Quando Victor Ferraz ouve que o zagueiro Gustavo Gómez "subiu no vigésimo andar" para cabecear uma bola, logo pensa no apartamento em que mora em Assunção. Hoje jogador do Tacuary, do Paraguai, o lateral-direito é inquilino do defensor do Palmeiras e da seleção paraguaia na cidade. Ex-jogador de Santos, Grêmio e Coritiba, Ferraz vive sua primeira experiência internacional aos 36 anos. Em março, ele recebeu o ge no condomínio e falou sobre a nova etapa da vida, que tem encarado na companhia da esposa e dos dois filhos, que já frequentam a escola na cidade. – Gosto de desafios, de me aventurar, de me testar. Já conhecia Assunção por ter vindo jogar aqui, era uma cidade que me agradava, então vi uma oportunidade, um novo desafio já me aproximando do fim da carreira. Estou na elite do Paraguai. Alguns jogadores que jogaram no Olímpia e no Cerro Porteño me falaram muito bem, então decidi me aventurar. Estou aqui para tentar fazer história neste lugar. Meu sonho é colocar o Tacuary na Libertadores – disse ele, que tem contrato até dezembro. A equipe, atualmente, aparece na oitava posição do Campeonato Paraguaio, com 15 pontos.
Embora viva uma nova vida no Paraguai, Victor Ferraz segue cercado de brasileiros. O dono do time é o empresário Régis Marques, que recentemente levou Óscar Romero ao Botafogo – irmão gêmeo de Ángel Romero, do Corinthians. O diretor de futebol é o brasileiro Brenno Lucena. Em campo, jogam ainda o zagueiro Helerson e o meia-atacante Valdeci. A equipe conta também com o colombiano Orlando Berrío, ex-Flamengo. Feraz acertou com o Tacuary em janeiro com aprovação do técnico brasileiro Vinícius Eutrópio, que já foi demitido do cargo. Para o seu lugar, o clube apostou outra vez no ex-goleiro Aldo Bobadilla, pai de Damián Bobadilla, volante contratado pelo São Paulo neste ano.
Nascido em João Pessoa, na Paraíba, Victor Ferraz ainda vive período de adaptação às altas temperaturas de Assunção. No dia em que a reportagem esteve com ele, os termômetros batiam quase 40 graus. O tempo seco obriga as equipes a treinarem em horários bem diferentes: – Aqui se joga menos que no Brasil, só dois jogos do campeonato nacional são fora de Assunção, então você viaja menos, e isso faz diferença. Mas, pelo calor, ou a gente treina de manhã bem cedo, tipo às 6h30, o que é bem diferente. Acordo umas 5h15, como alguma coisinha e vou. Ou se treina à noite, umas 18h30 ou 19h. O calor é muito forte – detalhou ele, que tem dez jogos pelo clube.
Nesta entrevista, Victor Ferraz lembrou a sua relação com o técnico Dorival Junior, hoje na seleção brasileira, e sofreu ao relembrar momentos em que, pelo Santos, ficou próximo de conquistas. No Peixe, foi bicampeão paulista em 2015 e 2016, mas viu o título da Copa do Brasil de 2015 escapar contra o Palmeiras e, por duas vezes, levou o Peixe à segunda posição do Brasileirão, em 2016 (com o rival alviverde campeão nove pontos à frente) e em 2019 (com o Flamengo 16 pontos à frente).
– O que eu lamento muito é que no Santos eu tive muitos vices. O que me orgulha é que no tempo que estive no Santos a gente brigou só em cima e com a décima folha salarial do campeonato, com um monte de jogador ganhando salário de Série B. Eu ganhava salário de Série B, só fui ganhar salário de Série A a partir de 2017, quando tive renovações. Mas ficou faltando um título maior, né? Abaixo, confira o papo completo...
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