Alvo de protestos, Leila Pereira responde questionamentos da oposição do Palmeiras

23/10/2023 22:38

Alvo de protestos, Leila Pereira responde questionamentos da oposição do Palmeiras

Alvo de protestos, Leila Pereira responde questionamentos da oposição do Palmeiras

Enquanto torcedores protestavam em frente à sede social do Palmeiras , a presidente Leila Pereira foi questionada por opositores durante a reunião do Conselho Deliberativo desta segunda-feira.

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Membros da oposição pediram a palavra e tiveram cinco minutos cada um para discursar. Eles dividiram pontos para rebater a presidente Leila Pereira.

Os assuntos abordados pelos opositores foram relacionados ao conflito de interesses entre clube e as empresas da dirigente, finanças do Verdão, preço dos ingressos e também sobre a repercussão da entrevista coletiva bastante criticada da presidente, no dia 11 de outubro.

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Uma das faixas expostas durante protesto da torcida do Palmeiras — Foto: Thiago Ferri

Uma das faixas expostas durante protesto da torcida do Palmeiras — Foto: Thiago Ferri

Nesta segunda-feira, Leila Pereira fugiu do padrão das reuniões do Conselho e solicitou que seu pronunciamento fosse após os questionamentos dos conselheiros. E rebateu.

Veja os assuntos durante a reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras :

Erros, acertos e contratações

Em seu pronunciamento, Leila Pereira lamentou o momento vivido pelo clube nos bastidores e a tentativa de uma "criação de crise", além de pedir aos conselheiros para "não acreditar no que a imprensa coloca".

A presidente, porém, admitiu que o futebol viveu uma turbulência recente, mas que é normal existir altos e baixos e que é impossível conquistar tudo todos os anos.

A dirigente admitiu erros em contratações e se disse atenta para aprender com isso, mesmo sendo difícil arrumar algum objeto para criticar a atual gestão.

Entrevista coletiva

Ao falar sobre a entrevista do dia 11 de outubro, concedida na Academia de Futebol, a presidente afirmou que já reviu a conversa com os jornalistas e que não identificou algo que pudesse ter desrespeitado o clube.

Segundo a dirigente, a declaração sobre um possível rebaixamento do Palmeiras em caso de saída da atual presidente foi deturpada. Durante a reunião desta segunda-feira, ela argumentou que a fala fazia referência a uma mudança de "linha de trabalho".

Protesto da torcida do Palmeiras: "Ditadura na SEP?" — Foto: Thiago Ferri

Protesto da torcida do Palmeiras: "Ditadura na SEP?" — Foto: Thiago Ferri

Anderson Barros

Assim como ocorreu na entrevista coletiva, Leila Pereira reafirmou que Anderson Barros continuará no comando do departamento de futebol do Palmeiras em 2024.

Durante seu pronunciamento, a presidente destacou os títulos conquistados pelo diretor desde a chegada dele ao clube, em 2020, e voltou a dizer que ninguém será demitido.

Torcedores do Palmeiras protestam contra o Conselho — Foto: Thiago Ferri

Torcedores do Palmeiras protestam contra o Conselho — Foto: Thiago Ferri

Conflito de interesses

Ao responder sobre os questionamentos de um possível conflito de interesses por ser presidente da Crefisa, Leila citou o código de ética da CBF mais uma vez para afirmar que não há nenhum impeditivo sobre comandar o clube nessas condições.

Sobre a Placar Linhas Aéreas, que tem relação questionada por opositores por um suposto uso do clube para divulgação da empresa sem uma contrapartida, a presidente do Verdão falou novamente que comprou a aeronave para uso do elenco profissional, o que já teria feito o clube economizar R$ 3 milhões.

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A dívida do Palmeiras com a Crefisa também foi tema de debate. A dirigente afirmou que o clube deve honrar seus compromissos e declarou que a atual administração segue o que já foi acordado na gestão anterior, liderada por Maurício Galiotte.

Ao falar sobre os contratos de patrocínio, a presidente afirmou que todos são debatidos no Conselho de Orientação e Fiscalização, órgão que deve ser cobrado pelos conselheiros para qualquer dúvida a respeito do assunto.

Críticas

As manifestações dos opositores foram minimizadas pela presidente Leila Pereira nesta segunda-feira. Em seu discurso, a dirigente pediu que a atual gestão não fosse destruída e que era necessário dar continuidade ao trabalho vitorioso construído nos últimos anos.

A presidente disse também confiar que a grande maioria está ao lado dela, reafirmou ter coragem para presidir o Palmeiras e que não irá desistir, que "meia dúzia" não vão tirar a administração do caminho.

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Ingressos

O preço dos ingressos foi tema de debate na reunião desta quinta-feira. Em seu pronunciamento, Leila Pereira defendeu a política de descontos aplicada para quem é Avanti, programa de sócio-torcedor do Verdão. De acordo com números apresentados, apenas 10% dos torcedores que vão ao Allianz Parque pagam o valor integral dos bilhetes.

A atual política de precificação não sofrerá mudanças, tanto que a dirigente disse aos presentes que "quem não tem R$ 50 para ver o Palmeiras no Allianz não venha, infelizmente."

O clube argumenta que precisa de receita para manter o time de futebol forte. A presidente do Verdão ressaltou a importância de renovar e dar aumento salarial aos atletas, como foi feito nesta temporada.

Protesto da torcida do Palmeiras na porta do clube — Foto: Thiago Ferri

Protesto da torcida do Palmeiras na porta do clube — Foto: Thiago Ferri

Arena Barueri

O fato de uma empresa do grupo presidido por Leila Pereira agora gerir a Arena Barueri também gerou debate. A presidente disse que nunca vai tirar os jogos do Palmeiras do Allianz Parque, mas que o estádio em Barueri será prioridade do clube quando o Verdão não puder atuar em casa.

De acordo com a dirigente, possíveis jogos do Palmeiras na Arena Barueri serão sem custos, sem a necessidade de pagar aluguel.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, na Arena Barueri — Foto: Marcos Ribolli

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, na Arena Barueri — Foto: Marcos Ribolli

Reformas na sede social

O associado do Palmeiras tem acompanhado uma grande reforma no conjunto aquático do clube, algo que foi prometido durante a campanha da atual presidente. O investimento é 100% com recursos da Crefisa e, de acordo com a presidente, o valor não será transformado em dívida.

O total do custo da obra ainda não foi revelado pela presidente, que ressaltou a ausência de modernização no complexo há 70 anos.

Leila comunicou aos conselheiros nesta segunda-feira que o modelo de negócio é semelhante ao utilizado pela parceria na reforma de parte da Academia de Futebol, em troca do naming rights do espaço.

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