Gramado sintético aumenta lesões? DataESPN levanta números e casos nos principais clubes do Brasil

28/11/2023 06:20

Gramado sintético aumenta lesões? DataESPN levanta números e casos nos principais clubes do Brasil

Gramado sintético aumenta lesões? DataESPN levanta números e casos nos principais clubes do Brasil

  • André Netto, do DataESPN
  • 28 de nov, 2023, 06:00
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  • A discussão sobre a utilização de gramados sintéticos e seus possíveis malefícios para os atletas, já muito presente no futebol americano, tem ganhado mais força no Brasil. Já são três times ( Athletico-PR , Botafogo e Palmeiras ) que optaram pelo "tapetinho" e outros, como o Atlético-MG , se preparam para também trocar o piso de seus estádios em breve.

    Se a NFL reacendeu o debate ao ver Aaron Rodgers se machucar logo nos seus primeiros minutos no New York Jets em um campo sintético, o futebol brasileiro também viu estrelas como Dudu e Vitor Roque sofrerem graves lesões no mesmo tipo de campo. Vale também mencionar a opção de Luís Suárez por não atuar em gramados sintéticos para preservar seu joelho.

    O DataESPN analisou todas as lesões sofridas por 13 dos principais clubes brasileiros (Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Corinthians , Cruzeiro , Flamengo , Fluminense , Grêmio , Internacional , Palmeiras, Santos , São Paulo e Vasco ) para entender o possível impacto dos sintéticos. Apenas contusões diagnosticadas pelos clubes foram contabilizadas, de fora jogadores que foram ausências por dores ou desconfortos musculares.

    No total, foram contabilizadas 312 lesões, das quais 190 ocorreram durante jogos. A grande maioria é de problemas musculares (158), e as equipes com o maior número de jogadores machucados ao longo da temporada foram Flamengo (34) e Grêmio (32).

    Mas vamos ao ponto: as lesões em campos sintéticos, que foram 32 até aqui em 2023, um percentual de 16,8% em estádios com gramados artificiais, um número que não se destaca em relação à proporção de partidas realizadas nestes campos.

    O que chama a atenção na verdade é a proporção de lesões ligamentares. Foram contabilizadas 45 contusões deste tipo no ano, sendo 29 durante partidas, com oito delas em gramados sintéticos, uma proporção de 27,6%. Ou seja, praticamente uma a cada quatro lesões ligamentares. Em comparação com lesões musculares, por exemplo, apenas 13,7% aconteceram nos tapetinhos, um número muito mais próximo da média normal de contusões.

    O gramado que mais viu lesões ligamentares em 2023 foi o Allianz Parque. Os são-paulinos Ferraresi e Galoppo sofreram graves problemas no joelho no início do ano. O Palmeiras teve duas baixas: Zé Rafael teve um estiramento no joelho direito em junho e Dudu rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em agosto. A última lesão da lista foi a de Bruno Henrique , do Flamengo, em julho.

    Se ainda não há estudos que de fato comprovem que esse tipo de gramado aumenta o número de lesões, é fato que os sintéticos têm um nível maior de aderência, facilitando lesões sem contato justamente como as ligamentares. Essas são contusões que precisam de um tempo maior de recuperação e nos casos mais graves podem afetar a carreira de um atleta.

    Não é à toa que países como a Holanda já estejam proibindo as equipes de colocarem grama sintética em seus campos.


    6051 visitas - Fonte: espn

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    Nilson Severino     

    Imbecil escrevendo o que não entende. Eu estava no jogo e vi que o Zé Rafael levou uma solada maldosa, nada tendo a ver com o sintético. Victor Roque levou uma pancada no tornozelo, assim como Bruno Henrique em uma dividida com G. Menino. Quer deturpar a realidade?

    Danilo Sousa     

    Esse repórter tenq voltar pra escola,ele escreve países no plural e só cita 1. Porq só tem um msm kkkk,aqui no Brasil é foda,sempre procuram uma maneira de reclamar e descredibilizar quem está ganhando,fazendo um bom trabalho, reconhecer o bom trabalho,da o mérito a quem trabalha certo e colhe os frutos, é muito difícil.

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