Abel Ferreira deixou o campo satisfeito com as dinâmicas do Palmeiras após o empate por 1 a 1 com o Corinthians e disse que o time merecia a vitória. Com o pênalti perdido por Estêvão e uma bola de Mayke na trave, o técnico fez elogios à equipe e saiu em defesa do atacante de 17 anos. – Agradecer todo apoio e carinho dos nossos torcedores, e acarinhar o Estêvão e toda equipe, porque senão os outros ficam com ciúmes. Muito bonito ao fim do jogo o Estêvão falar à torcida. O goleiro pega o pênalti, e não deixam ele pegar a recarga porque teve uma invasão –disse o treinador. Perguntado, inclusive, se o resultado passou por erros individuais, Abel voltou a mencionar a questão da invasão em relação ao desempenho da arbitragem. – Não tivemos dificuldades, eles só nos paravam. Não conseguimos o gol, a bola bateu na barra, perdemos um pênalti. Falei aos jogadores que estava orgulhoso pela intensidade, pela dinâmica. Mas futebol é assim mesmo. Aqui quando ganhamos, ganhamos todos, e quando perdemos também. Não foram só os jogadores que erraram, teve alguém dentro do campo que errou – completou. Antes do pênalti perdido, o Palmeiras abriu o placar com gol de Maurício em um primeiro tempo dominante em chances criadas para o Alviverde, mas levou o empate aos 42 minutos. Para Abel Ferreira o lado emocional pesou a partir deste momento. Na volta do intervalo, viu Yuri Alberto ser expulso, passando a atuar com um a mais, e Mayke acertar uma bola na trave. Persistiu nos minutos finais, mas não mudou o placar. – Vou falar não em cima do resultado, porque acho que merecíamos largamente ganhar o jogo. Mas futebol é assim e alguém me disse que o resultado toma conta dele. O pênalti não quis entrar, a bola no poste não quis entrar. Criamos no primeiro tempo para ter outro resultado no intervalo. – A segunda parte foi ataque contra defesa, mas futebol é assim. Muito contente com a dinâmica da equipe, com a intensidade da equipe. Como disse, o Paulista para mim vai ser para fazer o que acho ser o melhor para a equipe, afinar a máquina. A escalação utilizada passou por novas mudanças. Foram três zagueiros, com a entrada de Naves, um meio de campo com Richard Ríos, Veiga e Maurício, além de Facundo Torres e Estêvão no ataque. Um time visto pelo técnico como "ousado" pela alterações. – Para mim, talvez o jogo com mais ousadia em termos dos jogadores que tínhamos em campo. Mais jogadores na área, menos jogadores atrás –explicou. – Fomos altamente ofensivos, altamente agressivos, altamente produtivos. Já falei muitas vezes em sorte e criticaram, mas é verdade. A sorte faz parte do futebol, mas é só minha opinião. Com o que criamos hoje, na hora certa, no momento certo, esta sorte há de vir. Ninguém vai se queixar de ganhar a Libertadores no último segundo com um cruzamento do meio-campo. O Palmeiras entra em campo novamente às 18h30 do domingo, no Mané Garrincha, em Brasília, contra o Água Santa pelo Paulista. Veja outras declarações de Abel Entrada de Figueiredo, que estreou como profissional – Tínhamos no banco o Emiliano e não era o que queríamos, o Aníbal e não era o que queríamos, queríamos um jogador para a meia direita e ele deu dois arremates. Jogou porque acredito que a equipe precisava de um jogador como ele. Foi a invasão no pênalti? – As imagens são claras. Para quem tem obrigação e dever de olhar para as câmeras, esta não é minha função. Se viram a mesma televisão, se calhar era outra, na que eu vi... Faltou o 9 na partida? Benedetti (zagueiro) como 9 escancarou a necessidade? – Tua opinião é que esta peça faltava hoje? Eu acho que hoje só faltou o pênalti do Estêvão ter entrado. Não faltou mais nada. Flaco López fora até mesmo da relação – Sobre o Flaco, ele já sabe os critérios para jogar na equipe, e nós esperamos que ele continue e como mostre no treino, o quanto quer jogar nesta equipe. Efeito após o gol do Corinthians – Lado emocional, sobretudo. É um dos fatores que eu particularmente tenho me empenhado muito a estudar, o lado emocional do jogo. São 11 jogadores e cada um é um mundo, uma pessoa diferente. Eles precisam estar alinhados, em sintonia na mesma frequência. – Naquele momento estávamos muito mais perto do 2 a 0 do que o Corinthians do 1 a 1, na minha opinião. Um gol que vem contra a corrente do jogo. Depois do gol, chamei os jogadores e lhes disse o que falei a vocês. Poucas correções táticas no intervalo, esperava que nosso adversário fosse sair com linha de três com o Raniele. Mas ele trocou logo e assumiu com três zagueiros. Mas o lado emocional conta muito, por isso precisamos tanto da energia dos torcedores. – Foi um momento não muito bom quando o Estêvão falha o pênalti, mas é muito reconfortante o estádio gritar o nome, mostra como admira. Se fizerem isso com todos os jogadores, me ajudam muito. Se eles assoviam para o Joaquim ou Manuel, eu tenho que trabalhar mais. Se puderem me ajudar, como fizeram hoje com o Estêvão, porque assoviar retira a confiança do jogador. É como em casa seu pai falar sempre que tu não prestas e é ruim. Espero dos nossos torcedores que quando jogar mal assoviem primeiro a mim. Mas não foi hoje.
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Que intensidade!? Encheu o time zagueiros e meio campistas, tirou do da equipe a velocidade!Seu maior erro foi não escalar um 9 de ofício!Com isso, a equipe ficou inoperante com um futebol bonito,mas ordinário! Tocava,tocava, mas chutar à gol, nada! Começo a me preocupar com a classificação à próxima fase, já que o primeiro lugar no grupo parece que já era!Se essa hecatombe ocorrer, já tenho um culpado: Abel Ferreira,que inventou e agora terá que rebolar para ficar primeiro no grupo!