“Oh Leila, incompetente, pegou o Palmeiras pra brincar de presidente. Oh Leila, presta atenção, muito respeito com a história do Verdão.”
Assim cantaram centenas de torcedores na noite de quinta-feira, no Allianz Parque, durante a derrota do Palmeiras para o Atlético-MG, por 2 a 0, como uma forma de protesto contra a presidente Leila Pereira. Foram além dos cânticos, aliás, ao descerem ainda um bandeirão da camisa do clube com os patrocínios da Crefisa e FAM - empresas da dirigente - cobertos.
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"Pressão de organizada não vai mudar uma vírgula", diz Leila Pereira
Houve protestos sobre o diretor Anderson Barros e mais cobranças à presidente ao fim da partida, quando o Palmeiras chegou a seis jogos seguidos sem vencer. Essa tem sido - e deve continuar sendo - a tônica das arquibancadas enquanto o Alviverde vive a pior crise da "era Abel Ferreira".
Mas os protestos estão distantes de mudar os planos da presidente. E ela faz questão de deixar isso evidente: no discurso e nas ações.
Leila Pereira assina bandeira do Palmeiras no Allianz Parque — Foto: Marcos Ribolli
Leila Pereira assina bandeira do Palmeiras no Allianz Parque — Foto: Marcos Ribolli
Os protestos de quinta-feira, por exemplo, começaram antes de a bola rolar. Mesmo assim, Leila cumpriu com o próprio ritual e desceu ao gramado para atender torcedores mirins - distribuiu camisas, autografou parte delas e até mesmo uma bandeira, estendida por um grupo presente nas arquibancadas.
Nos bastidores, recebeu Felipão, técnico do Atlético-MG, conversou com Emerson Leão, ex-goleiro e multicampeão no clube, e permaneceu no campo durante o aquecimento da equipe. Ou seja, manteve os ritos - apesar das críticas e protestos.
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Leila transportou às ações, portanto, o que indicava nas palavras - ditas durante a polêmica entrevista coletiva da semana passada. Ali, condenou as pichações ao Allianz Parque e em 40 lojas da Crefisa, deu respaldo ao diretor Anderson Barros e descartou um conflito de interesses no clube - por ser presidente e patrocinadora, uma das questões mais criticadas pela torcida.
– Sou uma mulher que não tenho medo de absolutamente nada, porque tenho respeito pela verdade – afirmou Leila, durante a entrevista, no dia 11 de outubro.
– Pode ter certeza de que pressão externa de torcida organizada não vai mudar uma vírgula do que pensamos sobre o nosso Palmeiras – disse, na ocasião.
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Bandeirão da camisa do Palmeiras com patrocínios tapados — Foto: Marcos Ribolli
Bandeirão da camisa do Palmeiras com patrocínios tapados — Foto: Marcos Ribolli
Desde então, as cobranças - que eram recorrentes - se acentuaram, porque as palavras foram mal vistas por parte da torcida, gerando novos protestos, críticas de conselheiros , consulados e ex-dirigentes do Palmeiras.
O caso dos consulados é o mais recente, em que manifestaram "falta de representatividade junto ao Departamento do Interior" e alegam a exclusão de 46 consulados após críticas à gestão de Leila. Em nota oficial, o Departamento do Interior levantou dúvidas sobre a "legitimidade e representatividade real" do manifesto e reafirmou "crença inabalável no profissionalismo e excelência" da diretoria.
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Torcida do Palmeiras protesta contra Leila Pereira
A presidente não concedeu novas entrevistas após a coletiva de 11 de outubro. Somente compareceu ao lançamento da nova camisa do Palmeiras , dias depois, mas se ateve aos comentários sobre o uniforme em si. "Não falarei mais esse ano", limitou-se a dizer, quando questionada pela imprensa presente.
Mesmo assim, Leila tem reafirmado o discurso através de suas redes sociais. Reforça as próprias palavras sem precisar dizê-las outra vez.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
Leila Pereira, presidente do Palmeiras — Foto: Marcos Ribolli
Em 17 matérias compartilhadas pela presidente neste ano, por exemplo, quatro foram entre os dias 15 e 18 de outubro - logo após a coletiva - e ressaltam temas convergentes: a postura da presidente, acertos no mercado de transferências e a média de uma final disputada por mês "na era Leila".
– Leila Pereira: Coerente, verdadeira e transparente. Leila Pereira não tem medo de bandidos. Não vai dar ingressos, caravana de ônibus, salas alugadas, nem telefone celular – escreveu a presidente, repetindo frases de uma coluna, quatro dias após a entrevista.
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Sustentando o próprio discurso, portanto, Leila segue agora sob o desafio de fechar a temporada ao menos com a classificação direta para a Libertadores e de montar um time competitivo para 2024 - em meio às críticas sobre falta de contratações para este ano e a disputa com o Flamengo pela contratação de Bruno Henrique.
A 11 rodadas do fim da Série A, o Palmeiras está em quinto lugar - deixou o G-4 com a derrota para o Atlético-MG - e visita o Coritiba às 18h30 deste sábado, no Couto Pereira.
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Uma coisa que precisamos considerar! A dupla Leila e Abel pegaram o Palmeiras com um super elenco! lembram? Aí ganhamos a Libertadores e aí começou a campanha vitoriosa com vários títulos! O tec Abel mandou vender quase um time , aí ganhamos uma super Copa e um paulista e mais nada! Hj não temos um time confiável! Nisso eu culpo a Leila e o técnico Abel!Eles esfalelaram o Palmeiras e agora será difícil reconstrí-lo! Para piorar os reforços do Abel foram uma piada!!! Agora para sair dessa?
Carlão Perobal flertando com a Ninjarosa, será que vai dar namoro.
deixar
vc não pode dar o Palmeiras! Nós precisamos de vc no comando do time! Traga 5 reforços Tops que vc calará essa torcida modinha! Carlão Perobal Pr
A situação está fácil para a Leila! Ela como Presidente pode dar uma resposta silenciosa para os revoltados torcedores!Se sou ela, me reuniria com o tec.Abel e perguntaria quais reforços o Palmeiras precisa para brilhar novamente em 2024! Não precisa dar satisfação aos agitadores! Viu Leila como é fácil sair da crise?! Vc não pode dar o Palmeiras, nós precisamos de você!! Carlão Perobal Pr
Tia Florinda vc fez negócio com o Palmeiras vc não doou o dinheiro, e seu patrocínio hoje representa menos de 10% das receitas se tivesse indo mais longue ganharia mais do que seu patrocínio anual,