Presidente Do Palmeiras Critica São Paulo Por Pedidos Falsos De Desculpas

15/3/2024 15:00

Presidente Do Palmeiras Critica São Paulo Por Pedidos Falsos De Desculpas

Leila Pereira critica acordo do TJD com São Paulo em participação no Mais Você com Ana Maria Braga.

Presidente Do Palmeiras Critica São Paulo Por Pedidos Falsos De Desculpas

Uma manhã diferente para Leila Pereira. Nesta quinta-feira, a presidente do Palmeiras participou pela primeira vez do programa Mais Você, com Ana Maria Braga. E comeu até coxinha. Na chegada, entregou presentes a Ana Maria, com uma camisa do Palmeiras e um conjunto de facas personalizado, e trouxe uma camisa para o Louro Mané, com o nome gravado nas costas. – Meu pai era vascaíno, meus dois irmãos são vascaínos e minha mãe é o que eu sou. Minha mãe é palmeirense – falou Leila Pereira logo no começo do papo. A presidente aproveitou o espaço no café da manhã com Ana Maria para criticar o acordo feito pelo Tribunal de Justiça Desportiva paulista com o São Paulo , pela confusão no fim do clássico com o Palmeiras , em que Carlos Belmonte, diretor do Tricolor, chamou Abel de "português de merda." – Recentemente aconteceu um fato com um rival da gente e o que esperávamos é um julgamento. O que não pode acontecer são pedidos falsos de desculpas e abrindo precedentes muito complicados porque agora você pode xingar e só pagar uma multa e tudo bem. Estou falando do jogo contra o São Paulo. Nesta semana, o São Paulo fez um acordo com o TJD que evitou que atletas e dirigentes do clube fossem a julgamento pelas confusões ocorridos após o clássico contra o Palmeiras, no Morumbi, há cerca de dez dias.

Três jogadores e três dirigentes tinham sido denunciados e podiam pegar ganchos de até seis jogos, no caso dos atletas, e de até 270 dias entre dirigentes, como era o caso do diretor Carlos Belmonte, que xingou o técnico Abel Ferreira de “português de merda”. Pelo acordo, o São Paulo pagará um total de R$ 205 mil em multas. Belmonte ainda gravou um vídeo em que pede desculpas ao treinador e não poderá acompanhar o time em jogos do Paulista por 30 dias. – Fiquei muito revoltada com o acordo que fizeram. Os jogadores e dirigentes tinham que ter sido julgados pelo que fizeram. Durante a conversa com Ana Maria Braga, Leila também fez um rápido balanço de como chegou a ser presidente do Verdão e a parceria com o marido, José Roberto Lamachia.

– Meu primeiro mandato termina agora em dezembro e nossa, como passa rápido, parece que foi ontem. Foram tantas emoções. Costumo dizer que é muito fácil administrar um clube de futebol. Eu era uma simples sócia, eu e meu marido, e procuramos o Palmeiras. Torço por causa do meu marido, José Roberto Lamachia. Juntando namoro, casamento, tudo, estou há 40 anos. É uma vida, mas muito feliz. Não tenho dúvida nenhuma de que se não houvesse o José Roberto Lamachia não haveria Leila Pereira. Nós não somos melhores e nem piores, queremos oportunidades iguais.

Primeira mulher presidente do Palmeiras, a empresária valorizou esse feito e deu detalhes do que passa nos bastidores do clube. – Meu marido sempre estimulou a trabalhar, a ser independente. Apesar de ter uma diferença de idade grande, aliás acho que o maior feminista que conheço é meu marido, ele sempre incentivou muito e quando surgiu a oportunidade de ser conselheira do Palmeiras, falei: "posso colaborar com nosso clube". Aí me candidatei e fui a conselheira mais votada da história do Palmeiras. Temos outras mulheres fantásticas. – Se abre uma porta nem que seja desse tamanho, cabe a nós escancarar a porta. Quando a oportunidade passa, eu agarro com força. Alguns poucos críticos que tenho no clube, porque no clube sempre tem alguém querendo seu lugar, é que é difícil criticar essa gestão. O trabalho não é só da Leila é de todas as pessoas que estão ao meu lado.

– Pela meia dúzia que gosta de aparecer às custas da gestão dizem que eu não gosto de ser contrariada. Agora me fala, Ana, as pessoas falam cada barbaridade e eu tenho que ficar quieta? Quando pisam no meu pé, eu respondo falando a verdade. Coletiva inovadora Em 16 de janeiro de 2024, Leila Pereira convocou e concedeu uma entrevista coletiva exclusiva para jornalistas mulheres. Falou por quase duas horas na sala de imprensa do Palmeiras, sobre assuntos relacionados ao clube, com o anúncio da renovação de contrato com Abel Ferreira, e explicou o convite: chamar a atenção para a falta de mulheres no futebol. Foi uma iniciativa inédita, que agora abre espaço também para cobranças por ações contínuas e efetivas sobre a representatividade feminina. E com Ana Maria Braga, ela falou sobre a iniciativa:

– Eu comecei a entrevista falando isso, que eu gostaria que os homens sentissem o que a gente sente desde que a gente nasce. É muito complicado, tudo é mais difícil, até as críticas que recebo, de parte da imprensa, de parte dos torcedores, que se eu fosse homem, eu não receberia. – Tiveram atitudes de homens recentes de um histerismo, que se sou eu… está louco. Mas o homem é porque está bravo. Não é questão de ser homem ou mulher, porque está cheio de homem histérico por aí. – Não faço esse tipo de ação desmerecendo os homens, o que queremos são as mesmas oportunidades – completou a presidente.


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