Difícil se restringir ao desempenho do time quando a postura de seus integrantes têm impacto direto no ambiente do estádio. Com Richard Ríos protagonista - da comemoração polêmica ao pedido de desculpas -, o Palmeiras chamou críticas com o ato e repetiu chances desperdiçadas, mas tira lições da vitória tensa, por 1 a 0 , sobre o Cerro Porteño, na Libertadores. Não que a postura de Ríos, ao pedir silêncio na comemoração, tenha sido fruto de uma concordância coletiva. Mas é inegável que afetou o ambiente no Allianz Parque. Ao invés de aplaudir o time na volta do vestiário, por exemplo, a torcida teve outro foco: xingar o colombiano. Somente os pedidos de desculpas, na substituição no meio do segundo tempo, encerraram as vaias sobre o volante.
Em campo, o Palmeiras resistiu apenas 10 minutos com o plano original. Abel acionou a escalação no 4-3-3 com Weverton; Fuchs, Gómez, Murilo e Piquerez; Martínez, Ríos e Veiga; Estêvão, Facundo e Vitor Roque. Mas Veiga sofreu uma luxação no ombro e precisou ser substituído. É nesta alteração que entra a primeira boa notícia: Felipe Anderson. Entrou fazendo a ala bem aberto pela direita, com Estêvão caindo mais solto entre o meio e as pontas, e teve uma de suas melhores atuações desde a chegada ao Verdão. Parece mais à vontade na posição e, não à toa, teve participação direta nos três lances de gol, ainda que só um deles - de Ríos - tenha sido validado, com os de Vitor Roque e Flaco López anulados por impedimento.
Entre outras boas atuações, estiveram Allan, que entrou bem pela ponta esquerda depois de sumir das escalações - a última havia sido na vitória sobre o Mirassol, que selou a classificação do time às quartas do Paulista -, e também de Vitor Roque, que vem evoluindo, apareceu bem e teve um gol anulado por impedimento. No primeiro tempo, o Palmeiras começou com boas chegadas de Piquerez e Ríos, caiu de ritmo com a saída de Veiga, e no geral fez uma etapa inicial ruim, faltando tranquilidade nos últimos passes. Se salvou por conta do gol do colombiano, aos 40 minutos, com passe de Felipe Anderson. No segundo tempo, porém, voltou melhor e sem dar chances ao Cerro Porteño.
Ainda que se pese a diferença de qualidade técnica, a postura do time, mais solta da marcação em relação aos últimos jogos, e com chegadas perigosas ao ataque, soam como alívio para a sequência do ano. Só mais uma vez é preciso calibrar a finalização. Dessa vez, com destaque negativo para Flaco López, que teve três chances claras e perdeu - colocando uma dentro do gol, mas anulada por impedimento. O tempo, como de costume, é curto. Com ajustes a trabalhar - e possivelmente sem Veiga, que passará por exames no clube -, a equipe se reapresenta nesta quinta-feira e inicia a preparação para o Dérbi contra o Corinthians, que acontece às 18h30 do sábado, na Arena Barueri.
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Precisa urgente fazer trabalho psicológico com Flaco Lopes, devido às perdas absurdas de gol, tambem como chutar em determinadas situações.
Quando o time ganha, recebe críticas. Quando perde, a mesma coisa. Que torcedores é mídia é essa...