Em entrevista coletiva nesta terça-feira (16), na Academia de Futebol, a presidente do Palmeiras , Leila Pereira , voltou a disparar contra a WTorre , gestora do estádio Allianz Parque.
O Verdão cobra na Justiça um valor de R$ 128 milhões que deveria ter sido repassado ao clube desde 2015. Em maio do ano passado, aliás, o caso foi parar até na polícia .
De acordo com a mandatária, a construtora segue sem pagar "um centavo sequer" à equipe, ao mesmo tempo em que negocia contratos com outros clubes e estádios.
Vale lembrar que, nos últimos meses, a WTorre acertou com o Santos para construir uma nova arena na Baixada Santista, ao mesmo tempo em que firmou contrato com o São Paulo para renovar o Morumbi.
"Eu tenho um problema que vocês falam muito pouco e que acho que o torcedor precisa saber. O Palmeiras tem um problema com a WTorre, mas não posso abrir (detalhes) pra vocês por causa da cláusula de confidencialidade. Mas posso dizer que uma receita que seria muito importante pro Palmeiras, há muitos anos não recebemos um centavo dessa concessão", afirmou.
"Isso é uma coisa que a imprensa poderia ficar atenta. É uma empresa que está fechando com o São Paulo, com Santos, com o Maracanã, e não paga um centavo pro Palmeiras", acrescentou.
No processo contra a WTorre , o Palmeiras pede apuração dos possíveis crimes de apropriação indébita e associação criminosa, além do bloqueio de bens, valores e contas bancárias da empresa.
Outra exigência do clube é a quebra do sigilo bancário da Real Arenas (braço da WTorre que cuida do Allianz Parque) a partir de novembro de 2014, quando começou a parceria.
De acordo com o Verdão, desde que o Allianz Parque foi inaugurado, a administradora repassou os pagamentos somente de novembro e dezembro de 2014 e de janeiro a junho de 2015 (exceto maio). Assim, deixou de pagar o valor total de R$ 127.972.784,97.
No contrato firmado entre o Palmeiras e a construtora, o clube tem direito a receber percentuais referentes à locação de camarotes e cadeiras, ao aluguel do estádio para show, exploração de setores, além de naming rights .
Em nota, a Real Arenas informou na que o valor "não corresponde à realidade dos fatos" e que ''a verdade vira à tona''.
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