O atacante Hernán Barcos, hoje no Alianza Lima, foi um dos principais jogadores do Palmeiras em 2012, ano em que o clube conquistou o título da Copa do Brasil, mas terminou a temporada sendo rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Com o fim do ano, surgiu a dúvida: Barcos, artilheiro da equipe, permaneceria no Palmeiras para ajudar o clube na luta pelo retorno à elite do futebol nacional? Inicialmente, o próprio jogador afirmou que sim, continuaria. No entanto, acabou sendo negociado com o Grêmio e deixou o clube.
Anos depois, Barcos falou sobre o episódio em entrevista ao "GE" e apresentou uma versão diferente da relatada por Paulo Nobre, então presidente recém-empossado do Palmeiras. – A gente foi rebaixado e preparando para 2013 chega a oferta do Grêmio. Falei ao clube que queria ficar, até faço a publicação de que ia ficar. O treinador da seleção (argentina, Alejandro Sabella) falou que se eu ficasse na segunda (divisão) seria difícil me convocar. Obviamente era importante para mim estar na seleção, mas para mim o Palmeiras também era importante. E eu decidi ficar - explica.
– Quando veio a proposta do Grêmio, o presidente falou que tinha que aceitar a proposta que fizeram, porque o Palmeiras tinha aceitado a proposta econômica do Grêmio e viriam quatro ou cinco jogadores para completar o elenco. O dinheiro que entrasse seria muito bom para o clube, porque ele estava assumindo naquele momento e não poderia manter o salário que o presidente anterior tinha me dado - disse Barcos.
– Valdivia era o maior salário, não poderia superar ele... E aí falei então: "Tá, se tu quer que eu saia, eu saio". Conversamos internamente para falar a mesma coisa, que foi em conjunto. E quando eu chego no Grêmio, automaticamente ele fala que eu quis sair e na verdade não foi isso. Quem me conhece e esteve comigo sabe que não foi assim – acrescento - completou.
Barcos chegou ao Palmeiras em 2012 prometendo marcar 27 gols na temporada — e cumpriu: fez 28. Foi o artilheiro da equipe no ano em que o clube conquistou a Copa do Brasil, mas acabou rebaixado meses depois no Campeonato Brasileiro. – Ano atípico, somos campeões na Copa do Brasil, viemos mal no Brasileiro e se começa mal, para remontar é difícil. Não conseguimos, acabamos rebaixados. Tinha um grupo bom, tanto que fomos campeões da Copa do Brasil. Fiquei feliz pelo ano que tive, mas ruim pela saída, do jeito que foi. O clube me vende e eu saio. Depois o presidente falou coisa que não devia e ficou uma situação ruim, mas não guardo rancor nem raiva de ninguém. Para Barcos, a passagem pelo futebol brasileiro representou um divisor de águas na carreira. O atacante destacou que foi no Brasil onde passou a ganhar dinheiro, o que lhe permitiu estabilidade financeira e a possibilidade de investir. – Foi um salto na carreira. A verdade é que dinheiro realmente comecei a ganhar no Brasil. Poderia viver tranquilo, investir. Foi o ponto maior da minha carreira os três anos no Brasil, poder sair, voltar. A visibilidade que o Brasil dá. Depois de jogar no Brasil, pode jogar em qualquer lado - comenta. Aos 40 anos, Barcos joga pelo Alianza Lima, do Peru. Além de Palmeiras, Grêmio e Argentina, acumula passagens Racing, Guaraní, Olmedo, LDU, Shanghai Shenhua, Sporting, Atlético Nacional, Vélez Sarsfield, Cruzeiro e Bashundhara Kings.
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