Augustín Allione, Pablo Mouche e Cristaldo estão sempre juntos no vestiário
O ano de 2014 não foi nada fácil para os palmeirenses. E foi pior ainda para os argentinos contratados pela equipe paulista. Bastou um mês do novo ano, no entanto, para que Augustín Allione, Fernando Tobio e Jonathan Cristaldo saíssem de decepção a esperança de dias melhores na Academia de Futebol.
No fim do ano passado, durante a luta do rebaixamento, Paulo Nobre foi duramente criticado por dar aval a Ricardo Gareca ao contratar uma lista de argentinos sem ao menos ter certeza que se tratavam de bons jogadores. A pressão foi tão grande que ele resolveu até assumir a dívida de cerca de R$ 25 milhões com a contratação do quarteto.
A operação deixa o presidente do clube como dono dos direitos econômicos dos jogadores, mas sem a intenção de lucrar. Caso um deles seja vendido, Nobre recupera apenas o valor correspondente ao investimento. O que sobrar fica para as contas palmeirenses.
O melhor exemplo da volta por cima é Augustín Allione. Assim como seus companheiros, o meia-atacante não tinha um relacionamento bom com Dorival Júnior. Sofreu com a irregularidade e com suspensões por conta do acúmulo de cartões. Agora, 30 dias depois, é um dos xodós de Oswaldo de Oliveira e da torcida.
"O Allione é um jogador com características muito particulares. Ele tem um excelente trato com a bola, é muito veloz e tem uma visão de jogo muito boa, mas ele no momento do passe, da jogada decisiva, estava se precipitando. A gente estava tentando sintonizá-lo. Me lembro que antes de chegar, quando soube a idade dele, pelo potencial que eu sabia que tinha, depositei muita confiança. Ele tem muito ainda para dar", afirmou o comandante após a vitória do Palmeiras por 3 a 1 em cima do Audax, com duas assistências do camisa 20 (veja o vídeo no fim do texto).
Fernando Tobio é outro que tem se firmado. Ele iniciou o ano com a possibilidade de ser negociado com o Boca Juniors, da Argentina, mas acabou ficando. De lá para cá, reforçou a posição de titular e ainda ganhou o rótulo de xerifão de Paulo Nobre.
Cristaldo, por sua vez, teve seu nome vinculado ao River Plate. Após o primeiro amistoso da pré-temporada, avisou que gostaria de sair se não fosse ser utilizado. O camisa 9 conversou com Oswaldo, gostou do que ouviu e resolveu ficar. Hoje, é forte candidato a desbancar Leandro Pereira da posição de centroavante.
Além de marcar nos amistosos, ele tem ido bem nos treinamentos. Em jogo-treino contra o São Caetano, inclusive, marcou dois gols e foi o destaque ao lado de Gabriel Jesus.
A única exceção por enquanto tem sido Pablo Mouche. Se o argentino terminou o ano fazendo gols importantes, como do empate com o Cruzeiro em pleno Mineirão e outro na virada contra o Grêmio, em 2015, ele sofreu com o azar.
O atacante rompeu os ligamentos do joelho direito e ainda precisou viajar para a Argentina para se sentir melhor no tratamento. Ele só volta ao clube no segundo semestre. Até lá, terá a chance de torcer para seus colegas e tentar a voltar para um ambiente em que os argentinos sejam "hermanos" de verdade.
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