse Márcio ao ge , relembrando aquele duelo.

    E quem foi o melhor?

    Fazer essa pergunta é exercer a subjetividade do ser humano. Mas tentamos. Ezequiel Filho foi o primeiro a ser questionado sobre e já deixou claro que a missão não seria fácil.

    – Bianco, Junqueira, Valdemar Carabina e Luís Pereira são lendas. O Gustavo Gómez será a quinta. Não podemos saber até onde ele vai chegar, mas se ele sair hoje do Palmeiras , eu o colocaria entre esses quatro. Seria um dos cinco maiores zagueiros da história. Digo os cinco, mas sem medir qual foi o melhor (risos) – disse o historiador do Palmeiras

    Márcio Alcântara , na lista dos zagueiros com mais jogos na história do clube, não pensou duas vezes em sua resposta.

    – Não vou ficar em cima do muro, não, até porque eu joguei com ele. Para mim é o Luís Pereira. Foi e sempre será o melhor e maior zagueiro do Palmeiras – disse Márcio.

    Luis Pereira é o último personagem da série "Tempo de Bola", domingo, no EE

    Cléber , outro zagueiro na lista, já ficou um pouco mais em cima do muro para tentar eleger o maior da história.

    – Em 109 anos de história, posso lembrar de vários zagueiros. Todos estão na história, mas eleger o melhor é complicado. Cada um na sua época, cada um fez sua história e deixaram seus legados – disse o ex-jogador do Verdão.

    Sérgio Xavier , comentarista da Globo, elegeu Luís Pereira como o maior da história. E quem vem logo atrás?

    – O Luís é o número um. Ele foi zagueiro internacional e foi titular absoluto de seleção brasileira. Se pegarmos a época em que ele jogou na Seleção, não tínhamos zagueiros incontestáveis. Em 70, por exemplo, vimos a improvisação do Piazza, já que faltava um zagueiro para jogar ao lado do Brito, que não era um estilista. O Luís Pereira era. Ele era um zagueiro ofensivo. Você conversa com os jogadores que foram marcados por ele, e todos odiavam. Era um cara muito complicado e vencedor. Vencedor dos campeonatos disponíveis na época, basicamente Paulista e Brasileiro.

    Palmeiras renova com Gustavo Gómez e relembra melhores momentos do zagueiro em vídeo

    – Agora, em número dois, eu já colocaria o Gómez. O Gustavo tem um time bem ajustado, que ajuda muito qualquer zagueiro, mas é um jogador de leitura absurda de espaço, de atalho, posicionamento de cabeceio impressionante, impulsão, o jeito que ele lê a jogada, acho que dá para colocar tranquilamente nessa ordem.

    Paulo César Vasconcellos destaca que Luís Pereira já era um zagueiro moderno para a sua época. O comentarista ainda montou a dupla ideal do Palmeiras .

    – O Gustavo Gómez neste século, não há dúvida, é o maior zagueiro que o Palmeiras já teve. Mas aos meus olhos, nada supera Luís Pereira, o “Luís Chevrolet”. Ele jogou a Copa de 74, inclusive foi expulso contra a Holanda. Era um zagueiro espetacular, moderno. Quem o olhava, pensava que não tinha velocidade, mas ele tinha um senso de colocação, uma maneira de entender e se antecipar que poucos zagueiros têm. Me arrisco a dizer que a melhor dupla de zagueiros do Palmeiras seria formada por Luís Pereira e Gustavo Gómez.

    Os narradores Luís Roberto e Milton Leite também opinaram que Luís Pereira é o maior zagueiro da história do Palmeiras .

    – Não dá para tirarmos nenhum tipo de mérito do Gustavo Gómez. Ele tem leitura, entendimento, liderança, força física impressionante, é um dos zagueiros mais inteligentes do futebol brasileiro. Agora, o “Luisão Chevrolet”, o Luís Pereira, tinha tudo isso e ainda tinha mais técnica. O Luís era um craque com a bola no pé. Ele fazia desarmes absurdos, tomada de bola que você achava que não ia chegar, mas chegava, sem tocar no adversário – disse Luis Roberto.

    Palmeiras divulga vídeo com Luís Pereira, ex-jogador do clube

    – Eu acho que o Gustavo Gómez é o melhor zagueiro em atividade no Brasil, sem dúvida. Ele está entrando na história do Palmeiras , não só pela parte técnica, mas pela liderança. Mas daí, para melhor da história, tem um degrau que ele tem que subir. Eu acho que o Luís Pereira ainda continua sendo o melhor da história do Palmeiras . Ele era um baita de zagueiro, tinha liderança e ainda atacava para fazer gols. Mas, certamente, o Gustavo Gómez será muito lembrado, até porque está em um Palmeiras muito vencedor. Isso, no geral, tende a colocar o cara num patamar acima do que outros – opinou Milton Leite.

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    Lembrando que essa votação inclui apenas os zagueiros presentes na lista dos dez com mais partidas pelo clube. Logo, ela excluí zagueiros históricos como Roque Júnior, Tonhão, Vágner Bacharel, Djalma Dias, Júnior Baiano, Baldochi, entre outros.

    – Gostaria de citar mais um zagueiro, que não está na lista dos dez. Chama-se Baldochi. É o zagueiro para o qual Luís Pereira foi reserva. Ele foi tricampeão do Mundo, como reserva, na Copa de 70. É um cara que merece destaque tecnicamente – diz Ezequiel, que fez questão de mencionar Baldochi.


    3618 visitas - Fonte: ge

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    Carlos Rodrigues     

    Acho o Gustavo Gomes o melhor pós Luiz Pereira! Luiz Pereira era mais habilidoso,arrancava da defesa para o ataque e fazia gols! Num clássico frente ao Santos no Pacaembu e fez um gol assim! Ele fez história no Palmeiras e para nossa alegria! O Gomes com certeza está entre os melhores!! Não tem a habilidade do Luiz Pereira,mas é um excelente zagueiro!Meu voto vai para o Luiz Pereira!

    luiz pereira marcava Rivelino, Pelé jogadores que estavam em outro nível.

    acho um zagueiro extraordinário, para quem viu Luiz Pereira jogar como eu, fica uma dúvida quem foi melhor.

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