O Palmeiras formalizou na quarta-feira o acordo com a Fictor como nova patrocinadora, atingindo a marca de R$ 144 milhões em valores fixos no uniforme e ultrapassando a meta orçamentária de 2025 - que era de R$ 130 milhões em receita garantida com investidores.
Agora, o clube se aproxima dos valores que vinham sendo discutidos nos bastidores para o uniforme, de R$ 150 milhões em ganhos fixos. Esta já é a camisa mais valiosa da história alviverde em números absolutos, uma vez que o último contrato com a Crefisa e Faculdade das Américas gerava até R$ 120 milhões por ano mediante bônus, sendo R$ 81 milhões fixos.
Ainda assim, o clube vê a possibilidade de preencher outros espaços, como a omoplata, os shorts - na perna e na parte traseira -, a barra traseira da camisa e a área central entre o escudo e a marca da Puma. A barra frontal está descartada para inclusão de patrocínios. As negociações estão em andamento, mas o vice-presidente e responsável pelo marketing, Everaldo Coelho, diz que a diretoria não tem pressa.
– Algumas pessoas dizem: a camisa está bonita, não enche muito mais para não virar um "abadá". Temos poucos espaços para serem ocupados, estão em negociação. Não temos pressa, mas acho que a gente ainda tem alguns espaços que podem ser ocupados, sim – diz Everaldo.
O novo contrato com a Fictor pagará R$ 25 milhões por ano em valores fixos e será válido por três, com possibilidade de renovação por mais um. Ocupa o máster da base - que não pode estampar casas de apostas - e as costas da camisa dos times masculino, feminino e base, também.
Ainda que esteja em três uniformes, não há uma divisão de receita determinada por departamento - assim como acontece no caso da Sportingbet, no máster profissional masculino e feminino, sendo o contrato único para o clube. O Palmeiras trabalha com o entendimento de que quanto mais receita gera, mais investimentos são feitos na base, no futebol feminino e no masculino.
Antes da Fictor, o Palmeiras vinha utilizando mais três marcas: a Sportingbet como máster (exceto na base), a Sil Fios e Cabos Elétricos e a Uniasselvi.
A Sportingbet paga R$ 100 milhões fixos por ano, com correção anual nos valores baseada na taxa de inflação - neste caso, o IPCA. Está na parte da frente da camisa e nos números. A Sil paga R$ 11 milhões pelas mangas, e a Uniasselvi cerca de R$ 8 milhões pela parte frontal do calção do uniforme.
Ao considerar os valores de bônus e também o contrato de material esportivo com a Puma, o uniforme atinge a marca de R$ 270 milhões. Número revelado pelo vice do clube e líder do marketing, Everaldo Coelho.
O dirigente não detalha os números por empresa estampada, mas a reportagem apurou a somatória, que conta com R$ 73 milhões em bônus do contrato com a Sportingbet como master, R$ 5 milhões das variáveis pela Fictor e cerca de R$ 50 milhões - entre fixo e variável - da Puma. O contrato com a Sil Fios e Cabos Elétricos também prevê valores em bônus, mas que não foram revelados.
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