Por Felipe Leite
No primeiro tempo contra o Bragantino, os reservas do Palmeiras aparentavam dar conta do recado. O desempenho ofensivo, volumoso, dava bons sinais. Mas na etapa final, tudo veio a ruir: o Massa Bruta conseguiu a virada no fim, jogou o Verdão para a quarta colocação e assumiu a vice-liderança da Série A do Campeonato Brasileiro.
Não há cenário de pressão, terra arrasada, nada disso. Tivesse vencido de 7 a 0 ou perdido de 7 a 0, o foco absoluto do Alviverde está no Boca Juniors, na quinta-feira, pelo embate de volta das semifinais da obsessão Libertadores. Ainda assim, dá para acender o sinal amarelo com o nível de desempenho de algumas peças.
Não só dentro das quatro linhas, vale dizer. A decisão de Abel Ferreira de poupar titulares em Bragança Paulista escancarou o elenco curto do Palmeiras, tão dependente de que as ótimas Crias da Academia tenham bons níveis de performance.
Na etapa inicial, isso aconteceu. Luís Guilherme, Jhon Jhon e Endrick, principalmente, assumiram a responsabilidade. Podem ser opções para a competição continental — aliás, vale questionar a insistência do técnico português em um esquema com Marcos Rocha e Mayke no onze titular, enquanto a joia alviverde segue no banco.
Os últimos 45 minutos foram de queda de rendimento. Normal: o Bragantino é um bom time com um bom técnico, precisando ir para cima e, no final das contas, as inexperientes Crias mostraram o natural desentrosamento.
Há um lado que dá para observar o copo meio cheio, porém. O jogo pode fazer com que Abel Ferreira repense a estratégia ofensiva — basta ver o número de oportunidades criadas no primeiro tempo. Os jovens mostram solução — vale olhar com mais carinho. Afinal, futebol por vezes é mais simples do que aparenta: atacantes atuando no ataque costumam dar resultados.
De qualquer maneira, o torcedor palmeirense sabe do foco justificável na Libertadores e confiança absoluta em Abel. Quinta-feira vai condicionar o resultado do último domingo: se passar para a final da competição continental, a decisão de 'abrir mão' do Brasileirão mostrará-se acertada; se não, aí sim, terra arrasada.
É esperar para ver.
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