Após a derrota por 2 a 1 para o Santos , neste domingo (8), pelo Campeonato Brasileiro , o técnico do Palmeiras , Abel Ferreira , voltou a falar sobre a dolorosa eliminação para o Boca Juniors , na semifinal da CONMEBOL Libertadores .
O treinador afirmou que entende os questionamentos por não ter começado a partida com os jovens Endrick e Kevin como titulares, optando por iniciar o jogo com Artur e o lateral Mayke improvisado como ponta.
No entanto, ele deu suas explicações e salientou que, na sua visão, o plano de jogo que ele tinha contra os argentinos "correu perfeitamente".
"Sei que fui muito criticado por não incluir o Endrick e o Kevin (como titulares) no último jogo, mas temos que entender que é um jogo eliminatório em nossa casa, contra um time como o Boca Juniors, e tem um lado emocional muito grande. E o jogo não se joga só em 45 minutos", afirmou.
"Para mim, o plano correu perfeitamente. Colocamos o Endrick quando tínhamos que colocar, quando tínhamos que arriscar. Colocamos o Kevin na hora certa, o Luís (Guilherme) na hora certa... Do outro lado, estava um goleiro inspirado e uma equipe que fez de tudo para nos enever, para não jogar. No 2º tempo, jogamos só 19 minutos (de bola rolando)", lamentou.
"Mas é o que é... Parabéns a quem passou. Agora, temos que aguentar as críticas, porque é assim que funciona no futebol. Mas as críticas têm que ter limite. Quando passam do limite e viram ameaças, aí temos que pensar bem", complementou.
O português também salientou que os jovens ficam muito abalados psicologicamente quando recebem críticas, principalmente ao olharem suas redes sociais nos smartphones .
"O problema desses moleques não é a qualidade deles, mas a agressividade com que se fazem críticas aos jogadores hoje, no geral, não só no Palmeiras. O Endrick um dia é o melhor do mundo, depois o Endrick tem que ir de volta para os juniores porque não está em boa fase. O Jhon Jhon hoje está ótimo, amanhã não presta. É isso que mata os jogadores: a crítica violenta", argumentou.
"O telefone tem coisas maravilhosas. Ele me ajuda a ver meus pais todos os dias, falar com a minha família... Mas tem outras ocasiões em que ele é veneno puro. É ódio, inveja, violência. Se eu mesmo sei isso, como acha que os jogadores se sentem?", questionou.
"Hoje, quando o time perde, o grosso das críticas vem no treinador, no diretor e na presidente. Mas, depois, nessa porcaria que temos na mão, vem a violência mental. Para isso, os jogadores não estão preparados", finalizou.
Atlético-MG (C) - 19/10, 19h (de Brasília) - Brasileirão
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