Nos últimos dias, diversos membros do Boca Juniors reclamaram do gramado sintético do Allianz Parque, estádio onde enfrentarão o Palmeiras nesta quinta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), pela volta da semifinal da CONMEBOL Libertadores . A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+ .
Em entrevista à ESPN , Ricardo Miozzo, gestor da Soccer Grass , empresa que é responsável pelo campo do estádio palestrino, refutou as falas dos jogadores e dirigentes da equipe argentina.
De acordo com Miozzo, frases como as do goleiro Romero, que disse que "grama artifical é para jogar hóquei" , são "justificativas" já pensando numa "eventual derrota" na casa alviverde.
"Eles estão reclamando porque já estão pensando numa possível derrota. O centro de treinamento deles, em Ezeiza [ cidade da grande Buenos Aires ], tem dois campos de grama sintética. E é o principal CT deles! Já estão pensando numa eventual derrota e arrumando justificativa", afirmou.
Em seguida, o profissional enumerou as qualidades do campo do Allianz Parque e negou que o gramado sintético ajuda a causar lesões.
"O sistema do Allianz Parque é de última geração. É um gramado que tem efeito memória. A gente coloca um peso (em cima), como um palco de show , e depois de seis horas, se você tirar, o gramado volta à posição de antes naturalmente. Tecnologia de última geração", ressaltou.
"Fora isso, tem sistema de preservação de impacto com manta shock pad por baixo, além do termoplástico, que serve para manter a temperatura do gramado. Tudo de última geração, não machuca atleta nenhum. O atleta só tem que se preocupar em jogar bola e correr. Não precisa se preocupar em ficar olhando para o campo e desviando de buracos", seguiu.
Além disso, Miozzo lembrou que o campo é avaliado anualmente pela Fifa.
"O gramado do Allianz Parque é testado anualmente pela Fifa. Eles fazem testes de rolagem de bola, de abrasão, de virada da chuteira... (O gramado) Não pode prender o pé, nem nada", citou.
"Os campos de grama natural não passam por esses testes, pois é uma exigência para o sintético. Mas não existem nem três campo (naturais) no Brasil que seriam aprovados nesse teste. O resto seria reprovado", pontuou.
Segundo informou o repórter Emiliano Raddi , da ESPN Argentina , os xeneizes treinaram na grama natural tanto nesta terça quanto na última segunda-feira (2), apesar de saberem que vão atuar no sintético contra o Verdão.
De acordo com o jornalista, a decisão foi tomada por dois motivos principais. São eles :
O gramado sintético que o Boca possui em seu CT, em Buenos Aires, não é igual ao do Allianz Parque
A comissão técnica entende que o treino no sintético gera maior desgaste. A opção foi por chegar em melhores condições de preparação física para quinta
Ainda segundo Emiliano Raddi, o treino desta terça teve duas importantes novidades.
O repórter informou que os zagueiros Figal e Rojo treinaram separados do elenco principal, devido a dores e desgaste muscular.
No jogo de ida, em La Bombonera , eles formaram a dupla de zaga titular da equipe xeneize , com Rojo sendo substituído no decorrer da partida por lesão.
De acordo com o repórter, porém, ambos estão relacionados para a partida e há otimismo de que eles estejam em boas condições para a decisão contra o Alviverde.
O Boca ainda fará um último treino nesta quarta-feira (4), já em solo brasileiro, no CT do Corinthians, na zona leste de São Paulo .
Palmeiras x Boca Juniors , nesta quinta-feira (5), às 21h30 (de Brasília), pela CONMEBOL Libertadores , tem transmissão ao vivo pela ESPN no Star+ .
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