O placar de Botafogo 3 x 4 Palmeiras justificou a expectativa que, durante dias, se criou em torno do duelo entre os primeiros colocados do Brasileiro . O que se viu no Nílton Santos, na noite de quarta-feira (1º), foi a confirmação de que o título deve ficar com um dos dois - claro, sem esquecer do Red Bull Bragantino , que no momento fica na moita, mas pronto para o bote no fim.
O clássico tornou evidente as qualidades e defeitos dos pretendentes a ficarem com a taça. No primeiro tempo, os palmeirenses expuseram, de novo, escassez de ideias e falta de apetite na criação de jogadas de gol. Falhas que o tiraram da briga, por exemplo, da Copa do Brasil e da CONMEBOL Libertadores . A turma de Abel Ferreira tomou três gols, fora o baile. Foi amassada para o intervalo.
Os botafoguenses, ao contrário, se mostraram avassaladores, principalmente nos contragolpes, que aprenderam muito bem com Luis Castro. Em diversos momentos as lições do técnico português (que foi embora para a Arábia) foram letais e imprescindíveis para a vantagem de 3 a 0. Com aquela diferença a tendência era de goleada implacável até o encerramento.
O roteiro foi modificado no segundo tempo, no qual os papéis se inverteram. No lado verde, prevaleceu sua grande capacidade: a concentração que o tem levado a sair de apertos até abrir caminho para conquistas importantes. O Palmeiras encorpou, com o gol de Endrick , voltou a acreditar na própria força, teve fôlego para chegar a virada gigantesca.
O Botafogo , em vez de manter a confiança, escorregou na insegurança que o fez perder o controle de seguidas partidas no returno. A equipe eficiente do turno tem dado chá de sumiço, o que anulou a distância enorme que mantinha sobre os demais concorrentes.
Pode alegar que foi prejudicado pela expulsão de Adryelson aos 31 minutos. Mas ainda vencia por 3 a 1 quando Tiquinho Soares , aos 37, desperdiçou pênalti. Depois vieram os gols da reviravolta (Endrick 38, Flaco López 44 e Murilo 53).
A ansiedade pode ser um detalhe decisivo para as pretensões de cada um nas rodadas finais. O Botafogo tem jejum de 28 anos - e é natural que agora bata frio na barriga. A vantagem do primeiro turno impecável foi pulverizada pelas oscilações recentes, como a derrota para o Cuiabá em casa. Porém, é preciso manter clara uma obviedade: é o líder (59 a 56), tem um jogo a mais para disputar e depende apenas de si. Ponto. Sem desespero, e com cautela.
O Palmeiras, com fartura de títulos nos últimos anos, também precisa controlar as expectativas. Até duas semanas atrás, era carta fora do baralho, após sequência de quatro derrotas enfileiradas. Agora são quatro vitórias que o colocam na plataforma de lançamento. Mais do que nunca os jogadores têm de pôr em prática (no campo) o lema do chefe: mente fria e coração quente.
O campeonato promete ainda.
Vasco (F) - 05/11, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Grêmio (C) - 09/11, 20h (de Brasília) - Brasileirão
Red Bull Bragantino (F) - 12/11, 16h (de Brasília) - Brasileirão
Athletico-PR (C) - 04/11, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Flamengo (F) - 08/11, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Internacional (C) - 11/11, 21h (de Brasília) - Brasileirão
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