O Palmeiras empatou por 0 a 0 com o São Paulo na noite desta segunda-feira, no Morumbis, em duelo da quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Fora de campo, o Choque-Rei ficou marcado pelo pedido de desculpas do diretor de futebol são-paulino Carlos Belmonte a Abel Ferreira após ofensa xenófoba no último encontro entre os times. O técnico palmeirense elogiou a atitude de Belmonte e revelou ter perdoado o diretor. "Eu perdoo e não esqueço. Um homem quando é homem e assume sua responsabilidade, pede desculpa quando errou, e aconteceu comigo várias vezes. Quando fiz publicamente, pedi desculpas publicamente, mas primeiro fiz olhos nos olhos. Há muita gente perfeita aqui no futebol porque pela forma que criticam os treinadores, dirigentes aqui no Brasil parece que só o futebol precisa dessa exigência, mas acho que isso é bom, nos ajuda a melhorar. Gostaria que essa exigência fosse alargada aos setores da sociedade brasileira, mas acho que estamos todos para valorizar", disse Abel.
Abel e Belmonte se cumprimentaram na chegada dos times ao estádio. Ambos tiveram uma conversa amistosa e selaram as pazes com um abraço. "Foi uma atitude bonita por parte do Belmonte por um erro que teve em um momento quente. Acontece, e ninguém tem que ficar chateado quando as desculpas são sinceras, honestas, a frente dos olhos. Quem sou eu para julgar quem quer que seja. Disse a ele que da minha parte não tem absolutamente nada, está mais que perdoado. E espero continuar tendo grandes disputas com o São Paulo, onde for, é bom para todos e isso é o mais importante", seguiu.
A situação em questão trata-se de quando o diretor de futebol do Tricolor, Carlos Belmonte, chamou Abel Ferreira "português de m...", nos corredores do Morumbis, após empate por 1 a 1 entre os times em duelo da 11ª rodada do Campeonato Paulista, no início de março. Como parte de um acordo com o TJD, o diretor Tricolor gravou um vídeo pedindo desculpas a Abel Ferreira, mas o pronunciamento acabou vazando nas redes sociais. "Quando fiz a entrevista com Galiotte, quando me contratou, falei qual era minha filosofia, que é exatamente essa: valorizar nossos jogadores, o clube, o futebol, não só pela forma de jogar, mas também pelas atitudes. Hoje foi uma atitude bonita. Somos rivais dentro de campo, se puder vou ganhar todas. Respeito muito nossos vizinhos, só há um muro nos separa. O futebol brasileiro é de todos, não só meu, do São Paulo ou do Flamengo. Quando todos os presidentes pensarem primeiro no futebol como um todo e depois cada um lutar por seus interesses, vamos sair valorizados", finalizou o treinador palmeirense.
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