Abel Ferreira critica gramados sintéticos e expressa preocupação com segurança dos jogadores

21/2/2025 01:02

Abel Ferreira critica gramados sintéticos e expressa preocupação com segurança dos jogadores

Abel Ferreira critica gramados sintéticos e expressa preocupação com segurança dos jogadores

Abel Ferreira não poupou críticas aos gramados brasileiros ao sair em defesa do sintético depois da polêmica que começou na última terça-feira (18), quando um grupo de jogadores publicou uma manifestação contra esse tipo de solo. O Palmeiras é um dos clubes do Campeonato Brasileiro que utiliza o gramado artificial no Allianz Parque, assim como o Atlético-MG na Arena MRV e o Botafogo no Nilton Santos. Ao ser perguntado sobre o manifesto dos jogadores contra o gramado sintético, depois da vitória do Palmeiras sobre o Botafogo-SP, por 3 a 1, pelo Campeonato Paulista, Abel Ferreira criticou a qualidade dos gramados naturais no Brasil e citou dois estádios específicos: Maracanã, no Rio de Janeiro, e Arena Castelão, em Fortaleza.

"Me desculpem, mas se viesse aqui a Uefa regulamentar ou fiscalizar os gramados do Brasil, passava um ou dois - não sei como está o do Juventude. Se viesse aqui a Uefa fazer o que a Fifa faz para regulamentar os sintéticos, aqui no Brasil passava um. Se me perguntam, eu gosto de tudo natural, o natural é o que eu mais gosto. Sabe quantas vezes eu joguei no Maracanã? Um dos estádios mais míticos a nível mundial, sabem quantas vezes lá joguei? Umas quatro, cinco vezes. Sabem quantas vezes o gramado estava médio? Zero. Joguei lá uma vez com o gramado mais ou menos, sabem quando? Final da Libertadores, quando a Conmebol disse 'vamos parar isso, precisamos de um mês para compor o gramado'. Coisa que fizeram na última Libertadores que foi feita lá com o Fluminense, que houve discussão com o Flamengo, que não queria ficar sem jogar em casa, a Conmebol disse 'para eu ter o gramado mais ou menos, não é gramado pintado'", comentou Abel Ferreira.

"O problema das lesões não é o sintético, o que acontece no sintético, em termos de articulação, sofrem mais, mas ele é uniforme, não tem buracos. Ninguém vai me levar a mal, quando vamos ao Castelão eu só peço aos meus jogadores para nem torcerem os pés. Quando vamos jogar no Maracanã, peço a Deus. Veja o que disse o treinador do Flamengo em relação àquele campo duro, veja o que disse o Thiago Silva, que teve que sair no intervalo porque era duro. Não é sintético ou natural, é competência, qualidade e rigor", afirmou.

"Quando falamos do gramado da Europa, eles investem, há regulamento, há fiscalização. Há reuniões antes com diretores que vão fiscalizar, e quando não está quando deve estar, são multados os clubes, há um investimento forte. Eu não estou aqui defendendo nada, eu só quero que vocês me digam quais são os gramados tops no Brasil, é isso que vocês têm que me dizer. Tem um, não vou dizer de quem é, já disse 500 vezes. Façam todos iguais aqui, é top. Só que é mentira, não fazem e nem vão fazer. Por que os clubes estão passando para os sintéticos, não tem condições um gramado natural acompanhar a quantidade de jogos que tem aqui no Brasil, é impossível. Como no Maracanã jogam Vasco, Fluminense e Flamengo um gramado natural aguentar. É impossível. Eu preferia ir lá jogar e ter um gramado sintético", completou o português.

O que foi o movimento contra o gramado sintético? Na terça-feira (18), vários atletas, entre eles alguns de grande destaque, foram às redes sociais para protestar contra o tipo de solo, que é cada vez mais utilizado no país. Jogadores como Neymar e Gil, do Santos, Lucas Moura e Calleri, do São Paulo, Alan Patrick e Bruno Henrique, do Internacional, Gabigol e Cássio, do Cruzeiro, além de Thiago Silva, do Fluminense e Philippe Coutinho, do Vasco, foram alguns dos primeiros a postarem uma mensagem conjunta.

Por outro lado, times que têm o piso se manifestaram sobre o assunto, inclusive o Palmeiras. Veja abaixo a nota do Alviverde.

Diante da publicação realizada conjuntamente por alguns jogadores contra a utilização de gramados artificiais no futebol brasileiro, a Sociedade Esportiva Palmeiras esclarece que:

- O campo sintético do Allianz Parque é certificado pela Fifa, que realiza inspeções anuais desde a sua implementação, em 2020, a fim de aferir que o piso siga os mesmos parâmetros de um campo de grama natural em perfeito estado;

- Não há qualquer comprovação científica de que o risco de lesão em campos artificiais seja maior do que em campos naturais. Pelo contrário: recente estudo publicado pela revista “The Lancet Discovery Science” aponta que a incidência de contusões em jogos de futebol disputados em gramados artificiais é inferior à de lesões em campos naturais;

- Diferentes levantamentos realizados por veículos de imprensa mostram que o Palmeiras, ao longo dos últimos cinco anos, é o clube da Série A do Campeonato Brasileiro com menor número de lesões;

- O clube respeita a opinião dos atletas que manifestaram preferência por campos de grama natural e considera urgente o debate sobre a qualidade dos gramados do futebol brasileiro; este problema, contudo, não será solucionado com críticas rasas e sem base científica.

Próximos jogos do Palmeiras: Mirassol (F): 23/02, 18h30 (de Brasília) - Campeonato Paulista


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carlos f. sato     

o cara fala uma coisa aí dizem que falou outra , impressionante, CONTRA TUDO E CONTRA TODOS!!!¡ AVANTI PALESTRA!!!

Doni Prado     

pra falar tem que corroborar este é o problema dos brasileiros falam oque querem influenciam as pessoas mais ninguém prova nada e muitos quando é pra fazer vão contra a sua própria opinião.

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