Abel Ferreira tentou transformar eliminações do Palmeiras nos mata-matas em vantagem competitiva
A vitória do Palmeiras por 5 a 0 sobre o Criciúma no último domingo (15) colocou a equipe de vez na disputa pelo título do Brasileirão. Isso porque o Verdão assumiu a vice-liderança do campeonato, com 50 pontos conquistados, apenas três a menos que o primeiro colocado Botafogo. Apesar da empolgação, seria natural que o time de Abel Ferreira se colocasse como um dos candidatos ao título a esta altura da competição, não apenas pelo seu poderio financeiro, mas também pelo fato de estar eliminado de todos os outros torneios. Em outras palavras: o Palmeiras disputa o título brasileiro porque foi o que sobrou.
O treinador até tenta "vender" o lado positivo dessa realidade. Na entrevista coletiva pós-jogo, transformou as eliminações nas copas em uma vantagem, como se fosse bom disputar menos títulos em troca de maior tempo de descanso. A justificativa é que o futebol "não pode ser levado tão a sério" e precisa ser encarado como "um parque de diversões". - Os nossos jogadores precisam entender: jogar futebol é como ir a um parque de diversões. Quando vou a um parque de diversões e deixo de desfrutar daquilo, nós não vamos render. Mas tenho de estar descansado para ir a um parque de diversões e me divertir, ter o máximo de proveito. A fórmula, em um primeiro momento, tem dado certo. Desde que o Palmeiras foi eliminado da Libertadores, foram três vitórias, sendo duas goleadas por 5 a 0 (Cuiabá e Criciúma). No total, foram 12 gols marcados e nenhum sofrido.
Abel Ferreira, no entanto, também fez questão de deixar um recado para os jogadores do Verdão, pensando na sequência da temporada. O técnico lembrou que, com menos jogos, os atletas terão menos oportunidade de entrar em campo. Mais ainda: quem quiser jogar, precisará mostrar no dia a dia que merece uma chance. - Eu mesmo disse aos jogadores: vamos treinar mais e jogar menos. E não vão jogar todos que gostariam de jogar. (Eles precisam) Mostrar quanto cada um quer em cada jogo. É claro meu critério de escolha: comportamento, rendimento e estratégia. Alguém que fez gol hoje, se eu entender que no próximo jogo tem que ficar fora, se tiver comportamento e treinar acima do eu, como bom profissional, a estratégia tem a ver comigo. O que quero é que todos os dias foquem no que controlam, que é se preparar.
Assim como na última temporada, quando o Palmeiras também foi eliminado precocemente dos mata-matas, Abel Ferreira e o elenco adotaram o discurso (motivacional) de que cada rodada do Brasileirão é uma final. Com foco no campeonato que resta e a promessa de "lutar até o fim", o Verdão segue sua trajetória tentando evitar uma frustração ainda maior em dezembro.
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