É impossível não sentir. O sangue fervendo, o suor acumulado, e a sensação constante de abrir um forno, mesmo sem estar realmente perto dele. Assim foram as últimas semanas de São Paulo, sufocadas pelas altas temperaturas de novembro.
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O desgaste pelo calor intenso, contudo, transformou-se em inovação no Palmeiras : o MX3, uma tecnologia criada para atletas, usada por mineradoras e que virou estratégia do Verdão para lidar com as mudanças climáticas.
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Zé Rafael colocando adesivo para medição de perda de eletrólitos — Foto: Palmeiras / Divulgação
Zé Rafael colocando adesivo para medição de perda de eletrólitos — Foto: Palmeiras / Divulgação
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O MX3 surgiu em 2017 com o intuito de criar testes de laboratório portáteis para marcar desempenho, saúde e bem-estar das pessoas, com foco no monitoramento de dois fatores principais: o percentual de desidratação e a perda de eletrólitos.
– O Palmeiras adquiriu essa tecnologia e estamos avaliando o processo de hidratação feito pela saliva e também o processo de perda de eletrólitos, que é o sódio, perdido pelo suor – explicou a nutricionista do Palmeiras , Mirtes Stancanelli.
Adesivo colocado nos atletas para medir perda de eletrólitos — Foto: Palmeiras / Divulgação
Adesivo colocado nos atletas para medir perda de eletrólitos — Foto: Palmeiras / Divulgação
Esses testes foram desenvolvidos inicialmente para o esporte, mas cresceram pela necessidade de monitoramento da saúde de mineradores - que trabalham extraindo minérios, carvão e pedras preciosas do solo.
O MX3 indica o risco dessas pessoas sofrerem exaustão pelo calor e teve impacto porque os testes de hidratação nas minas costumavam ser invasivos, feitos pela coleta de urina ou de sangue. Entre 2019 e 2020, o sistema foi adotado em mais de 30 minas na Austrália. E agora está presente também em empresas de mineração, perfuração e construção.
– São pessoas que perdem muito sal, e na Austrália estão há muitos anos avaliando esse sensor pela quantidade de sódio perdida – disse a nutricionista.
Ferramenta usada para medir o percentual de hidratação dos atletas — Foto: Palmeiras / Divulgação
Ferramenta usada para medir o percentual de hidratação dos atletas — Foto: Palmeiras / Divulgação
No caso do Palmeiras , a tecnologia usa uma amostra da saliva e do suor para mostrar os percentuais de hidratação e de perda de eletrólitos dos atletas, permitindo ao Núcleo de Excelência criar estratégias de reidratação personalizadas para cada jogador.
Durante esta semana, por exemplo, Zé Rafael e Mayke utilizaram nos treinos um adesivo colado no braço que serve para fazer essas medições de perda de eletrólitos, que são minerais responsáveis pelo transporte de água no corpo, auxiliando nos movimentos musculares e na prevenção de câimbras, por exemplo.
– Esses cenários nos dão uma quantidade de sódio perdida por tempo de treino sugerindo que a cada uma hora dessa quantidade total perdida a gente possa fazer uma reposição mais individualizada. Isso nos ajuda bastante – afirmou Mirtes Stancanelli.
Aplicativo usado para monitorar os dados dos atletas do Palmeiras — Foto: Palmeiras / Divulgação
Aplicativo usado para monitorar os dados dos atletas do Palmeiras — Foto: Palmeiras / Divulgação
Se não regulado, há impacto de redução de resistência e força muscular, aumento da fadiga e dificuldade na tomada de decisões.
– No Brasil normalmente faz muito calor, nós somos adaptados, mas tem momentos que a perda é maior e não podemos perder. Nesses momentos, a gente dá cápsulas ou isotônicos, e adequa a perda de sódio naquele momento do jogo.
Avaliação de Zé Rafael com medição da hidratação após o treino pelo Palmeiras — Foto: Palmeiras / Divulgação
Avaliação de Zé Rafael com medição da hidratação após o treino pelo Palmeiras — Foto: Palmeiras / Divulgação
Além do Palmeiras , outras equipes de futebol e diferentes esportes têm recorrido à tecnologia, incluindo times da Série A do Brasil e da Itália, Ligue 1, Premier League, Championship, La Liga, bem como times nacionais de futebol, como Suécia e Bélgica.
Nos Estados Unidos, também há equipes da MLB, NBA, NFL e NCAA, além dos militares americanos, na Força Aérea, na Marinha e no Exército.
O MX3 também tem testes de dieta e nutrição, energia e resistência, sono e estresse, e está listado entre as 30 melhores inovações da Austrália em 2022 na indústria de mineração, energia, recursos, petróleo e gás. No esporte, avança a passos cada vez mais largos.
– É uma tecnologia que facilita muito o nosso trabalho – encerra a nutricionista do Palmeiras .
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