O Palmeiras empatou por 0 a 0 com o Deportivo Pereira , na noite desta quarta-feira, no Allianz Parque, e avançou para a semifinal da Conmebol Libertadores após ter goleado por 4 a 0 no primeiro jogo, disputado na Colômbia.
Palmeiras 0 x 0 Deportivo Pereira - Melhores Momentos - Quartas de Final da Libertadores 2023
Na avaliação do técnico Abel Ferreira, que testou uma formação com três zagueiros na partida desta noite, a primeira sem Dudu, lesionado e fora da temporada, o time colombiano veio para São Paulo com a missão de não deixar o Palmeiras jogar. E conseguiu.
– Nossa estratégia passava por fazer uma saída a três, como fazemos às vezes. Hoje optamos pelo Luan. Um zagueiro atrás, e mais um centroavante na frente. O adversário vinha com o mesmo sistema. O Pereira joga em uma pegada tremenda, o árbitro deixou jogar. E geri um pouquinho com as substituições, como estratégia. Ninguém se lesionou, felizmente.
– Acho que foi um jogo muito truncado, com muitos duelos. Nosso adversário veio para não nos deixar jogar, e não tinham nada a perder. Tiramos as esperanças deles lá, e vieram para cá sem nada a perder. Acabou sendo um jogo não muito bem jogado. Mas fizemos o que normalmente fazemos, com a saída com três, agora com mais um centroavante na frente. O Flaco tem que segurar mais a bola de costas, é um aspecto a melhorar – disse Abel.
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Abel Ferreira em Palmeiras x Deportivo Pereira — Foto: Marcos Ribolli
Abel Ferreira em Palmeiras x Deportivo Pereira — Foto: Marcos Ribolli
Abel comentou sobre o período de quase um mês até a primeira partida da semifinal da Libertadores contra o Boca Juniors, em La Bombonera. O Verdão terá pelo menos três jogos pelo Campeonato Brasileiro antes de iniciar a disputa por uma vaga na final do torneio sul-americano.
– O que eu vou fazer até lá é viver minha vida como faço, com intensidade, com meus jogadores e minha família. Às vezes, esqueço de dizer que estamos todos de passagem. Enquanto a viagem durar, há que viver, como marido, pai e treinador. Apesar de ser um treinador intenso, agora menos, porque não me chateio mais com os árbitros...
– Reclamei do gol que entrou contra o Bahia, gol do Rony no Fluminense, cotovelada contra o Athletico, possível pênalti aqui contra o Bragantino, mas, lá em Portugal, dizemos: quer reclamar, queixa-se na Fifa. Aqui, não vale a pena. Bati muito a cabeça na parede, não sou eu quem vai mudar nada. Vou estar mais tranquilo e calmo no banco, para poder ajudar meus jogadores. Deus me abençoou com tudo, e eu tenho que ser grato – disse Abel.
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A Conmebol ainda não divulgou oficialmente datas e horários das partidas, o que deve ser feito logo após a confirmação de todos os classificados, mas elas serão nas semanas de 27 de setembro e 4 de outubro. Por ter melhor campanha geral na primeira fase, o Verdão decide a vaga na final jogando em casa.
Veja outros trechos da coletiva de Abel Ferreira:
Diferencial do Palmeiras é a força do elenco?
– A turbulência aqui é criada pela própria cultura esportiva. Eu achava que o único clube sem turbulência era o Botafogo, em primeiro. O resto está em turbulência. Já ganhamos dois títulos, estamos disputando uma que está difícil, e agora na semifinal da Libertadores. Temos a ilusão de sempre. Parece fácil, né? Quarta vez na semifinal. É isso mesmo. Sabemos como funciona o futebol, vamos ganhar, vamos perder, elogiados, criticados, mas o importante é sabermos onde estamos e onde queremos chegar.
– Durante esse caminho, teremos turbulências. Temos que fazer o melhor, com o máximo esforço. Não sei se vamos ganhar, mas desde que estou aqui, todo ano, temos sido campeões e conquistado coisas positivas. É fundamental para os jogadores saberem lidar com esses momentos de turbulência. Há pessoas que se esquecem que no futebol existem três resultados possíveis. Mas é bom que nossos jogadores sabem disso. O ganhar nem sempre é consequência. O resultado toma conta dele. Temos que fazer o que sabemos, que é jogar futebol.
Ocupações de espaço sem Dudu
– Posso jogar com o Jhon Jhon, que vem por dentro ou corredor, ou com um ponta aberto, usando o um, dois. É o que eu achar melhor para a equipe. Posso jogar com um que venha por dentro ou com outro aberto.
Três zagueiros pode ser tendência?
– Vocês se lembram como jogamos na segunda Libertadores? O Piquerez foi um dos zagueiros. Como jogamos essa competição? Lembra do Del Valle, que ninguém tinha ganho, o Atlético-MG? Tudo que fizemos hoje, já fizemos antes. Não sei se é tendência, mas é algo que podemos usar. Ou não. Depende de como eu achar que temos que jogar. Como não abrimos as portas mais, deixo vocês com a criatividade para desenhar quem substitui quem.
– Ninguém substitui o Dudu. Mas minha função é arranjar soluções olhando para dentro. Se for com três zagueiros, vamos. Se for com quatro, como jogou Guardiola, também vamos. Aqui, não estamos acostumados com diferentes esquema táticos. O sistema é uma coisa só, o resto é dinâmica. É uma variação que temos, e não é de hoje. É perceber o que fazer em cada jogo.
1092 visitas - Fonte: ge
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