A presidente Leila Pereira, do Palmeiras, explicou o motivo de ter encerrado as negociações com o atacante Gabigol — clube e jogador costuraram um acordo em agosto, mas as conversas não avançaram. A dirigente participou de uma entrevista com Alicia Klein.
Palmeiras e Gabigol: por que não rolou? Nós chegamos a negociar. Era um nome que me interessava bastante, só que demorou muito a negociação. Eu sou uma pessoa muito objetiva, e não adianta usar o Palmeiras de trampolim para outros clubes. Eu não vou entrar em leilão. Quando nós entendemos que a coisa estava se desvirtuando, eu pedi para parar. Falei: 'esquece, esquece. O que eu quero é quem venha agregar'. Mas é um grande jogador, eu tinha interesse, sim. Nós propusemos uma assinatura de um pré-contrato, mas a coisa ficou se arrastando muito tempo e eu não gostei. Foram valores muito fora da realidade e eu acho que a gente tem que ter bom senso.
Leila Pereira projetou o mercado da bola do alviverde para o ano que vem e garantiu: tem a palavra final em toda e qualquer negociação. A presidente disse que, apesar da independência do departamento de futebol para garimpar nomes, é ela quem decide, de fato, o "sim" de um reforço à equipe.
"Alguns jogadores — que eu não vou citar os nomes — são sugeridos e eu veto de cara. Eu falo: 'de jeito nenhum'. E isso com base em histórico, com base em feeling... há jogadores que eu não quero no Palmeiras pelo perfil, pela idade e até pelo tempo de contrato que ele quer", disse.
A dirigente, por exemplo, já se antecipou para 2025 ao rejeitar a contratação de "medalhões", ressaltando a força do atual elenco e revelando que o técnico Abel Ferreira não fez grandes pedidos.
O que mais Leila falou? Adaptação ao cargo. "Eu não sou do futebol. Quando comecei a patrocinar o Palmeiras, eu nunca tinha lidado com isso, eu era uma torcedora por causa do meu marido e nunca tinha lidado no dia a dia do futebol. E eu me adaptei com uma facilidade incrível porque não é difícil você administrar um clube de futebol. Algumas pessoas me criticam porque digo que administro o Palmeiras como empresa, mas tem que ser administrado como empresa."
Era Abel? Era Leila? "É uma 'Era Palmeiras'. É uma era vencedora porque o Abel não vence sozinho. Ele precisa do elenco, por isso que eu sou contra enaltecer quem quer que seja em um esporte coletivo. Você não consegue nada sozinho e tem que valorizar o conjunto. Mas isso o Abel valoriza demais. As pessoas colocam todo o mérito nele — e ele sabe que é muito bom —, mas também a nossa equipe é muito boa."
Abel é o maior técnico do Palmeiras? "Eu não tenho dúvida nenhuma disso, mas ele também conta com um clube extremamente organizado, com um elenco muito unido e com uma presidente muito firme, que honra com seus compromissos e que não tem medo de absolutamente nada. Ele sabe, e o elenco também, que pode contar comigo. Eu sou firme"
Início da relação com a Mancha. "Eu não era conselheira ainda, era uma patrocinadora. Aí, me aproximei, foi através do Carnaval. Tinha um funcionário nosso na Crefisa que tinha um relacionamento com a escola de samba, e aí falou se a gente não queria patrocinar o Carnaval pela Lei de Incentivo. Foi aí que se deu a aproximação, porque a torcida organizada é muito próxima à escola de samba. Sempre foram muito respeitosos comigo e com o meu marido. Inclusive, o presidente da escola de samba [Paulo Serdan] deu de presente pra gente um cachorro e meu marido colocou o nome de 'Mancha'. Aliás, vi gente dizendo que eu tirei o nome do cachorro de Mancha. É mentira. Eu jamais faria uma coisa dessa."
Fim da relação com a Mancha. "A coisa virou e me surpreendeu, sabe? Eles entenderam que poderiam administrar o Palmeiras junto comigo. Aí não é possível, não tem condição. Não posso deixar que uma parte da torcida do Palmeiras diga: 'esse tem que ficar, esse tem que sair'. Não é assim, não pode. Aí eu conversei com eles e falei: 'não é assim, tá?'. E aí começou. Eles não entendiam, aí falei: 'então chega, vocês ficam pra lá, torcedor tem que torcer'. A administradora do Palmeiras sou eu."
Rixas com Textor. "Eu não me encontro com ele, mas se tiver que encontrar, é passado. Vamos lutar até o fim para o Palmeiras ser campeão brasileiro. Se for o Botafogo, parabéns para o Botafogo. É uma responsabilidade de nós, dirigentes, lutar contra essa violência absurda no futebol. Para mim, o grande motivo dessa violência é a impunidade. No dia que a pessoa souber que realmente será punido, a gente consegue diminuir com esse problema."
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