Estêvão é uma das principais sensações da seleção brasileira , que enfrentará a Argentina pelas quartas de final no Mundial sub-17 , nesta sexta-feira (24), às 9h (de Brasília). Vice-artilheiro da equipe e da competição, com três gols marcados em quatro jogos disputados, o jovem poderá ser a próxima grande venda do Palmeiras para o futebol europeu.
A ESPN publicou que o Verdão já recusou três ofertas do PSG , sendo que a maior delas era de 40 milhões de euros (R$ 224 milhões ). É esperado que o Barcelona tente a contratação do jovem nos próximos meses.
Real Madrid , Manchester City , Manchester United e Chelsea também seguem a joia de perto. A multa rescisória do contrato é de 60 milhões de euros (R$ 320 milhões).
Nascido em Franca, o garoto já despertava desde cedo a atenção de grandes clubes. Aos nove anos, ele foi levado para o Cruzeiro . Seu pai, Ivo, chegou à Toca da Raposa com um DVD debaixo dos braços após receber a indicação de um empresário de Belo Horizonte que havia visto jogos da joia em São Paulo.
Carlos Alberto Lins de Faria viu os lances do vídeo e também avaliou Estêvão em ação no campo antes de aprová-lo. No clube celeste, o meia sempre jogou em categorias acima da idade e ganhou o apelido de "Messinho".
Após se destacar um torneio em Goiás, ele despertou o interesse de vários clube do Brasil, incluindo Santos , Vasco , Botafogo , Flamengo e Palmeiras .
Com apenas 10 anos, assinou um contrato esportivo com a Nike e quebrou o recorde de Neymar e Rodrygo. Além disso, passou a ser agenciado por André Cury, um dos maiores empresários do futebol brasileiro e que por muito tempo foi representante do Barça na América do Sul.
Após mudar-se para Belo Horizonte, Ivo, o pai do jogador, foi contratado como funcionário do clube celeste e trabalhou em duas funções: assessor da presidência no mandato de Wagner Pires Sá e na captação de atletas para a base.
Em 2019, o Fantástico , da TV Globo , revelou que o Cruzeiro cedeu parte dos direitos do jogador para o pagamento de dívidas com o empresário Cristiano Richard, prática proibida pela Fifa. Estêvão não tinha nem sequer assinado o primeiro contrato profissional com o clube.
Apesar das polêmicas fora de campo, o meia seguiu brilhando. Quando completou 14 anos, o jovem resolveu sair do time mineiro e assinou um vínculo de formação com o Palmeiras. O Cruzeiro não engoliu a saída da joia e acusou o clube paulista de aliciamento.
Já o clube alviverde se defendeu e garantiu que o jovem estava livre no mercado e que agiu dentro dos princípios de ética e jurídicos.
"Tivemos alguns contratempos com o Cruzeiro. Fizemos quatro reuniões para montar esse projeto esportivo, mas nunca mandaram as minutas de contrato. Tinha uma oferta de três a quatro vezes maior do Atlético-MG , mas o levamos ao Palmeiras porque é a melhor base do Brasil e talvez da América. Não foi por dinheiro, mas pelo projeto esportivo", disse André Cury ao Bola da Vez.
As brigas com o Cruzeiro não terminaram por aí. Em 2021, o pai do atleta, venceu um processo na Justiça do Trabalho contra o clube mineiro alegando não ter recebido as verbas rescisórias.
Mesmo com apenas 15 anos, ele ajudou na conquista do bicampeonato da Copa São Paulo de futebol júnior, em 2023. Além disso, arrebentou no Brasileiro sub-17, ao anotar três gols na final contra o São Paulo. A ideia do Palmeiras é preparar Estêvão para estrear pela equipe principal no ano que vem.
Na atuação edição do Mundial sub-17, ele é tem menos gols apenas que Kauã Elias (Brasil) e Rento Takaoka (Japão), ambos com quatro.
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