Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (11), na Academia de Futebol, a presidente do Palmeiras , Leila Pereira , falou sobre dívidas que estão agitando os bastidores do clube e causando preocupações aos dirigentes.
Como mostrou a ESPN recentemente , o Verdão foi condenado em 2ª instância a ressarcir a multinacional Samsung , antiga patrocinadora do clube, por rompimento unilateral de contrato sem pagamento de multa rescisória.
De acordo com a mandatária, o valor da dívida beira os R$ 50 milhões , e o Alviverde está buscando alternativas para diminuir o tamanho do baque causado às finanças da equipe.
Leila também aproveitou para disparar contra antigos dirigentes do clube, dizendo que dívidas como essa são "fantasmas" que aparecem na atual gestão do time.
"Esses problemas são fantasmas que aparecem de gestões anteriores e que estouram em gestões atuais. É isso que me dói... Num clube de futebol, o presidente tinha que ser responsabilizado pelos atos de sua gestão", iniciou.
"Isso não acontece... Esse é um problema do futebol. É por isso que a maioria dos clubes está em situação catastrófica: porque o presidente faz o que quer e não acontece nada com a pessoa, só com o clube", seguiu.
"O caso Samsung está beirando os R$ 50 milhões . Perdemos em 1ª e 2ª instância, porque o contrato foi rescindido antes do tempo. Mas ainda vamos tentar reverter, ou pelo menos diminuir esse valor nos tribunais superiores", explicou.
"Ainda continua a briga jurídica, mas estamos tentando um acordo de parcelamento e de oferecimento de publicidade. Estamos conversando para ver como a gente pode fazer", revelou.
"Aliás, o (ex-presidente) Maurício (Galiotte) também sofreu com isso, com o caso do (volante) Wesley... Ele teve que pagar pendências de gestões anteriores, que é algo que acontece agora comigo também", lamentou.
"No caso da Samsung, estamos recorrendo e vamos tentar diminuir esse prejuízo, tentando fazer um acordo... É o que nos resta", complementou.
O caso da Samsung vem desde 2010, na gestão Luiz Gonzaga Belluzzo .
Em junho daquele ano, o Verdão rescindiu o contrato com a empresa sul-coreana para assinar contrato de patrocínio máster com a montadora italiana Fiat .
Em contato com a ESPN , Belluzzo admitiu ter cometido esse erro na época. O ex-presidente assegurou que tentou diversos acordos com a Samsung , até mesmo um parcelamento da dívida em caso de quebra de contrato, mas os sul-coreanos se mostraram irredutíveis e queriam que o acordo fosse cumprido integralmente.
Belluzzo disse que optou por quebrar o contrato porque a Fiat oferecia "muito mais do que a Samsung ", o que ia de acordo com a necessidade financeira do Verdão na época. O ex-cartola ainda salientou que nunca foi procurado por ninguém da gestão atual para falar sobre o caso.
Como o Palmeiras nunca pagou a multa rescisória, e a Samsung entrou na Justiça.
Na coletiva, Leila Pereira também falou sobre a briga judicial do Palmeiras com a WTorre , empresa gestora do Allianz Parque.
Como mostrou a ESPN em junho , o clube paulista cobra R$ 128 milhõe s referente ao valor não pago pela empresa desde meados de 2015.
A presidente alviverde salientou que não pode dar detalhes do caso por questão de cláusulas de confidencialidade, já que o processo corre em segredo de Justiça.
No entanto, ela assegurou que a construtura não pagou "nada" à equipe palestina até o momento.
"Sobre a WTorre , não posso falar muitos detalhes, porque o processo se encontra em sigilo, tanto na arbitragem quando na Justiça. O que posso dizer sobre a WTorre é que, até hoje, não se resolveu e eles continuam não pagando absolutamente nada para o Palmeiras", afirmou.
"Não posso dar mais detalhes por causa da cláusula de confidencialidade, mas, até agora, não se pagou absolutamente nada", finalizou.
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