O Palmeiras não vai mais jogar no Allianz Parque enquanto a Real Arenas, empresa criada pela WTorre para gerir o estádio, não reparar o gramado, motivo de reclamações constantes do técnico Abel Ferreira e até da presidente Leila Pereira. A decisão foi comunicada pelo clube em nota divulgada neste domingo, logo após a vitória por 2 a 1 sobre o Santos, justamente no Allianz. O Estadão pediu um posicionamento da Real Arenas e ainda não teve retorno.
No texto, o Palmeiras exige que a Real Arenas "honre com a sua obrigação de realizar a manutenção adequada do campo" e ameaça pedir a interdição do estádio. Também defende que os problemas observados no local não estão relacionados ao fato de o gramado ser sintético, além de mostrar preocupação com a integridade dos atletas, até porque as condições do solo tem sido apontadas como causadoras de lesões.
"Importante salientar que o problema não é a grama sintética, implementada justamente com o intuito de oferecer aos atletas um piso sempre em perfeitas condições, mas o descaso da superficiária com a qualidade do campo, que exige melhorias urgentes. Em função da irresponsabilidade de terceiros, não temos o direito de colocar em risco a integridade física de profissionais - sejam do Verdão, sejam das equipes adversárias. Caso a superficiária do Allianz Parque insista em protelar a solução necessária para este grave problema, exigiremos junto aos órgãos competentes a interdição da arena", diz o clube..
Há um atrito em curso entre Palmeiras e WTorre. Mais de uma vez, o técnico Abel Ferreira reclamou das condições do gramado, cena repetida nesta domingo, depois do clássico. O português nunca escondeu a insatisfação, especialmente com as consequências dos shows realizados na Arena, como as miçangas que ficaram espalhadas pela grama depois dos shows da cantora Taylor Swift, em novembro do ano passado.
O desentendimento, contudo, vai além de discussões referentes à qualidade do campo. De acordo com Leila Pereira, a Real Arenas deve cerca de R$ 136 milhões ao clube paulista, valor referente a repasses de receita pelo uso da arena palmeirense. "O que posso dizer a vocês é que uma receita que seria muito relevante ao Palmeiras e não recebemos um centavo", reclamou em entrevista coletiva, há pouco mais de duas semanas.
Matéria em atualização
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