Aos 45 anos e trabalhando como auxiliar do time sub-17 do Bragantino, Baiano ainda guarda na memórias as lembranças da vitoriosa carreira no futebol. O ex-jogador, que atuou como lateral-direito, marcou época na função atuando por Santos, Palmeiras , futebol espanhol e ficou conhecido por ser um dos poucos brasileiros a vestir a camisa do Boca Juniors.
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Campeão da Série B pelo Palmeiras em 2003, Baiano foi surpreendido no ano seguinte com um convite feito por Maurício Macri, na época presidente do Boca Juniors. O time argentino havia negociado o atacante Tevez com o Corinthians e o lateral Ibarra com o Monaco, vendo no brasileiro a oportunidade de se reforçar.
– Foram assistir um jogo nosso contra o São Caetano, acabaram gostando do meu futebol e fazendo um convite para jogar no Boca. Foi uma experiência incrível jogar uma Libertadores pelo Boca, na Bombonera e no ano do centenário do clube em 2005. Foi um orgulho de ter vestido a camisa do Boca Juniors – relembra Baiano.
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Baiano com a camisa do Boca Juniors da época em que defendeu o clube em 2005 — Foto: Arquivo Pessoal
Baiano com a camisa do Boca Juniors da época em que defendeu o clube em 2005 — Foto: Arquivo Pessoal
A passagem do lateral pela Argentina, porém, durou apenas sete meses. Foram 16 jogos, dois gols marcados e uma saída motivada pelo racismo. No mesmo ano da sua chegada ao Boca, Baiano acabou prejudicado indiretamente pelo caso envolvendo o então atacante do São Paulo Grafite e o zagueiro Desábato, que defendia o Quilmes .
O argentino teria ofendido o brasileiro com palavras racistas, chegando a ser preso no Brasil e desencadeando uma reação de revolta entre os argentinos. Na época, Baiano era o único brasileiro negro atuando na Argentina.
– O que não foi positivo foi o racismo após um episódio que não tinha nada a ver comigo, estava muito bem naquele momento e o caso do Grafite no Morumbi, por ser o único brasileiro e negro na Argentina, essa foi a parte ruim por ter vivido um problema que não era meu. Mas a parte boa foi muito mais marcante do que esse problema que acabou me afetando.
Baiano na passagem pelo Boca Juniors em 2005 — Foto: Arquivo Pessoal
Baiano na passagem pelo Boca Juniors em 2005 — Foto: Arquivo Pessoal
– Não sofri muito racismo, não é algo apenas presente na Argentina. No nosso país vemos muitos casos disso, como foi o episódio do Grafite na época. Até acontecer isso eu não tinha passado por nada lá, acho que essa questão do racismo não deveria existir, mas é algo que acontece no mundo inteiro – relembra Baiano.
Baiano se viu pressionado e pediu para deixar o Boca Juniors. O destino? O retorno ao Palmeiras para mais uma temporada no clube antes de rodar por futebol russo, colombiano e vários outros times brasileiros. A aposentadoria foi em 2018, defendendo o Real FC.
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E no clássico? Coração dividido
Revelado pelo Santos e com passagem marcante pelo Palmeiras , Baiano não esconde que torce pelos dois rivais. Nesta quinta, contra o Boca, o ex-jogador diz que vai torcer para que a final da Libertadores seja brasileira. Já domingo, quando os adversários paulistas se enfrentam na Arena Barueri, pelo Campeonato Brasileiro, prefere ficar em cima do muro.
– Sempre falei que sou santista e palmeirense, tenho muito carinho pelo Santos por ter passado dez anos na Vila Belmiro. Como brasileiro vou torcer para o Palmeiras vencer a Libertadores e no domingo, como o Palmeiras está melhor na tabela, torcer para que o Santos ganhe ou dê um empate para que os dois times continuem brigando pelos seus objetivos. Tenho muito carinho pelos dois clubes – completa.
Baiano com a camisa do Palmeiras de 2003 — Foto: Arquivo Pessoal
Baiano com a camisa do Palmeiras de 2003 — Foto: Arquivo Pessoal
Palmeiras e Boca Juniors se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque, na segunda e decisiva partida da semifinal da Conmebol Libertadores. Os times empataram a primeira partida por 0 a 0, na Argentina. Em caso de novo empate no tempo normal, a definição da vaga na final será nos pênaltis.
Quem é Baiano?
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