Vitor Roque vislumbrou uma história no Barcelona que não se realizou. Pensou que seria diferente o tratamento, a forma de jogar, o contato com a diretoria. Aos 20 anos, entende que viveu um "choque de realidade" na Espanha. Mas que vem agora superando para reencontrar a felicidade no Brasil. Ele é a maior contratação do Palmeiras para 2025, a compra mais cara da história do clube e também do futebol brasileiro, com 25,5 milhões de euros fixos. Para o centroavante, porém, o turbilhão começou com a venda do Athletico ao Barcelona, em 2023, por 74 milhões de euros, sendo 40 milhões de euros fixo, além de bônus e impostos.
Era um sonho de infância chegar ao clube catalão, mas Roque se sentiu pressionado pelo preço da transferência e acredita que não estava pronto para ajudar o time como ele queria. Faltou-lhe alegria, confiança, além de tempo na adaptação. – Sofre um pouquinho quando chega assim – admitiu o centroavante, no Palmeiras Cast desta semana. – Eu por não ter feito um pouco de aula, aconselho que faça aula de espanhol ou inglês, então sofri um pouco com o idioma, ficava meio tímido também. Tomei um choque de realidade. Que eu via o jogador que eu jogava no videogame, já fiquei meio assim – conta, agora com leveza, aos risos.
Mesmo com pouco tempo de casa na época, uma vez que foram apenas seis meses e 16 jogos, o brasileiro virou alvo de críticas em jornais espanhóis, desaprovando a contratação. Os comentários irritaram o diretor esportivo do clube, Deco, que vê potencial no brasileiro. – Não lembro de um ataque tão feio a um jogador jovem que veio de fora, como com Vitor Roque. Uma crítica tão feia e ruim. Não sei de onde veio, não sei se é um ataque a mim ou ao clube, mas acho que nunca houve um ataque pessoal contra um rapaz de 18 anos tão forte – disse Deco ao Mundo Deportivo em novembro do ano passado.
O atacante chegou, por sinal, a buscar ajuda de um coach mental para controlar a ansiedade e expectativa do público. Sem espaço no Barcelona, saiu por empréstimo para o Real Betis e vinha em seu melhor momento na Europa, com sete gols em 33 jogos, quando o Palmeiras apareceu. As conversas começaram pensando na contratação para a janela do Mundial de Clubes, em junho. Mas à medida que o Real Betis contratou outro centroavante - Cucho Hernandez - durante a negociação, o Palmeiras viu brecha para tentar antecipar a chegada do atacante. O que se concretizou nos últimos dias. A escolha de voltar ao Brasil? Nas poucas palavras que o centroavante se permite compartilhar agora, em muito tem a ver com felicidade. – A verdade é que tinha vontade de jogar, de ser feliz. Se tivesse que ficar para ser feliz, ficaria. E tive essa oportunidade de vir ao Palmeiras – afirma.
Está regularizado, inscrito no Paulista e pronto para jogar, como ele mesmo indica. Ao Palmeiras , carrega os aprendizados de um futebol mais corrido, com "menos tempo para pensar", e em uma posição que há anos carece de opções no clube, motivo constante de cobranças da diretoria. Agora, ele tem a chance de acabar com elas. – Sou muito determinado, batalhador, agressivo. Espero fazer o máximo de gols que puder. Ajudar os companheiros também. Rápido, atacar os espaços, fazer o facão, acho que essa é um pouquinho das minhas características.
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